Poucas e (não tão) más

coleção abril

  • Elegance: a Abril, na nostalgia dos tempos em que as pessoas se exibiam com livros a metro, e não com tevês, está lançando os Clássicos Abril Coleções, com obras consagradas do mundo conhecido. O lançamento da coleção e do site será em 26 de fevereiro, os títulos  estão enumerados (com tradutores) no blog da Ivana Arruda Leite e o primeiro fascico custará a merreca de 14,90, com dois volumes: você ganha os tormentos de Raskolnikov e ganha totalmente digrátis o desfecho (o que é mooooito importante para mim). Muito bom! Não tenho nada contra coleções a perder de vista na estante; e essa, olha só que bonitinha! É forrada com tecido (francônia?). Espero que esta encadernêichon se iguale aos maravilhosos livros europeus. (Se bem que, como leitora, tenho implicância com essa coisa de “ricamente encadernados”). Mas… Crime e castigo, pelo menos, eu quero.
  • Um bom amigo me corta o coração chamando para o altamente recomendável Fórum Democracia e Liberdade de Expressão, dia 1. de março próximo, no Hotel Golden Tulip, na alameda Santos (programação aqui). (Bem que gostaria, mas não posso, não posso, não posso! Muito serviço. Pela pilha de livros que vejo na minha frente, refresco só  em 2023.). Os preços de inscrição são elevados. Em compensação, o evento também é.
  • Já que havia tocado no assunto: o economista Alexandre Schwartsman, autor daquele artigo cujos dados foram refutados pela Secretaria da Fazenda de São Paulo, comentou lá no Reinaldo, prometendo rever e fazer um mea culpa, se for o caso. Como diz Paulo Araujo, “a ver”.
  • Rezando para que a chuva faça jus à canícula de hoje e caia logo de uma vez (meu neurônio que sente dó de alagamento quebrou faz tempo).
  • Volto ao serviço, porque meu nome é trabalho, meu sobrenome é hora extra. Tchau!
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12 Responses to Poucas e (não tão) más

  1. Fábio Mayer says:

    Já notou que, com uma ou outra alteração nos títulos, a Abril relança esta coleção em média a cada 12 ou 15 anos?

    Tenho alguns exemplares aqui em casa, comprados pelo meu pai no início da década de 70,capa dura, vermelha com detalhes em douradoe livros num mesmo formato.

    Anos depois a Abril relançou mesma coleção em capas azuis, duras, um pouco mais pobres. Daí,passou um tempinho e relançou em capas duras, mas em vários formatos diferentes, justamente para não parecer coleção.

    Sempre compro um ou outro, mas nunca encarei a coleção completa.

  2. Leticia says:

    Sim, Fábio. Não é todo mundo que repassa livros entre as gerações. Geralmente quando lançam coleções, a maioria das pissoas acham uma grande novidade.

    Essa coleção vermelha meu pai encarou firrrrme, e, ainda fedelha, li quase tudo. Ele tem algumas outras, mas não mandei ver tanto nelas, não. Eu nunca fiz coleção. Tudo o que tenho é herdado, e, quando há repeteco, é bom ver uma e outra traduções diferentes.

    O bacana nisso é que é da Abril (até onde sei, isso é sinônimo de qualidade). Está valendo para os novinhos. Mas eu só quero ver a quanto chegará o último volume. Com essa francônia toda (as cores são lindas), deve ter saído caro às pampas!

  3. Leticia says:

    E o mundo está prestes a cair aqui.

  4. Leticia says:

    O mundo já está caindo.

  5. Leticia says:

    O mundo já caiu. Mixaria…

  6. Fábio Mayer says:

    Sou um verdadeiro ladrão de livros… meu pai não dámais bola para estes, foram parar na minha estante… dia desses, meu irmão estrila…

  7. paulo araújo says:

    Meu pai comprava livro a metro e tinha de tudo.

    “A ver” eu aprendi com o Tambosi, Lets.

  8. Maria Edi says:

    Da coleção da década de 70, eu tenho o Decamerão (escrito desse jeito), que eu apresentei a um seleto grupinho de estudantes da Linguistica, em 1988. Imagina ´só, os garotinhos queriam brincar comigo, me chamando de tia (tá legal, os garotos tinham perto de vinte anos, eu estava com trinta e um …)e, um dia, sentei com eles e lhes mostrei as delícias de Boccaccio, a Carmina Burana e terminei em grande estilo, com Billie Holiday. Aposto que a vidinha de nenhum deles foi a mesma, desde então, hehehehehe …
    Não cheguei a decorar, mas do Decamerão eu guardo algumas historinhas lindas no cõração …

  9. Moema says:

    Minha tristeza e’ que a colecao da decada de 70 os cupins comeram na casa dos meus avos….Sofro! Nao sou de encarar colecoes, mas certamente um ou outro deveri comprar, ate’ porque alguns desses titulos li emprestado de biblioteca e os acho muito importantes e quero que meu filho os leia em algum momento. E quem sabe ele nao tera’ daqui a alguns muitos anos uma colecao herdada da mae.

  10. Leticia says:

    Fábio, roubar eu não roubo, mas xaveco. Mas minha xavequice é “elevada e digna”, porque xaveco inclusive para outras pessoas. Periquito, por exemplo. Fica tudo guardado comigo para quando chegar a hora.

    Paulo, lá no meu pai tem duas estantes: uma tipo escritório, antiga, e outra pequenininha. Para onde se mudam, colocam na carroça e trazem junto. Quanto ao “a ver”, no mundo das apropriações indébitas, é muito bom dar crédito do que quer que seja.

    Maria Edi, quequeilllllson!!!!! Decamerão foi um dos que eu li dos vermelhinhos.

    Moema, seus avós também tinham a vermelhinha? Dá pra reaver nos sebos, se você não se incomoda com isso. Mamãe antigamente tinha nojo de livro usado. Depois aceitou, contanto que o bichinho desse umas voltinhas no… microoondas! Agora que descobriu as delícias da limpeza manual…

    Sei lá, acho que esta nova coleção não fará tanto sucesso quanto a anterior…

  11. Da C.I.A. says:

    Pelo visto vou lá no evento ficar isolado em um canto com a minha timidez. Quanto ao café depois do evento, quem sabe… Assim você saberá em primeiríssima mão tudo o que rolou!

  12. Leticia says:

    Angelo, assim você pisa e tritura os cacos do meu coração! Pelo menos o café está super de pé (Paulo topou). Depende de você, dos seus horários e agendas.

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