
Não é urucubaca à la petismo, não. É que a gente conhece os anseios do nosso rebotalho, de nossa vidinha, de nossa terrinha…
Do G1:
A Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) irá restringir a partir desta segunda-feira (28) o número de passageiros na plataforma da Estação Sé, no Centro da capital paulista, entre 17h30 e 19h. O secretário estadual de Transportes Metropolitanos, José Luiz Portella, diz que o objetivo é garantir o embarque com conforto – a mudança ocorrerá na plataforma do trem sentido Corinthians/Itaquera.
Outras operações semelhantes estão sendo executadas (como na Tucuruvixe!) e planejadas (para outras estações-problema).
Agora me diz, em sã consciência: quem é daquele povo que quer fazer fila e embarcar depois no mundo cão da Sé às seis da tarde? Quem é que vai (como um monte de gente que pode dispor de seu escritório) “dar um tempo” e ir pra casa mais tarde?
A estação da Sé já é um furdunço há muito tempo. Eu lembro que lá pelos idos de 1994, mais ou menos, eu cometi a boçalidade de ir da Sé até o Tatu on Foot no horário do rush da tarde. Burra, resolvi esperar o próximo trem na frente da multidão (a multidão daquele tempo…). Quando o bicho chegou, o povo sofrido me prensou contra a porta, e achei de muito bom tom explicar que estava meio impossível entrar na composição, pelo fato de haver um vidro entre eu e o interior do vagão.
Hoje piorou: faz uns anos botaram esses currais aí da foto, o que dá uma bela ideia de pra quem foram feitos. Não passo lá no final da tarde nem que me paguem.
Nunca jamais em tempo algum o governo do Estado (e agora com a Prefeitura) resolveu fazer tanta expansão de Metrô. Até entendo que queiram tomar medidas paliativas até que as novas estações e baldeações fiquem prontas. Mas esperar que o povo que anda pela Sé (temos diferenças, sim) entenda e se prontifique urbanamente a acatar esse tipo de organização é demais, né?
Vão cuspir seu direito de ir e vir. E vai dar problema. Espera só.
A única coisa que aliviará a baixaria na Sé, na Barra Funda, no Paraíso e outras estações problemáticas é ampliar muito mais a malha metroviária, como se tenta fazer.
E descentralizar o emprego e seus horários, coisa que, tenho a impressão, nunca acontecerá nesta cidade.
- Foto: Ale Cabral (Futura Press): Momento Zurique nas baias da Sé. Nos horários de pico é muito, muito pior.
PS: CQD.



Se o povão não tivesse titica na cabeça até ajudava… mas o povão simplesmente, tem nojo de pensar…
Na falta de cérebro, há os cotovelos…
Lets
Vi a reportagem no SPTV de hoje, na hora do almoço.
O metrô fez uma pesquisa:
76% dos entrevistados apontou a situação que você viveu em 1994 como o principal problema a ser enfrentado.
Daí a brilhante ideia. Interessante é que os usuários entrevistados pela reportagem manifestaram idêntico realismo. O diagnóstico é certeiro: falta de educação.
Se bem entendi, a proposta foi numerar o chão das baias. São 15 bolas numeradas grudadas no chão. Para dar certo, é preciso que apenas 15 pessoas entrem por vez.
Bom, eu só acredito vendo. Mas como nem em sonho (no caso, pesadelo) eu me vejo em meio ao furdunço, vou esperar para ver em futura reportagem se a coisa deu certo.
Eu lembro que faz muito tempo eu vi uma reportagem sobre o metrô de Tókio (pode escrever com K ?). Uns funcionários tinham como tarefa empurrar as pessoas para dentro dos vagões, e isso era para evitar que o tempo de parada previsto em cada estação se alongasse nos horários de pico, pois os atrasos colocavam em colapso todo o sistema.
Os funcionários japoneses empurradores de passageiros usavam luvas brancas. Do que lembro, nunca a expressão sardinha em lata fez tanto sentido para explicar a coisa japonesa.
Salve, Paulo!
Eu duvido dessas coisas, viu? Não da pesquisa, mas da sinceridade nas respostas. Pensa comigo: se 76% dos entrevistados são, como querem parecer, a própria corte britânica em solo nacional, porque a Sé é do jeito que é?
Eu vi como é a marcação. Só não sei se dá certo. Agora, neste exato momento é que começa a experiência. Com a “empatia” que o povo daqui tem com o poder de coerção em geral, acho que vai é dar confusão. Não digo hoje, mas mais adiante.
Imagina se resolvem empurrar com luvinha, como em Tokio (com k)? Aí acaba é na delegacia… Estupro, abuso de autoridade e assédio moral/sexual.
Tá.
Mas e o acento que havia em Tóquio? Ele não acompanha Tokio? A regra das paroxítonas não se aplica quando se grafa com “k”?
Cada pergunta que você me faz, Paulo!…
Bem, é verdade que agora temos o k e o y, e não haveria nada de mais em grafar Tókyo. Mas ficou estranho assim, não?
Bem, eu sou sempre por respeitar grafias alheias. Então, se é pra grafar numa medida internacional, eu ficaria com Tokyio mesmo (apesar de ter escrito antes com “i”). Agora, o que é consagrado em português é Tóquio…
Duvide-o-dó Dora que agora, só por causa das letrinhas novas, a coisa chegue numa mistura. O povo das editoras é mooooito conservador…
Em tempo: viu? Não rolou. Disseram que foi por causa da chuva, nhe nhe nhe… Mas o troço não dá certo em si…
Mas me ocorreu que o Metrô pode fechar as catracas, obrigando a patulée a embarcar nas estações cardeais próximas: Pedro II, Anhangabaú, Liberdade, São Bento. Entra e sai ali, só pro povo da baldeação…
O que voces descrevem parece uma tentativa de organizar o o povao como o pessoal faz nos parques da Disney. Levando em conta que nao funciona direito nem nos parques que nao sao Disney, acho pra la´de dificil isso da certo ai´ou em qualquer lugar aqui em terras tupiniquins.
Moema
Lá nos parques da Disney quando ‘alguens’ não respeita as filas para pegar os carrinhos, logo você escuta um claro, alto português com sotaque beeeeeeemmmm brasileiro, sendo assim aqui no Metro vai ser difícil funcionar.
Estive lá hoje (na Sé). Só de castigo. Apesar de não ter sido num horário ingrato, já dá o tom pra mais tarde.
Imagina eu, que hoje passei lá às 8 da matina… Ossos do ofício.
Pior ainda, Ricardo!