
Mais sobre Sean Goldman. O Flanela não tem nada que ver com a goiabada, mas vocês hão de entender a insistência, porque a coisa é de um ridículo de sem par mesmo.
É que ontem o Jornal Nacional fez uma choradeirinha editorial dizendo que blá blá blá, e que a imprensa americana não tem pejo nenhum em mostrar o rosto do menino, e que “nós sempre nos preocupamos em preservar sua imagem, e coisa e tal”, e nhé-nhé-nhé.
A foto acima é de matéria publicada na revista Época (das organizações Grobo) em fevereiro deste ano. É uma espécie de mimimi de como a vida do menino é boa por aqui. Tão amorosa que beirou a literatura jerereca e tascou o nome inteiro do menino: Sean Richard Bianchi Carneiro Ribeiro Goldman.
O arquivo da foto acima, constante da reportagem, diz “Álbum de família”. Isso quer dizer que a Globo pediu uma foto com a mãe e a família cedeu sem problema (porque estava em campanha, o que é natural). Na mesma reportagem há outra foto de Sean com o padrasto, tirada por André Arruda, fotógrafo de Época. Ambas chimpadas lá, pra todo mundo ver.
Se você imaginar que David Goldman, em sua campanha, também cansou de postar imagens do menino por aí, é irrelevante questionar se a imprensa americana deve ou não exibir seu rosto, ou seu nome. E é de uma canalhice sem-fim vir com essa história de que nós protegemos Sean, a mídia americana é má, perversa e agressiva.
Como a gente não se basta na infantilidade, veja lá o Estadão de hoje:

O nosso problema é ter ideias, sabe?
Resolveram, depois de dois séculos, omitir o nome do garoto, botando só as iniciais. Ouviram falar vagamente que criança, só com iniciais (!%@#!). E a gente cumpre a lei pra catete e somos pra lá de éticos, nééé, gentcheeee!!!?
Então, prestenção, pessoal! A partir de agora a gente deve se referir a Sean como “S”. Ou “X” (porque a gente sabe inglês, tá?). E pixelar seu rostinho.
Fica super de bom tom!



É que nós sabemos de cor e salteado a cartilha dos Direitos da Criança e do Adolescente…
Besteira! E, naquela outra ocasião, não apareceu nenhum delegado reclamando da exposição, agora deve aparecer alguns!
Sabe como é? A favor, um comportamento. Contra, é outro!
Opa, se é!
Agora terá um monte de patrícios dispostos a vigiar a vida do menino pra denunciar possíveis maus-tratos, cê vai ver.
Estranho, todas as pessoas que falam deste caso tem mais ou menos a mesma opinião, que o menino deveria voltar para o convívio do pai biológico. Porem já uma minoria digo nossa imprensa, autoridades, o padrasto e parentes ( os que tem interesse direto) falam de um jeito indiretamente antiamericano algo que poderia ser tirado do Estado Novo. Será que não se muda o discurso, este cabresto mental já se tornou parte da cultura?
Se assim o for, há mais atraso entre nós do que possa imaginar nossa vã filosofia!
Abraço
Leticia,
ontem no twitter uma americana, com toda a educação, estava surpresa
“One questions if the Brazilian family had this boy’s best interest at heart by refusing a private & discreet turnover”
Respondi para ela que a família brasileira não pensava no garoto, era tudo pelo poder.
Ela mencionava a reportagem do New York Times que diz que a família brasileira recusou a ajuda do consulado para uma transferência mais calma do menino. Mas é claro que não quiseram. Se Salomão estivesse no caso, eles gritariam: corta!
“The father and son were reunited amid a media scrum at the gate of the United States Consulate in Rio de Janeiro. Sean’s Brazilian relatives, who had fought against returning him to Mr. Goldman, had refused various offers by the consulate to provide a calmer, more private way of transferring him inside the consular compound, Ms. Apy said.”
Texto completo: Boy Is Reunited With American Father in Brazil
Cético e Raquel, é mais comnfortável pro cérebro ficar no circuitinho Jornal Nacional.
Não dá trabalho, a gente se sente supergentche e não precisa ler porra nenhuma.
So´pode ser falta de assunto nesta epoca antalina.
Lets.
Eu só quero ver se agora o Sebento vai ou não extraditar o Battisti.
Afinal, a avó do menino disse que se fosse um bandido em vez de uma criança o prezidenti teria se manifestado em favor da família brasileira.
O circo está armado, a Sonia Abraaão vai ter assunto para uns 15 dias e o Battisti vai continuar em Terras Brasilis.
E nóis…
Não poderemos perder a entrevista EXCRUZIVA da família aos prantos no Fantástico…
Moema, eu tenho certa vergonha da requentação jornalística desta época. É uma recoclagem sem-fim.
