
Ah, esses este
reótipos! Dizer, hoje, que São Paulo é a terra do trabalho soa tão mequetrefe quanto dizer que no Rio ninguém sai da praia.
É só dar uma olhada no vazio que se forma na cidade em dias feriados. Se bem que ontem a cidade parecia vazia porque todos estavam na praça de alimentação do SP Market (um shopping depressivo, pode acreditar).

Mas sempre há a regra que confirma a regra. Raquel pegou esse flagrante aí na esquina da Vila Nova com Major Sertório. Pelo estado do barbante, a criatura tinha acabado de pendurar caprichosamente os folhetos por cima de uma placa, e teve o cuidado de fazê-lo escondidinho, talvez para não ser multado pela Lei Cidade Limpa (como se fiscalizassem alguma coisa…).
De qualquer modo, por mais rasteiro que seja o método, a pessoa está (tentando) trabalhar.
Melhor isso do que investir no setor safado-demandístico trago-a-pessoa-amada-em-três-dias.



Essa empresa do folheto deveria ser multada… pouco importa se foi seu agente que fez essa m… aí.
Isso não é coisa de gente que trabalha, é coisa de gente porca, irresponsável e desonesta.
Conheço essa esquina!
Como diz o tio Pedro, pela mala se conhece o viajante: já pensou o tipo do “prano” de saúde?
Nos feriados por aqui também sempre tem as mocinhas com panfletos de lançamentos imobiliários.
A carinha que elas fazem quando vão entregar panfletos no carro devidamente abastecido de franguinho, farofa e guarda sol é impagável.
Fábio, isso é coisa de corretor por conta própria. Também acho uma porqueirinha, mas me irrita menos que anúncio de: 1) macumbeiro; 2) cursos de autoajuda; 3) Compro suas milhas; 4) Endredons a preço de fábrica; 5) Fulano de tal parabeniza o candidato tal por não sei o quê.
Ricardo, não tem nem aquela coisinha Sírio-Einstein sem carência. Humpf!
Betinho, eu já quis descolar algum como mocinha de panfleto, mas papis, cioso de meus estudos, não deixou. Hoje eu só entraria na empreitada se fosse no sol, pra perder banha. De qualquer modo, ainda agradeço pelas meninas virem com papel na direção do meu carro – é uma boa “vistoria” do bichinho no mercado de semivelhos. Mas do jeito que cuido dele, daqui uns meses elas nem olham mais pra minha cara.
Sabe que aqui em Curitiba tem uma trupe que todos os dias de madrugada enche os orelhões de anúncios de garotas de programa? Já deu até morte entre eles por conta de brigas, porque ha máfias diferentes cuidando dos interesses de “meninas” diferentes… um nojo!
Aqui também, Fábio, ô, se tem!
Já falei do métier: http://flanelapaulistana.com/?p=986
Esta foto me rendeu uma velhinha preocupada, pois havia aberto o sinal e eu não atravessava. Tentei explicar que eu não ia atravessar naquela hora mas não sei se ela entendeu. Ela ficou agoniada que eu ia perder a vez!
Tadinha!…