Oh!

Quando a criatura está de quatro, não há nada de mal em reiterar a posição e encostar a cabeça no chão, não é mesmo?

A Folha de S.Paulo me vem com essa coisica em tom de acusação: SP lança ofensiva publicitária com sete campanhas na TV. E o desespero é tanto que a matéria leva uma foto de Lula, que – convenhamos – não combina com prestações de contas e as atividades do governo paulista.

Ofensiva? Só se for pros jornalistas fofolhudos. Pra mim, sem problemas. Na situação esquizofrênica do Brasil em relação a São Paulo, é do pleno interesse dos paulistas que se divulgue o que vem sendo feito por aqui, e por quem.

Juntar essa bronca jeca contra São Paulo com os interesses do PT é coisa de quem traz um estábulo no DNA. Por mim, belê. Uns gosta dozóio, outros das remela, né? Mas não vem encher o saco dizendo que paulista é isso ou aquilo e que nosso governo é do demo, não! Não gosta, esquece! E façavor de não vir pra cá tumém!

No vídeo acima, uma dessas “ofensivas” de que gosto. Brinca com França/Franca. Faz parte de uma série, mostrando a qualidade das estradas paulistas.  As demais estão aqui:

Má que Itália, nonna! Nós tamo indo pra Itatiiiiba!

Long Beach/Praia Grande

Holanda/Holambra

Há outras também, que estão sendo veiculadas intensamente neste final de ano.

Já disse, não tenho nada contra. A propaganda – desde que não seja safada – não me avilta. Pelo contrário.

Aqui as obras acontecem há muito tempo, e tem-se o direito de divulgá-las. Aliás, sempre há um canteiro de obras por aqui. Tanto é que de vez em quando acontecem acidentes. E a melhor maneira de evitar acidentes em obras é não executá-las, não é mesmo?

E, talvez o mais importante, há manutenção dessas obras. Não adianta nada inaugurar uma prosopopeia em grande estilo se daqui a dez anos ela está encardida, carcomida e pronta pra desabar de velha.

Seria interessante que a Folha, que está tão preocupada com as invasões propagandísticas de final de ano, desse um rolê nos gastos e no perfil das propagandas do governo federal, não? Sim, porque o que temos visto e ouvido sobre a epifania difusa da era Lula não é mole, não. Qualquer propaganda de qualquer estatal, tá lá aquela coisinha de que antes de Lula era o caos. Mas obra que é bom, nada. Projetos efetuados, necas!

Seria mais honesto se a atual gestão federal apresentasse o que fez, de fato. Ali, pá-buf. Todo mundo tem camerinha fotográfica, todo mundo tem filmadora, nénão? É fácil. É só ir lá e filmar.

A não ser que ao longo desses oito anos Lula só tenha erguido meia dúzia de taperas em nome do PAC.

Aí não dá mesmo. Eu também teria vergonha. E recorreria mesmo a esse engodinho de “um feliz porvir com a união de todos”.

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6 Responses to Oh!

  1. Alessandro Ciapina says:

    A Folha de São Paulo está assumindo sua posição petista cada vez com mais força.
    Tudo bem! Eu sou totalmente a favor de imprensa com opinião e até mesmo com alinhamento ideológico. Assim como é nos EUA e em outras democracias mais avançadas que a nossa.
    O grande problema da Folha de S.P. é que eles insistem em se classificarem como ¨isentistas¨ ou ¨em cima do muristas¨, mas cada vez mais eles se mostram o seu verdadeiro alinhamento ideológico: PETISTAS!
    ASSUMAM SEUS FALSOS!

    Mas infelizmente até jornais mais sérios como o Estado de São Paulo estão se rendendo ao ¨isentismo¨ e ficam afagando o governo para mostrar que não seguem ideologias… exemplo: a entrevistas absurda do presidente da PeTrobrás, onde o barbudinho da gravata vermelha (querem crachá de petista pior que esse?) fez terrorismo eleitoral descarado.
    E a reportagem não foi capaz de perguntar o mais básico, que qualquer jornalista ainda no 1º ano perguntaria: ¨Existe alguma evidência ou indício que justifique essa afirmação?¨

  2. Ricardo says:

    Pior é uma proganda sobre a “união” do BB com a Nossa Caixa: o slogan cretino é “São Paulo com a força do Brasil”. Sei, sei…

  3. Leticia says:

    Alessandro, “isentismo” jornalístico é uma falácia tão grande quando a demonização das privatizações.

    Qual é o problema em assumir uma posição? Nenhum. Desde que se seja honesto.

    O mesmo com as privatizações: qual é o pecado em vender uma tranqueira? Nenhum também. Ninguém em sã consciência vai vender algo como a Petrobras, que dá lucro. Simples assim.

    Se o brasileiro (nem digo os ignorantes; os médios mesmo!) pensasse por si, veria que há estatais cujo melhor destino é a venda mesmo. Quiçá a doação. O pariotismo está em outro lugar, certo?

    Ricardo, tadinho de São Paulo, não? Tão raquítico, tão depauperado…

  4. Adao Braga says:

    O bom é que você relata sobre propagandas do que existe. Das obras que estão ai, das que podem chegar, das que estão sendo realizadas.

    Aqui, http://www.holistica.com.br/artigo1/?p=398 escrevo sobre as propagandas do que não existe!

  5. Leticia says:

    Adão, você é de Irecê? O médico dos meus pais, fofo de tudo, é daí.

  6. Betinho says:

    Meu pai me disse uma vez que nem juiz é isento, porque ele toma partido da lei.
    E esse manto branco da isenção que a imprensa brasileira costuma usar, vive encardido pela sujeira que corre nos seus bastidores. Triste é saber que o povo compra essas ideias.

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