
Ou no sacolé.
Taí minha dica pros produtores. Acho que madám Clicquot, praticíssima que era, não se incomodaria em fazer uma safrinha especial pro réveillon de rua, já que o evento está cada vez mais perigoso e sujeito a uma segurança crescente. No Rio, não sei: lá se liberam as garrafas e, neste ano, rolou um salvo-conduto pra farofinha e pro filé miau no espeto.
Mas aqui em SP a coisa está cada vez mais restritiva. Do Estadão:
A PM escalou para o evento 1.200 homens, que atuarão com 69 viaturas, 47 motos e dez bases comunitárias móveis. A estes se somam outros 350 PMs da Força Tática, Rocam e Unidades Especializadas, além de Bombeiros e Policiamento Aéreo. O esquema contará com câmeras, distribuídas ao longo da avenida, e um Posto de Comando, que funcionará em um casarão ao lado do palco [no castelinho].
Além da PM, a segurança será reforçada por outros mil homens da Polícia Civil, CET, Guarda Civil Metropolitana, Metrô, São Paulo Transportes, Prefeitura e funcionários contratados pela empresa responsável pelo evento. Atendimentos emergenciais de socorro serão realizados por seis médicos em uma tenda, com dez leitos, além de três ambulâncias UTI e dezoito de remoção.
Todas as pessoas passarão por revista pessoal para adentrar a área da festa e não será permitido o ingresso portando fogos de artifício e latas ou garrafas de bebidas como vinhos, champanhes, cervejas e refrigerantes. A polícia recomenda que os participantes tragam apenas um documento e dinheiro suficiente para consumo durante o evento.
Celulares e câmeras, se possível, devem estar presos ao pulso e ser utilizados em locais protegidos. A orientação é que os participantes deem preferência ao transporte público e adquiram bilhetes de Metrô com antecedência.
Além do aparato de sempre, os oitenta quiosques de bebidas e comidas instalados ao longo da avenida aceitarão os cartões Visa e Visa Electron. Haverá ainda treze telões de LED de alta definição com montagens multimídias; e cada vez mais e mais quarásquaisquais de fogos e confetes e balões e coisa e tal.
O equipamento de som, como acontece há alguns anos, poderá ser ouvido a mais de dois quilômetros, sem ligar muito pras preferências ou doenças dos moradores do entorno.
Moro a quatro quilômetros de lá, e calculo aí uns cinco anos até que tenha o privilégio de ser agraciada pela barulheira. Não é superbe?



Cara Leticia,
se utilizado corretamente, um pedaço de PET pode se transformar numa arma mortal (e não estou falando de “artesanato”) Aquele “bate-pino”, na Cultura, não arrebentou a cabeça do critão com um taco de beisebol? querendo causar mal, o ser humano (humano?) saca de qualquer artifício para agredir. Se preciso, unhas e dentes.
Agora, tu acha que eu vou sair do meu cantinho protegido (mesmo que um pouco quente) prá ir naquele amontoado de Merdicreusas we Merdinelsons fedorentos para ver Martinho da Vila, KLB e bateria de Escola de Samba?
JAMÉ!!
E a famia merd se diverte ouvindo funk, axé e sertanejo, se acotovelando entre sudoreses alheias e aguentando o cheiro de urina, que os bêbados despejam em qualque lugar…
…não me admira que entra ano, sai ano, essa gente não sai da m…
Leticia,
Rafael ficará arrepiado com este teu post!
Cê sabe que pensei nisso, Maria Edi? Por isso aventei até o sacolé. Mas, cá pra nós, se o cerumano está com animus agresivus-malocandi ele vira uma arma branca de per si, mesmo com as mãos vazias.
Tô recebendo pessoas queridas nesta virada. Não fosse assim, não teríamos data e dormiríamos cedo. Papai e mamãe NÃO acham que a vida mudará de um dia pro outro, muito menos eu. Por mim, passava DEBAIXO da cama, como um cachorro apavorado. E sem pensar no futum, nos banheiros químicos e no bafão de acarajé.
