
Pra você que descolou um frila de Papai Noel neste final de ano, vê lá como vai se comportar com a criancinha no colo, hein?
A maneira de pegar a criança foi assunto hoje no curso de treinamento para Papais e Mamães Noeis (agora é “noelete”, blargh!) no Centro de Solidariedade ao Trabalhador na Liberdade, em São Paulo. Pela primeira vez na história natalina tapuia, os candidatos aprenderam onde e como tocar as crianças e como evitar o disparo do radar paranoico dos pais nas lojas e locais onde estiverem dando plantão. A coisa anda tão feia que até fazer cócegas na barriguinha e ajeitar roupinhas foi desaconselhado.
Como é que você pega uma criança? A não ser que a criatura seja uma rematada pedófila, é como todo mundo pega, uai! Você põe uma criança no colo de que jeito? Apoiando o bumbum e pernas na SUA perna. E de pé? Passando o SEU braço por sob bumbum!
Então aí fica muidifícirr!
Fosse comigo, para garantir, optaria por um aperto de mão e boa!



Bons tempos em que podiamos fazer uma graça para uma criança numa loja ou mercado só para ver aquela risada gostosa de criança.
Hoje em dia eu não ouso, o medo de ser linchado é maior.
A mente das pessoas que se dizem normais é tão ou mais poluida que a dos tarados. Veem maldade em todo lugar.
Um amigo ja passou um vexame horrível no Center Norte apenas por apanhar e devolver uma bonequinha que uma garotinha havia derrubado. Tudo por causa de uma mãe histérica que de tão cuidadosa que era nem notou que a criança havia perdido o brinquedo.
Pois é, a gente muda o comportamento por causa dessa onda de pedofilia (ainda que muitos casos sejam por descuido dos pais – a ocasião fa o ladrão- mas deixa pra lá).
O melhor mesmo, Lets, é usar uma daquelas mãos biônicas, pra nao correr risco.
Cada vez mais esse mundo se torna sem graça e mais imbecil: não poder brincar com uma criança, como bem disse o Betinho.
Bem, eu já estou ficando paranóico, prefiro não entrar em elevadores ou ficar em ambientes em que estejam crianças desacompanhadas.
Duas meninas acusaram o faxineiro do condomínio de assédio, deu polícia, briga, surras, e no fim apurou-se que foi mentira das meninas. Tarde demais….
Indenizações à parte, o pobre morreu atropelado, embriagado e depressivo por um crime que não cometeu. A família destroçada, passando necessidades, filhos sem pai, e as mocinhas hoje, estudam nazoropa..
E a vida continua…
Com mulher, não sei por que, é menos complicado… Mesmo assim, não custa andar com a cabeça constantemente maliciada e evitar coisas que antigamente se faziam com naturalidade. Ainda mais se topar com uma mãe louca…
Se não, a gente corre o risco de terminar como o porteiro do Fernando.
Haja neurose!
Neurose de pais incompetentes aliada à neurose natalina!
Nem me fale em neurose natalina, Fábio! Eu queria passar esse tempo debaixo da cama, palavra!
Nada contra o Natal em si, mas… dá pra editar esse pedaço urbanoide que começa aqui e termina lá em 2 de janeiro?