
Lembra a crise do lixo na cidade? Pois é. Não tinha dinheiro. Agora, pelo jeito, está sobrando: Kassab gastará 2 milhões de reais para trocar, aos poucos, as placas com nomes de ruas, inserindo nelas uma pequena biografia.
A única coisa que alivia nisso tudo é que nem toda rua tem nome de gente. Ou será que está prevista uma explicação tatibitati do que seja “Wizard” , “Purpurina” ou “Serra do Japi”?
Talvez fosse melhor aplicar essa grana em fiscalização fotográfica (já que fiscais não vão pra rua mesmo…). Por que usaram essa grana para um convênio com o Google Street pra localizar e punir moradores que mantém fachadas horrorosas, fiação digna de Bombaim e calçadas esburacadas e fora de padrão?
É assim: se o cabra tem interesse em saber quem foi o cara que dá nome à rua onde mora, ele vai na internet e procura. Eu sei quem é Heitor Penteado, Joaquim Eugênio de Lima e Luiz Ignácio de Anhaia Mello. Se eu não tivesse radar pra isso, não seria por meio de uma placa que passaria a me interessar, não é mesmo?
Infelizmently, porém, a banda não toca conforme exigiria um quadro de prioridades racional. Veja você o lead da notícia, abaixo da foto de Paulo Liebert, do Estadão: se o distincto jornalista ou editor dessa matéria não sabe nem a diferença entre concerto e conserto, quem sou eu pra reclamar do didatismo da Prefeitura?



Em ano eleitoral o dinheiro sempre aparece…
Mas que rematada bobagem, como se algum ser fosse ler…
Fábio, esse não é o tipo de coisa que enterneça paulistanos. Não sei o porquê dessa bobagem, como disse Raquel.
Eu só fiquei feliz, mas FELIZ, mesmo, quando descobri que moro na esquina de dois médicos “de loucos”. E que minha quadra fica eczatamente (pronúncia estilo Padre Quevedo) sobre os restos de um hospital “piçiquiátrico”. Isso é que é destino, né? Mas, muito antigamente, colocava-se esse tipo de informação em algumas placas de metal, aquelas que ficavam presas nas paredes, muros – e que eu, meliante de primeira viagem, sempre quis “afanar” uma para mim …
Já sei onde você mora, lá-ra-ra-ra-ra-rá…
Eu estudei no próprio prédio de um loucário no Rio de Janeiro… Cê viu a entrevista do Fiuza sobre o livro do Bussunda na Globonews? Pois é, naquele prédio. O terrível é que hoje aquele conjunto se divide em dois: de um lado a linda e bem cuidada Fundação José Bonifácio. De outro, aquilo caindo aos pedaços. Aquilo já foi a casa de saúde da cidade. Hoje abriga estudantes de jornalismo, e o Pinel fica ao lado. Eu mesma já ajudei uma louquinha a fugir de lá. Se você visse o estado capilar das pernas das internas, sem a possibilidade de passar uma giletinha, entenderia por que elas não se curavam nunca. Tadinhas…
Ai, ai, vê se aprende: conSerto é singular, conCerto é plural.
Exactly!
“Aquilo já foi a casa de saúde da cidade. Hoje abriga estudantes de jornalismo, e o Pinel fica ao lado.”
Nossa. Você é filha da ECO-UFRJ. Mundão pequenino que só.
Fiquei por lá entre 1986 e 1990, na esperança de que no semestre seguinte aprenderia alguma coisa sobre a profissão.
Estaria esperando até hoje se não tivesse aprendido a aprender o que é importante por conta própria e deixar o resto pra lá.
Você estudou lá em que época? Será que passamos pelos corredores do hospício em direções opostas sem olhar para o lado?
Podemos dizer que você pisou aqueles corredores onde EU, gloriosa salve-salve, passei. Não fomos da mesma época, não. Estudei lá nos anos 80, contemporânea de Bussunda e de tantos outros nomes que não vêm ao caso. Naquele tempo, o ensino prático já era um problema…
Eu fui calouro do Bussunda, e de outros quetais (Tatu, Glauber, Zé José são alguns “nomes” que você provavelmente quer esquecer), a maioria saiu de lá no ano seguinte ou pouco depois.
Eu me formei em publicidade. O professor mais prático formava profissionais para serem bem-sucedidos na década de 1970. Pelo menos, tive a sorte de ser reprovado pelo Geir Campos, o que me deu a oportunidade de me tornar razoavelmente alfabetizado.
E vamos em frente, que o meu carro não tem retrovisor!
Abraços,
AK.
Alexis, com esse lance da biografia do Bussunda, fiquei sabendo que ele ficou anos por lá. No meu tempo, quando entrei, ele estava de fato no segundo semestre. Também fui caloura dele (eles pegaram a grana do sinal e foram beber no sujinho – lembra do sujinho que fazia fundos com o Instituto Cesar Lattes?)
Nossa, o Geir Campos! Tenho boas lembranças dele, do Abel Silva, da Yvonne Maggie e do Guilherme Castello Branco. Tinha um outro professor, tb. de filosofia, cujo nome não lembro, que era o ó. E o Wilson Martins? Você pegou ele?
E a Ana Arruda? Ela está lá até hoje, um carrasco! Um dia fiz uma pérola de reportagem fictícia, e ela A-CA-BOU! com minha redação, apontando erros de estilo que nunca mais esqueci.
Vamos em frente MESMO!…