Dados do IBGE…

Matéria pescada do dia 26 último, no Estadão:

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São Paulo é o Estado brasileiro mais bem urbanizado. A taxa de urbanismo paulista, segundo dados do Censo 2010, é de 78,1%, ante 68% na  média brasileira. Os melhores indicadores do Estado dizem respeito à iluminação pública (97,6% dos domicílios têm acesso a esse serviço), à pavimentação das ruas (94,2%) e à ausência de lixo acumulado nas vias ou  de esgoto ao ar livre (apenas 4% das residências têm esse problema).

A taxa de urbanismo foi calculada pelo Estado a partir de observações  feitas pelos recenseadores sobre dez tipos de melhoramentos urbanos localizados no entorno de 57 milhões de domicílios brasileiros e divulgadas ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística  (IBGE). O levantamento considerou apenas as áreas urbanas dos municípios  e não levou em conta favelas e aglomerados.

Logo atrás de São Paulo estão outros Estados das Regiões Sul e Sudeste, como Paraná (72,5%), Rio de Janeiro (71,8%) e Minas Gerais
(71,7%). São locais que receberam as últimas grandes ondas migratórias há mais de 40 anos e já tiveram tempo para consolidar a infraestrutura urbana. A outra ponta do ranking concentra novas fronteiras econômicas da Região Norte, onde a urbanização é menos recente, como Rondônia (46,2%), Pará (43,4%) e Amapá (42,1%).

Para o cálculo, foram usadas as médias municipais, ponderadas pelo número de domicílios de cada município, para que as cidades tenham um peso proporcional maior conforme a população.

Renda. A desigualdade não é apenas regional. Os dados mostram que, quanto maior a renda, mais alta a taxa de urbanização. Nada menos do que  94% dos domicílios brasileiros cujo rendimento é maior do que R$ 1 mil por mês estão em ruas pavimentadas. Mas essa proporção cai a dois terços  quando a renda dos moradores é inferior a R$ 250 (em valores de setembro de 2010). A disparidade é ainda pior quando se trata de calçadas: 87% da parcela de renda superior tem calçamento na porta de casa, enquanto a taxa no extrato de renda mais baixa cai a 45%. Além disso, os mais pobres têm seis vezes mais chances de verem o esgoto correr ao ar livre na frente de suas casas, por exemplo.

Bem, acho que ninguém aqui em sã consciência vai concluir que a falta de urbanização na pobreza é obra da maldade mundial.

Ñão há poder público que se mova por ser bonzinho. O que existe é administração pública profissional ou não. E isso quem determina é seu povo. Simples assim.

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6 Responses to Dados do IBGE…

  1. Dawran Numida says:

    Agora, a onda é “desigualdade”, de novo. Desigualdade até em calçadas. Só que onde não tem calçadas é porque passaram uma avenida alargando a via pelo fato de ter aumentado o volume de carros trafegando no local. Outro, porque o pessoal joga lixo e entope a calçada. Outro porque não tem mesmo.

    Na medida que a “mancha urbana”, fomos promovidos a manchas…hehehehe…avança, até a cidade vai desaparecendo.
    E parece, cérebros, também.

  2. Fábio Mayer says:

    É, mas a administração do PR não é profissional já há uns bons 18 anos e o índice do estado é bom, porque a comparação é justamente SP.

    Penso que não é só administração, também tem relação com o que as pessoas fazem, seus objetivos de vida, sua forma de encarar o mundo.

    O PR foi colonizado por europeus que vieram em busca de terra onde plantar e produzir. Da terra se passou à indústria e isso legou cidades lindíssimas e progressistas (exceção de Rio Branco do Sul que é um lixo) que lhe dão o segundo melhor índice, acima inclusive do RJ.

    Em SP as pessoas foram para se agregar ao parque industrial em tempos mais recentes, mas também tiveram o ânimo da conquista das terras e de novos horizontes, é gente que não se contentava nem se contenta (via de regra) com a mesmice ditada pelo favor oficial.

    Nos demais estados brasileiros, à exceção de MG, SC e RS, o que se nota é apenas e tão somente a mania histórica de se encostar no Estado e esperar que ele tudo provenha, por isso o resultado é tão ruim e não chega em muitos casos aos 70%, por mais que existam ilhas de excelência em todos os lugares.

    E a exceção da exceção é o RJ porque foi sede do governo na maior parte da história do país. Foi urbanizado meio que na marra, porque pegava mal não sê-lo…se dependesse do ânimo demonstrado pelos fluminenses nas últimas décadas, sei não…

  3. Leticia says:

    Bem, Fabio, nem todo imigrante é maravilhoso; nem em SP, nem em Curitiba, nem em lugar nenhum. Tem imigrante europeu muito bagaceira tb. Se a pessoa, migrante ou imigrante, vem em busca de vida melhor, é mais provável que tenda a viver de modo diferente do que vivia. Isso quando consegue, o que, mais dia menos dia, parece ser a maioria dos casos.

    Chato em SP é que quando você vai urbanizar aquele fim de mundo que se formou nos dois últimos anos, além já está se formando um outro, na certeza de que virá água, esgoto, iluminação, parquinho disso e escola daquilo. Difícil falar isso, mas tinha de dar um basta.

  4. Leticia says:

    Complementando: fazer como qualquer cidade fufuchuca quando vê um mendido: dá pasagem de volta, faz um psicológico pro cara desistir e ir embora. São Paulo não faz isso, e não sei se é bom ou ruim.

  5. Fábio Mayer says:

    É, mas a índole do povo, em termos gerais, faz diferença.

    O paulista de modo geral é progressista… o carioca, acomodado. O paranaense tem mania de trabalhar tanto a ponto de que se esqueçam dele, o gaúcho trabalha mas faz questão de mostrar… e quem quer se encostar no Estado simplesmente se encosta.

    Muito do progresso de SP se deve à índole do povo, é certo que existe o lado ruim em toda a pessoa ou todo o conjunto do que se chama povo, mas o fato é que progresso material depende muito das pessoas porem mãos à obra, não há governo que faça isso acontecer sem a participação delas.

  6. Leticia says:

    É que eu não acho que povo tem índole. Povo tem são circunstâncias geográficas, culturais, históricas. E os hábitos vão se fazendo em cima disso. Não é coisa das pessoas individualmente, um fatalismo… É o que quero dizer.

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