
Como é mesmo a risadinha adolescente da internet? Ashuashuashuashua!!!!
Do Estadão:
SÃO PAULO – O nome do deputado Paulo Maluf (PP-SP) foi incluído na difusão vermelha da Interpol – a Polícia internacional que mantém representação em 181 países – a partir de solicitação dos Estados Unidos. A informação foi divulgada na quinta-feira, 19, pelo Ministério Público Estadual de São Paulo. A defesa do ex-prefeito (1993-1996) declarou que já está providenciando ação específica para anular a medida que reputa ilegal, “uma afronta ao Congresso brasileiro”.
A difusão vermelha é o alerta máximo da Interpol e limita os deslocamentos do alvo. Se ingressar em território que integra a comunidade policial, Maluf pode ser imediatamente detido. Para derrubar essa restrição os advogados do ex-prefeito apresentaram em fevereiro medida que visa excluí-lo do índex da Organização Internacional de Polícia Criminal.
Acusação
Maluf é acusado em ação da promotoria criminal dos Estados Unidos perante o Grande Júri de Nova York. Robert Morgenthau, promotor público americano, o denunciou por suposta “conspiração com objetivo de roubar dinheiro da cidade de São Paulo a fim de possuir fundos no Brasil, Nova York e outros lugares, e ocultar dinheiro roubado”.
Segundo o Ministério Público de São Paulo, por meio de advogados que contratou nos Estados Unidos, Maluf teria dado início a um acordo para a devolução de US$ 5 milhões que haviam sido transferidos para aquele paraíso fiscal situado no Canal da Mancha. Mas a transação não foi concretizada.
O ex-prefeito seria beneficiário da conta Chanani, nos Estados Unidos. Entre janeiro e agosto de 1998, diz a promotoria, ele realizou15 transferências somando US$ 11,68 milhões para Chanani que, segundo a denúncia, serviu de ponte para remessas à Ilha de Jersey.
O processo aponta Maluf como artífice de suposto esquema de superfaturamento de obras na Prefeitura. Ele nega categoricamente a prática de desvios em sua gestão. Destaca que o Tribunal de Contas do Município aprovou todos os anos da administração. Afirma que nunca teve recursos no exterior.
Adorei! Mas gostei mesmo foi do comentário de um leitor do jornal, Sergio Bonilha:
“Em relação aos politicos que aí estão, se o Maluf fosse julgado
hoje teria que ser em Juizado de Pequenas Causas [...]



Não entendi, na tal inclusão vermelha da Interpol lê-se conspiração para fraude (deve ser tipo formação de quadrilha) e depois furtos, mas ele ainda não foi condenado no Brasil e não furtou nada nos EUA, acho eu.
Então como a justiça de Nova York faz este pedido se baseando apenas em um não comprimento de um acordo firmado lá. A promotoria de NY não pode pedir prisão por um crime que não está na sua jurisdição. Ou a justiça se globalizou demais e rapidamente ou há algo de podre na promotoria de NY. Muito estranho
SÓ ELE? E OS OUTROS? CADÊ OS OUTROS?
Maluf perto dos que estão no poder é ladrão de pirulito!!!
Cético, a Interpol é uma polícia internacional e abrange os países que a integram. Entre eles está os States, e as peripécias de Maluf passaram por uma agência bancária em Nova York. A polícia é assim mesmo, pega o cara por onde pode. Assim foi com o Al Capone, pelo exemplo que me vem à cabeça agora.
Agora, que o Brasil é, internacional, tradicional, historica, cinematografica e judicialmente um paraíso de bandidos, ah, isso é. Desde o tempo das Ordenações Filipinas.
Fernando, as coisas chegaram a um tal ponto que há a gente meio que livra a cara dos corruptos que estão na nossa zona de conforto. Que coisa…
Continuo sem entender, veja se a justiça de NY o procurasse por sonegação, quebra de acordo, abandono ou algo similar vá lá, mas no caso ele ainda não foi condenado no Brazil or right, e se é fácil aqui uma instância superior anular um caso por erro processual, lá é mais fácil ainda e cabe uma baitíssima indenização.
O promotor Morghental como toda a sua família é uma instituição americana como a torta de Maçã e etc., mas mesmo assim acho tudo muito estranho.
Abraço
Lets
Em cadeia nacional de TV, Duda Mendonça declarou na CPI que recebeu do PT pagamentos da campanha publicitária presidencial de 2002 em paraísos fiscais e com dólares que ninguém (claro que alguns sabem) sabia explicar a origem. Até hoje o judiciário não foi provocado para pedir que Duda e o PT expliquem essa história dos pagamentos em moeda estrangeira “não contabilizada”.
Quem sabe alguém algum dia lembre-se de solicitar ao MP uma investigação a respeito e, se ainda estiverem vivos, então talvez venhamos a ter a oportunidade de rever essa ficha da Interpol, mas com outros nomes e fotos
Boa lembrança do Capone: “Tutti buona gente, ma tutti ladri.”
