A segunda deglutição do Bispo Sardinha

A Tropicália levada às últimas consequências: no desfile da Águia de Ouro”, um carro-tanque cheio de torturados da ditadura.

Sim, Vladimir Herzog alegoria pura.

Bora reler o Manifesto Antropófago.

PS.: Em captura de tela da Globo, dá pra ver melhor, na parte de cima da foto, o ente se balançando na corda:

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16 Responses to A segunda deglutição do Bispo Sardinha

  1. Refer says:

    Ideia de jerico. É o ‘samba do criolo doido’ da esquerda revanchista. O que tem a ver gente torturada e morta com Tropicalismo e com carnaval? Escolas de samba vão abraçar o tema? Vai haver terroristas no pau de arara no desfile do ano que vem?

    A viúva do Herzog (Clarisse) devia ao menos reclamar publicamente desse tipo de exploração de mau gosto.

  2. Leticia says:

    Bem, eu também acho o fim, Refer.

    Mas há várias maneiras de ver isso. A primeira é a ilusão de que o Carnaval é alta cultura. Não é. É cultura popular, com todos os riscos que isso traz. E assim deve ser entendida. Lamento, mas não é o melhor cartão de visitas que temos.

    Segundo que o feitiço virou, né? Brincamos tanto de índios, incentivamos tanto essa coisa de espinafrar com tudo, com valores estrangeiros e nacionais, o fraque, a família real, os ianques, a doença alheia, os alemães, isso e aquilo, que tudo ficou liberado para a avacalhação, não? Ou não?

    Dentro da salada tropicalista há assuntos tabu? Quem define o que pode e o que não pode?

    That’s the question.

  3. Luiz Schuwinski says:

    É. A antropofagia continua…

    Macunaíma, do outro Andrade, dando cambalhotas e rindo a bandeiras despregadas!

    Quanto será que a Águia de Ouro recebeu dos chefões petistas para remover as cinzas e soprar essas brasas, hein?
    Deveriam mostrar numa alegoria os presos cubanos morrendo nos cárceres de Fidel.

    É o tal negócio: macacos provocadores costumam não olhar para o próprio rabo!

  4. Leticia says:

    Né, Schu? Aliás, verti o “eis a questão” final do meu comentario anterior. Bati o olho e achei que não estava orrrrnando.

  5. Iolita says:

    Será que no desfile da agremiação carnavalesca teve dedinho dos petralhas para remoer o assunto no meio de mulheres quase, ou nuas? Não era hora e nem lugar para o samba do criolo doido.Querem ganhar os votos no grito e no sambão, te esconjuro sô.

  6. Libertário says:

    Povinho ridículo.

  7. Leticia says:

    Não sei, Iolita. Não me parece que tenha que ver com política. Parece – mais uma vez – que decidiram abafar o caso. De fato, quem sempre defendeu e glamourizou as manifestações populares parangoléticas se veria agora numa sinuca, né? A meu ver, pelo menos.

    Libertário, é o que temos. Dá pra notar no vídeo que que a coreografia inclui uns estrebuchamentos. Herzog = Tiradentes, tudo na mesma salada.

  8. Dawran Numida says:

    Carnavalizar tudo, isso já faz tempo. Era quizomba, misturada com almôndegas de ouro, ou agora, num enredo de escola de samba paulistana, um rei húngaro visitou sabe-se lá quem e chegou por aqui etc.

    Da mesma que uma cobra teria picado um profeta, este sugou o sangue do ferimento com veneno e cuspiu e no local, onde teria caído o cuspe, teria nascido a planta do tabaco. Tudo bem. Isso foi o enredo de um desfile em algum carnaval há uns anos atrás.

    Essa coisa toda não deve ser levada a sério. São só transgressões culturais consuetudinárias, populares, imaginações…E vice do versa.
    O que vale é a bagunça do carnaval, a transgressão, os blocos…E isso não bate com fatos reais. Ideologia no carnaval não pega. Nem com o carnaval, o futebol.
    Ideologia pega na escola, em todos os níveis, em casa.

    No carnaval o que pega é a zorra: as pernocas malhadas, os malabarismos dos passistas, da rainha da bateria toda esticada e parafusada…estes/as, aparecem sempre mais do que qualquer mensagem.

