
Tão bonitinho o Leonardo Villar na novelinha das 9, não? Uma origem escondida, um abandono no altar, um amor engrupido…
É bom deixar registrado que Leonardo Villar (naiscidcriado em Piracicaba) já foi O galã nacional. Pelo menos desde seu papel de Zé do Burro em O pagador de promessas (1962), único filme brasileiro a ganhar a Palma de Ouro em Cannes.

Bonitinho, não?
Aliás, ele manteve uma boa pinta senhoristica até bem pouco tempo atrás. Em uma novela do Manoel Carlos - Laços de Família? – ele era o revisor-capacho do editor vivido pelo Tony Ramos, numa livraria do Leblon. A colônia editorial riu muito de uma fala dele em que dizia precisar dar conta de QUATROCENTAS páginas em UMA noite varada! Ou era um revisor meia-boca ou estava desesperado. O Tony Ramos, aliás, devia pagar muito, muito mal, a julgar pela eterna pindaíba que obrigava sua filha Capitu a costurar pra fora.

Voltando – e muito – no tempo, Leonardo Villar está ligado a um dos momentos de terror da minha infância. Na foto acima, elenco da novela Primeiro Amor (1972) apresentando o ator como substituto no personagem de Sérgio Cardoso logo após sua morte. Eu nem precisava de foto pra lembrar dessa cena. A morte de Sérgio Cardoso foi medonha porque correu o boato – puro boato – de que ele sofria de catalepsia e fora enterrado vivo. Exumado dias depois, estaria de bruços, com o rosto todo arranhado.
Anos mais tarde, soube-se que essas informações saíram da mente louca de alguém – sabe-se lá quem – e não procediam. Mas aí Inês já era morta na cabeça de uma criança de 8 anos. Até porque eu já não dormia direito por causa de um caso especial – O médico e o monstro - em que Sérgio Cardoso se modificava em cena, virava esse ser horrível que você está vendo e matava a pobre da Elizângela.

Pode-se dizer que Sergio Cardoso – tadinho! – foi minha loura do banheiro, meu bebê-diabo, meu saci-pererê e meu negrinho do pastoreio. É por isso que até hoje, quando vejo gente enterrada viva em filmes, eu simplesmente mudo de canal.



Teve também o Dr Valcourt de O Preço de uma Vida (Tupi-1965).
Sinopse
Tula de Linhares padece de uma doença rara, e só o Dr. Valcourt, homem velho e deformado, é capaz de salvá-la. A sabedoria do médico, porém, não se restringia à medicina, mas à filosofia e à vida, o que faz Tula vencer sua repugnância e lentamente passar a admirá-lo. Mas surgem vilões para se interpor no caminho.
Apesar de gravada, meus registros de memória não recuperaram o contexto e a origem desta fala do Dr Valcourt, se na novela ou em alguma paródia da época da novela: “Eu sou um médico e não um charlatão.”
Essa eu não peguei, Paulo. Eu lembro vagamente é do Antonio Maria (em que ele fazia par com a Aracy Balabanian).
No meu panteão de atores brasileiros, Leonardo Vilar e Anselmo Duarte estão lá em cima.
Não me lembro do Sérgio Cardoso, e pior: confundo sempre com o Jardel Filho, que também morreu no meio de uma novela.
Nem poderia lembrar, meu rrrrapazzzz! Ele se foi em 1972 e, desde lá, seu nome só no teatro mesmo… É pra mim mais ou menos o que significa Aracy Cortes, com a diferença de que li uma biografia dela.