Na edição eletrônica de Veja 1853 de 12 de maio de 2004. Vale a pena reler para nunca esquecer:
http://veja.abril.com.br/120504/p_040.html
345 milhões de dólares…
…é isso mesmo que você leu. Documentos
mostram que em um único dia uma conta
de Paulo Maluf no exterior recebeu
a fabulosa quantia acima
Maluf aceitou falar à Veja, mas no dia combinado apareceram somente os advogados:
Na conversa, que durou uma hora, os auxiliares abandonaram a antiga linha de argumentação em que negavam a existência de contas no exterior em nome de Maluf. Eles se concentraram na alegação de que o ex-prefeito não movimentou a conta. “Eu quero ver a assinatura dele movimentando a conta”, diz Laranjeira. Em seguida, travou-se o seguinte diálogo:
Veja – O cartão de assinatura não prova que Maluf movimentava a conta?
Laranjeira – Não, isso não caracteriza.
Veja – O que o cartão de assinatura quer dizer, então?
Laranjeira – Pode ser aquilo que as autoridades da Suíça disseram na sentença judicial: que Maluf era apenas o beneficiário da conta.
Veja – Qual a diferença prática entre beneficiário e dono da conta?
Laranjeira – Que ele não movimenta a conta.
Veja – Se Maluf é beneficiário, o saldo da conta lhe pertence.
Laranjeira – Não, não, não necessariamente.
Veja – Alguém pode ter colocado Maluf como beneficiário de uma conta à sua revelia?
Laranjeira – Isso.
Veja – Por que alguém faria isso?
Laranjeira – Aí, só a pessoa que fez pode responder.
Lista dos campeões
Ranking dos maiores desvios imputados a chefes de Estado ou de governo pela Transparency International
1. MOHAMED SUHARTO
presidente da Indonésia:15 a 35 bilhões
2. FERDINAND MARCOS
presidente das Filipinas:5 a 10 bilhões
3. MOBUTU SEKO
presidente do Zaire:5 bilhões
4. SANI ABACHA
presidente da Nigéria:2 a 5 bilhões
5. SLOBODAN MILOSEVIC presidente da Iugoslávia:1 bilhão
6. JEAN-CLAUDE DUVALIER presidente do Haiti:300 a 800 milhões
7. ALBERTO FUJIMORI presidente do Peru:600 milhões
8. PAVLO LAZARENKO primeiro-ministro da Ucrânia:114 a 200 milhões
Lets
Olha lá no “moderation”. Tem um comentário meu com link comemorativo.
Cético, da Zero Hora de hoje:
“Maluf foi condenado pela Justiça de Nova York pelo crime de “conspiração em quarto grau” por ter usado uma agência bancária naquela cidade para depositar dinheiro desviado das obras da avenida Água Espraiada, construída durante o período em que foi prefeito de São Paulo (1993-1996).
Parte desse dinheiro foi usada para fazer compras nos EUA e parte foi remetida à ilha de Jersey, ao lado da Inglaterra. Segundo a decisão da Justiça de Nova York, uma agência do Safra National Bank na Quinta Avenida recebeu US$ 11,7 milhões, que foram desviados durante a abertura da avenida Água Espraiada, depois rebatizada de Roberto Marinho.
Maluf voltou a figurar como procurado pela Interpol depois de ter rompido uma negociação com a Promotoria de Nova York.
O promotor que fez a investigação sobre Maluf em Nova York, Adam Kaufmann, disse a colegas brasileiros que foi enganado pelo político do PP na negociação de um acordo que transformaria a condenação em pagamento de multa.
Durante a negociação, um dos advogados de Maluf em Nova York conseguiu suspender o pedido de prisão do deputado para que ele passasse o Réveillon de 2008 para 2009 na Itália. O promotor afirmou ter suspendido o pedido num gesto de boa vontade.
À época, o advogado de Maluf sinalizou que ele toparia pagar de US$ 13 milhões a US$ 15 milhões para o condado de Nova York e US$ 2 milhões para a Promotoria. Após o Réveillon na Itália, os advogados abandonaram a negociação. Esse tipo de manobra é comum no Brasil, mas nos EUA é encarada como uma ofensa grave.
O defensor de Maluf confirma que houve a negociação, mas diz que ela foi interrompida porque a Promotoria queria “muito dinheiro”.”
Paulo, aqui essas coisas colam, ou pelo menos têm-se por certo que esse é o protocolo e todo mundo, no fundo, aceita.
Agora entendi.
Valeu
Não sabia que o Maluf deu um passa-moleque (com hífen? passatempo, sem hífen?) desses na promotoria americana. Se fosse aqui, bastava alguém com popularidade dizer que Maluf não é uma pessoa comum e tudo se resolvia.
Mas lá é bem diferente. O bispo e a bispa pegaram cana certa porque mentiram ao declarar na alfândega que não escondiam dólares na bíblia.
Dr Laranjeira não parece nome de personagem do Nélson Rodrigues?
Reparou na argumentação do advogado? Qualquer semelhança com os que defendem os quadrilheiros de hoje não é mesmo mera coincidência.