A dogmática opinião pública

Do Tutty Vasques:

[...]

É o seguinte:

Um em cada cinco americanos está convencido de que o presidente dos EUA é muçulmano. Proporção que alcança um quarto dos entrevistados na enquete que contabilizou os americanos que não acreditam em hipótese alguma que Obama seja americano. Deve ter gente no meio-oeste, imagino, que já se pergunta se o homem é mesmo casado e se aquelas filhas são, de fato, dele.

Dá vontade de matar o semelhante que compromete desse jeito a inteligência da raça, mas, uma boa camisa-de-força, no caso, resolve.

Nem precisa ir tão longe. É só constatar que a grossa maioria dos brasileiros deixa pra escolher candidatos no toco, no horário eleitoral. Com coisas do tipo “eu gostei do que ele disse”, soando como análise profunda. Aliás, é pra isso que, exatamente, existe essa sucessão de gravações de fundo de quintal.

 

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12 Responses to A dogmática opinião pública

  1. Fernando says:

    Lets
    12 de cada 10 brasileiro acreditam que o Sebento seja analfabeto.

    O povo vota acreditando que eleição é brincadeira, e dá nisso.
    Espere para ver o NEO comunista Netinho eleito senador por SP.
    Com toda capacidade dele ele no mínimo vai tentar fazer o dia de princesa com a sinistra.

  2. Fernando says:

    Lets
    12 de cada 10 brasileiros acreditam que o Sebento seja analfabeto.

    O povo vota acreditando que eleição é brincadeira, e dá nisso.
    Espere para ver o NEO comunista Netinho eleito senador por SP.
    Com toda capacidade dele ele no mínimo vai tentar fazer o dia de princesa com a sinistra.

  3. Leticia says:

    Toda vez que ele entra com esse papo de “meu cantinho minha gente”, eu lembro dos hematomas que ficaram das bifas que ele deu na ex-mulher.

  4. Moema says:

    Os mais perigosos sao os que escolhem por acharem simpaticos, bonitinhos, com cara igual a deles…enfim por criterios para la’ de tortos. Na mesma vibracao do Netinho, nas proximas teremos Dado Dolabela candidato.

  5. Fernando says:

    Moema por causa dessa identificação com o povaréu que o Sebnto foi eleito e reeleito.
    Interessante que todo candidato tem a solução para todos os problemas do povo, só que nenhum deles trabalha como voluntário para resolver esses problemas.
    eles só sabem e tentam ajudar se forem eleitos. De graça não.

  6. Leticia says:

    Aqui em SP tem o “espouuuuso” (crente não tem marido nem mulher, é esposo e esposa) da Mara Maravilha tb… Sinal de que o cara não tem ocupação. Logo logo: porrada!, e ela vai na Sonia Abrão mostrar o olho roxo, em nome de Jesuis.

  7. Fernando says:

    Caramba….a Mara conseguiu casar é?
    O viúvo da espertalhona filha bastarda do Pelé, (aquela que lutou na justiça para ser reconmhecida e quando conseguiu usava o nome do pai para conseguir ser eleita.)
    Bem, o viúvo é candidato a estadual.

    Todo mundo quer uma boquinha no governo…

  8. Leticia says:

    Fernando, até a mulher melancia vai se unir um dia a alguém nos sagrados laços. Wait!

    Lembra que todo mundo achava um absurdão o Pelé não querer saber da criatura? Eu achava que o cara devia ter suas razões. Afinal, não era flor que se cheirasse. Nem a morte lhe edulcorou.

    O único cara de ocasião em que eu votaria sem problemas se não tivesse outra escolha é o Ary Friedenbach, pai daquela menina que morreu com o namorado nos rincões de Champinha. Sua proposta é claríssima, o cara é visivelmente bem posto na vida profissional e não é botocudo.

  9. Maria Edi says:

    Pelo menos nos quesitos depufede e depuesta, já resolvi o “pobrema”: vou votar em gente séria -pelo menos, até hoje, não me deram motivo para decepção – e a dupla governador/vice faz muita vista e a gente sabe que trabalha muito bem. Agora (suspiro): como disse o Prof. Olavo, só tomando muito engov para votar no Serra. Não porque ele não tenha condições de fazer um bom governo, mas é por causa da fraqueza com que entram em combate! Mil vezes o Índio! Podia perder, mas,´pelo menos, muito podre seria trazido à luz do dia. Para senador … Gente, que é isso, votar no Netinho de Pau-la? E o “espouso” da Mara, vai levá-la à tiracolo, se eleito for? ele não fala!

  10. Leticia says:

    Maria Edi, esta semana cheguei à conclusão de que o Brasil tem dois dialetos: um não entende o outro. Se o PSDB ataca, lá vem um factoide e determina tudo, como foi em 2006 com a “privatização da Petrobrás e da Caixa e sei lá mais o quê. Se leva na maciota, toma do mesmo jeito. Então, mil felicidades ao pessoal que acha a Dilma o máximo. Vão continuar no continuismo, ou seja: na fila do hospital, à espera de erros médicos.

  11. Refer says:

    Ah, a opinião pública… no Brasil sempre se cometeu o equívoco de achar que os que votam são muito melhores que a classe política. Não são. Há no ar um clima de euforia, parecido com o que havia na época do ‘milagre econômico’ nos anos 70, quando a classe média foi ao Paraíso, comprando ou trocando o carro, comprando apartamento. Até chegar a conta…
    A diferença é que, hoje, são as classes C e D que estão indo ao Purgatório, felizes por comprar celular, TV gigante a prestação e bolsa falsificada por uma fortuna. Estão consumindo e se endividando alucinadamente. Virá, depois da eleição, um aperto na economia para botar um freio na patuléia e não gerar inflação. Alguém duvida?

    O Netinho periga de ocupar o lugar de Suplici como senador-ridículo. Por quantos anos São Paulo manteve esse fantoche no Senado? O que o palerma do Suplici fez de positivo por São Paulo no Senado? Quando Suplici discursava os outros senadores riam. Figura patética, criatura deprimente. Vi um clipe do Suplici apoiando a candidatura da Mulher Pera… Continua o mesmíssimo idiota.

    O muito ruim é que lá atrás havia a luz no fim do túnel. A classe políTica, fora da esfera militar, se organizava para combater a democradura. Hoje, a classe política fora do governo, ao contrário, se organiza para ADERIR. Todos os movimentos “de esquerda” do País, reparem, estão dentro do governo. Hoje, sequer os militares têm quadros para resistir a essa canalha grudada no poder — não tem mais Lott, Eduardo Gomes, Juarez Távora, Castello, Costa e Silva, Geisel, Golbery, militares líderes. A classe desapareceu como força política.

    Analisando a situação calma e friamente: estamos fodidos.

  12. Leticia says:

    Refer, lapidar: “o equívoco de achar que os que votam são muito melhores que a classe política”. O povo, esse ente superior, gosta é de Luan Santana.

    Nem fala do esfacelamento militar. Esse foi um dos equívocos mais botocudos de toda a nossa história.

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