Fernando, aguardemos o Fántástico amanhã. Pra Sonia Abrão, só está faltando a muxquinha da Lista de Schindler ao fundo.
Acho que mkinha irmã lembrou bem: parece um novo caso Elián (aquele garotinho cujo pai saiu de Cuba e o “magnânimo” coma andante mantém preso na “Ilha da Fantasia”.
Eu já ouvi muita baboseira sobre o assunto, inclusive que o garoto estava parecendo feliz na Disneyland porque ele estava “deslumbrado”. Garotinho sapeca, desde pequeno, já vendido ao engodo do capitalismo imperialista americano, né?
Estamos virando cabeças de côco (uf! acertei o acento …), repetindo essa baboseira anti-imperialista da década de 60. Vamos caçar o Tigre da Esso!
Por mim, aguardo a família carioca do pivete desfilando num carro alegórico de escola de samba, junto de uma escultura gigante de isopor da bandeira brasileira, mais a faixa ‘Sean Come Back!’
Dou meu ku ao cachórros (obrigado, Paulo Francis!) se já não tem nêgo com ideia de jerico na Playboy pensando em convidar a dona Silvana Bianchi para posar nua.
Maria Edi – lembrei de frase de Sérgio Porto: ‘O que seria do doce de côco se não fosse o circunflexo’.
Maria Edi, nessas horas afloram as nossas melhores idiotices…
Refer, aposto mais no circuito Isabella: Fantástico, Superpop e o restolho na Sonia Abrão…
Essa do acento é ótima. Mas hoje – acho – coco não tem mais acento. Que continua com acento, firme e forte, franco e favorito, é o cocô mesmo.
Poisé, Leticia, a frase perdeu o efeito com a reforma de 1972, que S. Porto não viu por ter morrido uns anos antes.
O que é uma lástima. Sergio Porto era de uma sofisticação cabível em qualquer jornal popular. Hoje o pessoal acha Kibe Loco o fuá.
O complexo de vira-lata do brasileiro atingiu níveis ridículos nesse caso do garoto Sean.
Também achei uma piada que agora a imprensa se refere ao garoto como S.! Até ontem ele tinha nome e um monte de sobrenomes, além de um rosto e um peito para exibir simbolos nacionais. Agora que os brasileiros perderam a competição ele é só S.?
Quando a gente acha que chegou ao fundo do poço da jequice nacional, ainda vê que tem bem mais pra descer.
Essa de “omitir” o nome do menino é a cereja do bolo.
Eu acompanhei o Caso Sean desde o começo, já que morava lá e fui procurada por brasileiro que estavam interessados em ajudar o David.
Lá mostra-se o rosto e qualquer pessoa pode ter acesso ao processo, não existe o chamado “segredo de justiça”, já que qualquer um pode apresentar fatos que ajudem o juíz tomar decisão.
Vi somente uma photo nos jornais da “entrega” do Sean na porta da embaixada, como mãe fiquei horrorizada. Se aquilo é demonstração de amor pela família brasileira imagino o que eles devem fazer quando eles detestam alguém.
De volta ao EUA Sean terá acompanhamento de psicológos, terapeutas e ó serviço social ficará atento 24/7.
A família brasileira só terá acesso a criança após o período de adaptação e a certeza de que não influenciará negativamente a relação pai e filho.
Caso não ocorra nova “tragicomédia” nacional acompanharemos a novela Sean Goldam, quase Lins e Silva o padrasto já estava mudando o nome do menino, por um bom tempo e o David será acusado de negar acesso a criança.
Alessandro, é a falta de hábito de pensar. Levava dois minutinhos só, o JN não precisava pagar esse mico.
Não ficou fino, Ricardo?
Malu, sabe que tinha pensado nisso? Então, nos EUA deve-se entender que a criança precisa de proteção ANTES que lhe façam algum mal, não depois, como ocorre aqui com essas firulas judiciárias.
Falando nisso o menino das agulhas continua hospitalizado, porque tem um monte de gente que quer vê-lo na porta do hospital. É comovente mesmo esse amôrrrr às crianças do Brasil-il-il.
Nada mais natural que leve um tempo até que o Sean se ambiente com o pai novamente. Se a justiça dos EUA deixasse rolar a avó já estaria lá, preparando as malas do menino pra passar as férias aqui.
E que feio esse “padrasto”, não? Sou mais o David…
O brasileiro fica indignado com uma situação como esta, onde o pai biológico pediu a guarda da criança e a recebeu com justiça, mas não dá bola para um caso comoo Bsttisti, que ficará livre, leve e solto tão logo Mr. Lula o agracie, por obra e desgraça do incompetente STF.
E um nem-te-ligo pros coitados lá no Suriname. “É tudo pobre mesmo, estavam no garimpo…”