
Não tenho, como vocês sabem, nada contra a propaganda. Di grátis ou paga, ela faz parte do mundo, apesar dos protestos das guerrilheiras de butique.
Apesar de achar anúncios a coisa mais natural e legítima do mundo, não os leio. Me passam batido, na maioria das vezes. Porque sou mão de vaca, distraída e não consumo praticamente nada. Além disso, parto do princípio de que, quanto mais o cara anuncia, menos aquilo interessaria a mim. Pode parecer meio espartano, eu sei, mas funciona bem na maioria das vezes.
Hoje vi esse recrame aí em cima, na Veja. Aí finalmente cliquei. Porque essa pérola frequentava o espaço de anúncios do meu blog há uns meses e, claro, não vou clicar daqui, porque o Google Adsense acha isso muito feio.
Hoje, dispostinha e bem humorada demais, resolvi clicar nele lá na Veja. É um cara, diretor de uma associações contra as drogas, com mais de 200 milhões de filiados!!! (ou simpatizantes? resolva) (mencionou isso pelo menos 3 vezes). Pedindo dinheiro. Querendo fechar contrato com todos os governos.
Nem vou falar da edição, dos erros de português e da tosquice oratoriquesca. Só menciono a tremenda má-fé da chamada. Porque você chega lá e – surprise! – constata que Serra não brigou com ninguém e Dilma – muito menos – chorou por coisa alguma.
Tenho pra mim que toda pessoa que não domine direito a língua portuguesa nem seja chegado no batente tem o sagrado direito de sonhar com burras de dinheiro.
Mas não precisa pisar na jaca assim.
Muito, muito feio…
- Imagem: uma vírgula que mostraria o link!… Quem quiser fazer uma pesquisa antropológica me avisa pelo contato que forneço, no particulê.



Esse logo vira ministro.
Enquanto via o vídeo do cara, eu pensava: “Não se irrite, Leticia: isso é pesquisa, isso é pesquisa, isso é pesquisa!”