Existe coisa mais besta que ligar a tevê pra ver os fogos aqui e alhures? Vou é reler as baixarias de Dalva, isso sim!
Fábio, por enquanto o fedor não chega aqui. O que acontece é passar uns perdidos às 5 da manhã, aporrinhando o sono dos justos.
Raquel, não deixa ele ver!!!! Rafael está acostumado com o consumo fino, não pode se expor a certas coisas. Muito menos a como o paulistano jerereca se vira pra dizer “Veuve Clicquot”. Eu já ouvi cada versão que nem Jesus entenderia.
Em relacao ao Rio, a Prefeitura promete “choque de ordem” e avisa que vidro e churrasco estao proibidos. Acredito como se fosse verdade.
Como voce, particularmente acho uma data chata. Isso desde de pequena. Lembro que a familia se reunia na casa dos meus avos e ficavam bebendo, cantando ate´altas horas. Enquanto eu ia assistir sessao corujao! So´dava as caras na hora do brinde para nao chatear minha mae.
Acho o fim da picada imporem essa barulheira como se todos fossemos obrigados a gostar. Ninguem pensa nos direitos do coletivo.
Em relacao aos sacoles, nao sei como sera´, mas a vinicula Miolo esta colocando esse verao em Floripa carrocinha que vende espumantes e outros vinhos em doses “praianas” (cf: http://viajeaqui.abril.com.br/blog/saia-pelo-mundo/2009/12/praia-girlie-tem-espumante/). Quem viver vera´. Sera´o fim do reinado da cerveja nas prias??? Aguardem cenas dos proximos capitulos.
Moema, eu tinha lido que o Eduardo Paes havia liberado os dois itens pra não chatear o pessoal.
Acho essas datas enfastiantes. Talvez seja lembrança dos meus tempos de Rio. Teve uma vez que todo mundo largou os fogos pra ver um incêndio na Sendas da Dias da Cruz, há há há!
Tô falâno!!! De Floripa para o mundo em dois dez. Ano que vem essas doses praianas já se alastraram.
Daqui do meu “chatô”, no décimo andar, dá para ver os “fogos” na Zona Norte todinha … Pena que assuste o meu sobrinho peludo. Pobre Noah Nicholas, fica arreliado que só … É detradição: eu fico até meia noite, vejo os foguetinhos, tomo um gole de champã (normalmente, uma coisa beeeeeem levinha), como as doze uvas da tradição espanhola, abraço todo mundo que está presente (normalmente, mãe, sobrinha mais velha e sobrinho peludo), escovo os dentes e vou dormir. Afinal, se Noah Nicholas fica em casa, seis e meia em ponto ele está cafungando na minha cara, para sair …
E a família Merd se esbalda na Paulista, vendo xou de Dudu Nobre e tirando foto com o celular e a câmera digitalis, para depois colocar no orcuti … Fui malvada, agora. Ainda bem que o Natal e aquele velho gordo e beberrão não me trouxe o Simon Baker, mesmo …
Idem com batatas, Maria Edi. Só que sem Noah Nicholas. Meu despertador-sobrinho…, bem, você sabe quem é. Feliz ano novo!
Essa obrigação de alegria e entusiasmo é mesmo cansativa. Aqui não tivemos ano novo, já que a “quarta idade” veio em peso pra casa: era só “Feliz ano, veeeelho!!!”
Sério, somando dava quase um milênio! rsrs
Mas foi animadíssimo porque é natural de minha família ser assim, se divertir em qq reunião, sem fogos, roupa branca ou mil “mandingas”. Basta estar juntos e as risadas estão garantidas.
Com direito à tia Celina, do alto de seus 93 reveillons, bater a bengala e exclamar: “Passei mais um!!!”
Bonitinha, tia Celina!!! E já pensou, a geriatria toda de calcinha amarela, vermelha e tal? Também dispensamos isso por aqui. Esse tipo de coisa só dá ânimo quando a gente tem 13 anos. E mesmo assim, olhe lá!