
O advogado Podval, que defende o casal Nardoni, poderá, caso o juiz deixe, transformar sua bancada no julgamento em uma sucursal do Ceasa.
Segundo ele, o reagente Bluestar Forensic, usado no caso para detectar manchas de sangue, também age em hortifrutis como nabo, cenoura, banana e alho.
Como diversão pouca é bobagem, aí vai a resposta irônica do Promotor Francisco Cembranelli: “Eu não acredito que as polícias científicas de todo o mundo usem um produto que dá positivo com qualquer gênero alimentício”.
O julgamento começa nessa segunda-feira, e o alvoroço em torno do júri se acomoda desde a semana passada na imprensa e nas redes de relacionamento da internet: de um lado, as pessoas discutindo seus pontos de vista, desde os mais ponderados até os mais bizarros. De outro, o povo do eu-não aguento-mais-ouvir-falar-disso (mas fala também).
Tenho comigo que é supernatural e até saudável que a população se envolva nessas questões. Quem dera se interessasse pelos demais assuntos da vida nacional, não é mesmo?
Ao pessoal que não aguenta mais, vejam pelo lado bom: o julgamento dos Nardoni vem em boa hora pra todo mundo esquecer do caso Glauco. Não é legal?
O dever do advogado de esgotar todas as suas dúvidas é legítimo. Mas, como neste blog as aventações são livres, faço uma pesquisa:
Qual seria o cardápio daquelas crianças? Quando Ana Jatobá e Alexandre Nardoni iam ao supermercado em lazer de sábado à noite, você acha que o carrinho voltava abarrotado de:
a) Iogurte, Toddynho, preparados lácteos.
b) Salgadinhos Ebicen, biscoitos, bombons.
c) Nuggets p/forno, coxinhas congeladas, pizzas semiprontas.
d) Arroz semipronto, batata frita semipronta, feijão semipronto.
e) Pães, croissants, bolos da Casa Suíça, Ana Maria.
e) Tudo isso.
f) Tudo isso e mais um pé de nabo.
- Foto: Quarto todo-cor-de-rosa de Isabella.



Zuzubein, afinal, a defesa ainda insiste na tese da “terceira pessoa”, e pode duvidar dos métodos da polícia científica. É claro, eu faria uma única pergunta: Senhor pai, o senhor vê sua filha sendo jogada de uma janela que tem proteção, mas essa proteção foi cortada por alguém que não conhece a casa; o senhor vê essa ação e a primeira pessoa que o senhor chama é o seu pai, e não a polícia? Como dizem no Law & Order: I rest my case.
- Pai…
- O que foi, meu filho?
- Tô precisando de você aqui.
- O que aconteceu?
- Nada, não, só preciso que você venha aqui.
Leticia,
jura que esse foi o diálogo que esse ser teve com o pai no telefone?!
Ah, esqueci…
f) Tudo isso e mais um pé de nabo.
Raquel, não sei, mas é probabilíssimo!
Isso, eu tô até vendo a vida saudável da família…
Sinceramente, tenho lá minhas dúvidas sobre a capacidade da enorme maioria dos brasileiros entre 18 e 30 anos, de criar uma criança e mesmo de alimentá-la dentro dos mínimos padrões de saúde.
CXonheço um casal cuja filha de 3 anos decide o que se come em casa… e não raro vejo muita gente em situação igual.
Quanto aos Nardoni, serão condenados independentemente das DEZENAS de falhas do inqu[erito, que serão levantadas pela defesa e que eventualmente são reais, já que polícia, no Brasil, não é algo muito sério mesmo.
Eles já foram condenados por antecipação por conta da opinião pública e da imprensa chinfrim.
Vejam o caso da Escola de Base que condenaram os donos e depois provaram que era um engano, mas os estragos já estavam feitos.
O processo é frágil as provas um tanto circunstanciais, e a acusação está jogando para a torcida.
Se soltarem os dois na rua, culpados ou não, ele podem ser linchados.
Tem que se tomar muito cuidado, e a imprensa precisa ser um muito mais responsável.
Fábio, nem Deus sabe o que compõe um nugget…
Meninos, concordo com vocês que a dimensão que o caso tomou pode influenciar no júri. Mas, qual seria a alternativa a isso? Se houvesse, por exemplo, segredo de justiça ou se os envolvidos se recusassem a falar com a imprensa, qual seria a atitude da imprensa e do público?