Loooooshoo!

Está podre de chique a lista de assinaturas em apoio a Denise Bottmann (e, por tabela, a Raquel) contra achaques sem-vergonhas do submundo editorial.

Hoje dei uma olhadinha, e o número de subscrições já estava em 1984. Logo logo ultrapassa até a lista de apoio à candidatura do Eduardo Suplicy – engordada no oba-oba de uma festinha.

Nomes chiquérrimos, todos eles, desde o meu e o seu até  um monte de gente que conta na cultura honesta do país e fora dele. Associações nacionais e internacionais, literatos, tradutores, revisores, escritores, blogueiros, atores, cantores, pessoal de esquerda, pessoal de direita, professores, acadêmicos, diplomatas e quem mais você quiser.

Se você ainda não teve tempo, vai lá, dá uma passadinha e deixa seu nome. Esse é um passo importante pra varrer o bundalelê “cultural”  que nos assola!

http://www.petitiononline.com/Bottmann/petition.html

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10 Responses to Loooooshoo!

  1. Raquel says:

    Leticia,

    obrigada! Já está lá em casa.

  2. Leticia says:

    Obrigada uma vírgula, filhota! O interesse é todo meu, antes de tudo como leitora.

  3. paulo araújo says:

    Raramente assino essas listas. Fui o número 2025.

    Não sendo do ramo nada posso afirmar, mas desconfio que se o plágio restar provado, e para isso é suficiente comparar as versões (acho), a coisa jurídica vira e quem antes acusava difamação vai ter, na melhor das hipóteses, que desculpar-se. Mas briga judicial é uma chateação e não costuma sair barato.

    Em minha modesta opinião, o Sr. Cyrino entrou em uma roubada ao aceitar o conselho do seu advogado. Ganharia mais se ficasse quieto ou se provasse que não houve plágio. Mas não. Preferiu a via judicial, alegando que “a existência de plágio só pode ser reconhecida na esfera judicial”. Isto é, está considerando que Denise Bottman é incompetente para apontar o plágio. Esquece que a moça é tradutora e que não começou ontem na profissão.

    Ela falou baseada em amplo conhecimento de causa. Se isso for a julgamento, me parece lógico supor que ao ouvir o depoimento da Denise o juiz há de concordar com ela. Eu acho que o Sr Cyrino não vai se dar bem. Se tiver juízo, pula fora enquanto pode, isso também supondo que o caldo já não entornou no colo dele.

    Acredito que as moças já contrataram advogado, que é o que realmente funciona nessas horas.

  4. Leticia says:

    Paulo, obrigada!

    Essa história é tão absurda que não há como não se indignar.

    Note-se que a Denise aponta o plágio, entra em contato com a editora, e muitas delas se retratam, tiram as edições de circulação, de catálogo.
    A editora em questão não só não admitiu seu erro de conduta como também não se retratou nem tomou providências. Sem saída, preferiu a Justiça, e ainda resolveu incluir a Raquel nisso (se estou correta, por ter encaminhado à Denise o questionamento de duas leitoras do blog, imagine!).

    O feitiço virou. O que já está de bom tamanho. Por enquanto.

  5. e até altos advogados autoralistas!

  6. Moema says:

    Nao sou da area. Mas e’ antes de tudo uma questao de principios. Ate’ acho que erros podem acontecer. Mas nessas situacoes, e’ preciso saber voltar atras. E nao passar ao ataque de forma irresponsavel. Tenho a esperanca que haja bom senso. Sim, sei que Papai Noel nao existe!

  7. paulo araújo says:

    Denise

    As perguntas capitais do direito são “Quid facti?” e depois “Quid Juris?”. O juiz sempre pergunta primeiro pelos fatos e somente depois atinge o direito, condenando ou livrando em seu julgamento o acusado.

    Juízes não comedores de presentes, no dizer de Hesíodo, seguem essa regra antiquíssima do direito. Assim, tudo indica que o Sr Cyrino vai ter que se retratar no Tribunal, arcando ainda com as custas do processo, com os honorários advocatícios da defesa e, por fim, talvez entrando em acordo amigável sobre um valor de indenização por perdas e danos morais por motivo de acusação infundada.

    Considerando que o seu histórico profissional atesta a sua competência e a sua idoneidade; supondo que já deve ser bem extensa a jurisprudência relativa ao direito autoral, sou levado a concluir que as chances do juiz acatar a tese da acusação são bem remotas.

    Há diferença entre o que faz o profissional que examina traduções com base no conhecimento que tem da matéria e denuncia o plágio e o que faz o judiciário.

    Ao denunciar com provas, você age em benefício do mercado editorial, ajudando a distinguir o trabalho de plágio do trabalho de tradução. O o mérito desse ofício é reconhecido por importantes editoras, que sofrem concorrência desleal de editores inidôneos que publicam plágios como se fossem traduções.

    Diferente é a competência do poder judiciário, o qual constitucionalmente detém o monopólio estatal para decidir se este ou aquele trabalho dito de tradução caracteriza ou não o ato criminoso do plágio. Que eu saiba você não acusou um crime, mas evidenciou com provas um plágio.

    O caminho judicial para cessar o ato criminoso e punir os plagiadores é o que você seguiu no Paraná, ao provocar uma investigação pelo MP.

  8. Leticia says:

    Denise, já vi. Essa lista está “impossível”!!!!

    Moema, os erros acontecem, e muito. Só no meu pedaço (a revisão) existe uma certa taxa de erros, em tantos níveis, que apenas uma análise muito subjetiva pode avaliar o que aconteceu com aquela edição, e se aquilo foi fraude ou não, incompetência ou não, perdoável ou não. Se, por exemplo, num livro de quinhentas páginas, você apontar UMA troca de letras, é caso de comemorar.

    Há o caso de uma editora jurídica que, por exemplo, recolheu uma edição inteira por ter ficado na DÚVIDA se o autor agiu com má-fé tomando como seus textos de outro autor. Recolheram, sem nhenhenhé, sem justiça, nem nada. Foi uma decisão deles, a bem do nome da editora.

    Paulo, você fala com a Denise, não? Mesmo assim, meto o bedelho: corretíssima sua avaliação.

  9. roberto says:

    Alô Leticia.
    fui via Tambosi em um site e :
    recomendações sobre trabalhos intelectuais,plágios,etc…

    http://www.vts.intute.ac.uk/detective/wiseup.html

    fui…
    abraços

  10. Leticia says:

    Oi, Roberto, obrigada!

    A internet veio a calhar para incrementar ainda mais a festa do caqui do copia-e-cola. Bom que existem softwares que caçam textos semelhantes.

    Algumas editoras se julgam de uma esperteza sem par e lançam mão do (muito ruim, por sinal) o copidesque safado. Há péssimos profissinais que se prestam a esse papel. Sempre há.
    “Mexedores de texto” são como pedreiros: você pode contratar um profissional honrado ou catar qualquer um na rua.

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