Poetas De Campos e espaços

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Ahnnnn, momentinho tiete! Entrevista no Estadão de hoje com Augusto de Campos. Para assinantes, mas reproduzido livremente no blog de Edison Veiga. Um trecho:

Como o Movimento de 22, [o concretismo] tinha de nascer em São Paulo. Nos anos 50, aqui se concentraram os museus de arte moderna, a cinemateca, as bienais, as importadoras de livros e discos estrangeiros. O Rio, maior rival, sempre encantador, não era tão avançado e multi-informativo e era mais sentimental e francês (leia-se: surrealizante). Bastava falar em “matemática” e o mundo desabava. No entanto, já Edgar Allan Poe escrevia que poesia é 1/3 metafísica e 2/3 matemática. Lautréamont, pai do surrealismo, dedicou-lhe todo um Canto de Maldoror: “Ó matemáticas severas, eu não vos esqueci, desde que vossas sábias lições, mais doces que o mel, se infiltraram em meu coração, como uma onda refrescante.” Pound: “A poesia é uma espécie de matemática inspirada que nos dá equações para as nossas emoções”. E Maiakóvski: “Eu, à poesia só admito uma forma: concisão, precisão das fórmulas matemáticas.” Com um discurso sentimental e complacente não se poderia virar a mesa da poesia e atualizá-la. Só mesmo paulistas para assumirem o desafio pignatariano: “Na geleia geral brasileira, alguém tem de exercer as funções de medula e de osso.

[...]Gosto da cidade, especialmente pelo que tem de civilizado e moderno. Lembro de ter ouvido João Gilberto dizer ao radialista-jornalista Walter (Pica-Pau) Silva: “São Paulo civiliza, Waltinho…” (íntegra)

Geralmente não tenho paciência pra literaturices. Muito menos pra poesia. Exceção a essa má-vontade são os dois (Augusto e Haroldo). Gosto de verdade, principalmente aqueles textos em que tecem explicações de por que optaram por certas palavras, certos sons, em suas traduções.

Muito tempo depois de ler, como de resto foi toda minha literatura de faculdade – xerocada, porque vivia dura -, comprei aqui em SP meu livrinho com poesias de Maiakóvski. Aquele vermelhinho e branco, da Perspectiva, feito com o Haroldo e o Boris Schnaiderman. Tive-o, enfim. Guardadinho em casa, com as poesias da minha geração: “Brilhar para sempre, brilhar como um farol…

Não peço pra você acreditar, mas o livro ainda estava na embalagem quando, andando pela República, cruzei com o Augusto de Campos. Assim, na faixa de pedestres. E a burra aqui se intimidou, achou meio ridículo parar o cara na rua pra pedir dedicatória. Pra falar a verdade, contonuo não achando essas abordagens adequadas.

Paciência. Me contento em ser vizinha de bairro e, sobretudo, de tê-los, a ambos, como parte da concretude da cidade.

Amo!! (Liubliú!!), poema de Maiakóvski que estampou, em priscas eras, uma camiseta feita especialmente pra mim pelo Tulio Sergio, frequentador deste blog. A camiseta me era tão cara que cumpriu aquele trajeto (décadas?) roupa de sair–roupa de ficar em casa–roupa de dormir–um furo–dois furos–colarinho puído–dez furos–indignidade–cortejo fúnebre.

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4 Responses to Poetas De Campos e espaços

  1. Mauro says:

    O livro “Ideograma: Lógica, Poesia e Linguagem”, do Haroldo de Campos, me fez querer estudar japonês. Só comecei a estudar a sério uns 15 anos depois de ter lido o livro – algumas distraçõezinhas como trabalho e família acabaram atrapalhando um pouco – mas ele plantou a semente.

  2. Leticia says:

    Opa! Aí já fica sério. E você conseguiu? Se alfabetizar, pelo menos?

  3. Mauro says:

    Estou estudando por minha conta, e não estou avançando tão rápido quanto gostaria. Mas, no final do ano passado, fiz o exame de proficiência na língua japonesa e passei – no nível mais básico… Também consigo trocar e-mails com nativos, a muito custo, e com muitas idas ao dicionário.

    Mas ainda não sou alfabetizado! Para ser considerado minimamente alfabetizado, é preciso conhecer dois silabários fonéticos (essa é a parte fácil) e mais ou menos 2000 ideogramas, ou kanjis (um japonês culto conhece o dobro disso, ou mais). Eu conheço talvez 15% disso. Conhecer os caracteres individuais não é tão difícil quanto parece, já que eles são construídos a partir de um número relativamente pequeno de componentes, mas eles assumem pronúncias e significados diferentes quando aparecem como parte de palavras compostas. Essa é a parte chata…

  4. Leticia says:

    Uia! Eu não chegaria nem na intenção… Sou péssima e prifundamente preguiçosa para línguas. Cheguei a me alfabetizar no hebraico, mas pluft!, esqueci!

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