
Leio na Folha que a minissérie “As cariocas”, inspirada em livro de mesmo título de Sérgio Porto terá tudo, menos cariocas.
Até aí, belê! O que me atrai na produção é que foi mantido o charme do livro, com títulos fantásticos como A iludida de Copacabana (Alessandra Negrini), A desinibida do Grajaú (Grazi Massafera) e last but not least, A vingativa do Méier (Adriana Esteves, mas bem que poderia ser euzinha mesmo).
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Foto (Ique Esteves, TV Grôbo, via Folha): Alinne Moraes, A noiva do Catete. Orrrrrrrrrnô, não é mesmo? No doce mundo dos estereótipos, ninguém diz que a menina é paulista… (E que filtrão azul é esse que invadiu até a areia?)



A beiçuda de Sorocaba fazendo papel de carioca com o mesmo chapéu que a Cristiane Torloni usa em todas as cenas tipo “beira de piscina”? Ornô, sim.
Aline… (suspiros)
O negocio funciona a base de quem da’ mais IBOPE e nao da origem, e portanto quem teria mais naturalmente os trejeitos. Alem do que, hoje em dia, esta tudo tao pasteurizado que nao faz mais tanta diferenca.
Cleiton, aquela coisa Manoel Carlos…
Ricardo, preciso voltar com as paulistanas da gema para rapazes suspirosos… mas aí tem a contrapartida feminina, não? Podeixá que vou fazer uma seleção.
Verdade, Moema. Tirando as caipirudas da Festa de Barretos…
A Grazi Massafera é paranaense de Jacarezinho… tem sotaque que puxa o R e fala dando soquinhos nas palaras como todo paranaense que se preza.
Mas em pouco vai virar carioca como a Alinne MOrais que, é boa atriz, embora seu papel na ultima novela tenha sido horroroso!
A vingativa do Méier…
Hehehehe
Cfe, como não? Você SABE do que estou falando…., hehe!
No meio da confusão, entre as “madame” e as do “shortinho com a bochecha de fora”, sua alvura chamava a atenção mas contrastava com o semblante pesado, por debaixo dos fios de cabelos ondulados.
Debruçada no balcão da Rainha, enquanto tomava um suco, planejava seu intento: aquilo não ficaria assim…
Uma buzina mais intensa a fez acordar de seu sono em pé: já acabara o líquido. Levantou-se e foi embora para casa movendo os lábios num monólogo de um sentimento só: ultraje.
No meio do caminho, pensou melhor e deu meia-volta: iriam, sim, resolver aquela pendenga agora, e se dirigiu para a Galeria Oxford.
Tão concentrada que estava, mal reparou no mendigo que lhe pediu esmola. Supreendida pelo inesperado pedido abre a bolsa e retira um nota de valor alto, entregando-a ao pobre homem, que perante tal agradece e louva o presente.
O episódio puxa-a a realidade e pergunta a si mesma se estará num estado capaz de tomar decisões e ponderar. Permanece parada na banca de jornais quase em frente a galeria enquanto hesita a decisão a tomar.
Dirige-se, então, ao Jardim do Méier. (será esse o fim da linha?)
Poxa,
Que jardim o que!
Pensava que ela ia aceitar a cantada do médico dela que aparecera em sua frente, mas pronto foi no jardim e no caminho foi atropelada ao atravesar a rua. Foi para o Salgado Filho e morreu.
Rindo frouxa…. Permita-me um comentário: “Ir para o Salgado Filho e morrer” é redundância….