    É como pobre de novela que, de repente, fica bilionário…

    Vejam, por exemplo, em outra manifestação de cultura popular (pode ser ou não), a Meryl Streep, de Thatcher, indicada para o Oscar, está causando encrenca em ideólogos. Só que quem viu, mesmo contra Thatcher, elogia Streep. Como Thatcher por ter sido humanizada por Streep, a ponto de convencer ideólogos? Estes que respondam…hehehehe…E se for amor antigo, encruado?

    Tanto quanto Kissinger, que tem sido lido e elogiado, por seu livro “Sobre a China”. E elogiado, até por idiotas que achavam que o Brasil deveria estar mais alinhado à China no cenário internacional, para desbancar os EUA. Perceberam que não é bem assim, após ler o livro. Talvez, só a introdução que já é um petardo na ignorância ideológica de ideólogos de pão de forma com queijo prato e toddynho. Se o tema do livro fosse um enredo, não aconteceria nada. Como é um livro, está fazendo o que deve.
    No caso do livro, Kissinger não humanizou Kissinger. Simplemente, Kissinger foi à China. E aprendeu o que seria a China. E está contando.

  9. Dawran Numida says:

    Para ver como carnaval só é carnaval. Revendo uns trechos de desfiles, acho que Salgueiro, tem a típica ditadura nordestina no enredo. Tanto que o mestre-sala, que é um espadachim, protetor das armas da escola, ao invés do lenço, da espada e do minueto, usa todo o resto mas, com um triângulo de forró. Deve proteger as armas e a bela porta-estandarte do mesmo jeito. Mas, mestre-sala tem de levar o minueto e não samba no pé. Agora, com triângulo de forró…Deixa para ser lá no Andrade, se ainda existir.

  10. Luiz Schuwinski says:

    A mensagem ideológica nunca é endereçada à patuléia, Dawran. Esta, só se interessa pelo exibicionismo em si. Pelo calidoscópio animado que passa a sua frente.
    O alvo a ser atingido são os que olham por cima das cabeças multicoloridas. O recado visa parte da ‘intelligentsia’ midiática, a formadora de opinião.
    Inocentes, somente os sopradores de língua-de-sogra e tocadores de reco-reco!

  11. pinduca says:

    esse povo da ditadura, a maioria ja reencarnou.
    espero que na finlandia, os torturados, e na letonia, os torturadores.

  12. Dawran Numida says:

    Luiz Schuwinski, só reforço que a polícia agora está isolando a sede de escolas de samba por pessoas terem causado tumulto na apuração.
    Acertado o seu raciocínio. Confirma o que colocado quando em comentário foi dito que a ideologia entra pela escola, pela família e não pelo carnaval. O carnaval fala que o céu é o contrário do que os que estão no inferno imaginam.

    Mas, o pinduca ai acima, deve estar resolvendo os problemas da zona do euro. Daqui apouco ele vai falar que o bom é o yuan.

  13. Leticia says:

    Pinduca já votou em muito “torturado”, Dawran. Ele que espere um “ex-torturado” no comando da firma onde trabalha. Daí não vem reclamar se for mandado pra, hummm, vamos ver… Presidente Prudente, só porque um companheiro do ex-torturado precisa da vaga dele na capital.

    E quanto à apuração das escolas de samba, é o efeito eleição municipal. Nessas horas eu queria que o Datena fosse cobrir polícia em Teresina, com helicóptero, Copom, bombeiro, Rota e tudo.

  14. Dawran Numida says:

    Pois é, Leticia. Hoje editorial da FSP recoloca o tema do governo brasileiro/China. O governo brasileiro teria pedido para a China reduzir suas exportações para cá. Seria frouxo de riso se não fosse algo tão cômico.

  15. Luiz Schuwinski says:

    É risível porque o governo Lulla reconheceu a China como ‘economia de mercado’!
    Os “assessores” do mentecapto molusco, à época, deveriam tê-lo advertido dos efeitos dessa tremenda ca@#%gada à nossa indústria.

  16. Leticia says:

    “China, você que é legal, socialista e tal, poderia parar de exportar pra gente? Grato.”.

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