Laudos a distância em São Paulo

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Na Veja, matéria sobre a emissão de laudos a distância e a central que o governo de São Paulo inaugura para esse fim: mais agilidade, mais rapidez, menasgente no processo, mais economia e qualidade de vida para a populêichon:

[...] o governo do estado de São Paulo inaugurou na semana passada um sistema pioneiro no Brasil e na América Latina. Trata-se de uma central exclusivamente dedicada a emitir resultados para os exames de imagem realizados em hospitais, ambulatórios e outros centros públicos de saúde do estado. Cinquenta radiologistas se concentram na sede do Serviço Estadual de Diagnóstico por Imagem (Sedi), diariamente, 24 horas por dia, para produzir resultados de mamografias, ressonâncias magnéticas, tomografias computadorizadas e raios X. No mês de experiência do sistema, em setembro, foram despachados 40.000 laudos para sete unidades de saúde. A meta é chegar a 1,5 milhão de resultados mensais até 2011, quando cinquenta hospitais da rede estadual deverão estar integrados ao serviço. “Estamos inaugurando uma nova era”, diz o governador José Serra. “Com o Sedi, é possível oferecer diagnóstico de qualidade nos locais mais distantes do estado, que nem sempre contam com profissionais especializados para isso.” [...]

O Hospital Estadual Porto Primavera, em Rosana, com cerca de 25.000 habitantes, a 780 quilômetros da capital, é um desses casos. A cidade nunca teve um radiologista para realizar laudos na rede pública. Nas ocorrências mais urgentes e simples, uma fratura de braço, por exemplo, os exames são analisados pelos médicos plantonistas – clínicos, em sua maioria. Quando o exame é eletivo, os filmes de raio X e mamografia são levados de carro até Presidente Prudente, a 197 quilômetros de distância. No próximo ano, quando o hospital for incorporado ao Sedi, pela primeira vez Rosana contará com um serviço de laudos em radiologia. “Casos como esse mostram que o processo de incorporação da tecnologia à saúde é imprescindível”, diz Miriam Blom, diretora executiva do Sedi. Se em sua origem, na década de 60, a telemedicina estava a serviço da saúde dos astronautas e dos soldados que não podiam ser cuidados de perto, ela agora se presta (mais do que nunca) a encurtar distâncias e aumentar a qualidade de vida de todos. (íntegra para assinantes)

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6 Responses to Laudos a distância em São Paulo

  1. Moema says:

    Meu receio e´que a gente acabe tendo varios call centers de medicos. O lado bom seria a melhora da qualidade de atendimento medico. Mas aprendemos na faculdade com um frances HG Roger – Introduction a I’etude de Ia Medecine – que a medicina e´ciencia e arte. A ciencia estuda as doencas. A arte se ocupa da manutencao e do restabelecimento da saude. Neste contexto, imagine-se falando com a tela do computador. Voce se sentiria confortavel de revelar intimidades? Voce diria a um telemedico que teve dor precordial ao ter relacao com seu parceiro? Ou qualquer coisa desse genero? Acho que nossa cultura ainda nao e´essa.
    Nada disso invalida o grande passo que a telemedicina representa.

  2. Leticia says:

    Tem esse lado também, Moema. Mas, dada a precariedade de nossa realidade, ajuda e muito, principalmente as cidades pequenas.

  3. Betinho says:

    Eu sempre ouço que um dos principais problemas do atendimento médico é que o contato do médico com o paciente é muito breve e que os médicos, nem tanto por má vontade, mas sim pela enorme quantidade de pacientes que precisam atender por dia, muitas vezes nem prestam atenção direito no paciente.
    Ouço também que a pouca confiança que os pacientes têm nos médicos justamente por esse atendimento meio precário é um dos principais fatores de abandono dos tratamentos receitados.
    Fico curioso pra saber como será a adaptação a essas novas técnologias. Elas vem pra somar com certeza, mas como qualquer novidade vai exigir adaptações tanto dos profissionais quanto dos pacientes.

  4. Leticia says:

    Acredito que essa coisa de o médico nem olhar pra cara do paciente é algo que muda aos poucos. Inclusive daqueles que coletam material/fazem os exames.

    E tenho pra mim (pelo menos eu sou assim) que, se o paciente tiver a plena certeza de que está sendo atendido num sistema eficiente se sentirá mais confortado, mesmo que por vezes não tenha contato pessoal e afável com os profissionais envolvidos.

  5. malu says:

    Relloouuuuuuuuu!!!!A telemedicina não elimina a figura e o atendimento pessoal e sim facilita a análise dos exames complexo por especialistas.
    “Oh my gosh!!” O “Centrinho da USP” que funciona em Bauru e o Hospital do Cancêr de Jahu usam essa “novidade”.

  6. Leticia says:

    É, Malu, foi o que entendi…

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