
Xeeeentche, se eu tivesse cometido a loucura de levar meus pais ao Parque do Ipiranga ontem, teria me sentido em Uóxinguiton em pleno inverno de 20 de janeiro! No Capitólio! (é brincadeira, tecla sap, por favor!).
Foram 25 milipessoas num tempinho de lascar (como vocês podem ver) para ver Andrea Bocelli digrátis, e ainda rolou baixaria porque teve gente que não conseguiu entrar, reclamou do privilégio dos outros e blá-blá-blá. Acho que nem a organização esperava tanta gente. Espero que dá próxima vez ponham o povo no Campo de Marte (cê não se importa, né, Raquel?)
Como pápis e mâmis já não são brotinhos e não suportam aglomeração, a ideia de levá-los só passou pela cabeça e foi embora rapidinho. Centenas de impedimentos, a começar pelo esquema de trânsito. Já pensou? A gente ter de parar o carro em Cubatão e os dois virem andando pra assistir de pé? Nem pensar, Edmar! Depois passam na TV, vem o DVD e tal, e meus fofos poderão ver tudo no aconchego do lar. E sem gripe.
Deixa eu explicar uma coisinha: faz uns dias eu postei que Andrea Bocelli se apresentaria em São Paulo, e expus minha opinião: não curto muito que cantores líricos estendam seu repertório a coisinhas customizadas. Não gosto mesmo. Cada coisa no seu quadrado.
Alguém aqui disse que não gosto de Bocelli? Gosto, gosto sim. Ele é um ótimo, respeitado (e belo) tenor. Mas, definitivamente, não curto a imagem de Bocelli. Tendeu? O queridinho da vez das síndicas, a solução para o fim dos bingos, a oportunidade dos elevados de ocasião pisarem no resto da humanidade.
Por isso fechei os comentários naquele post. A coisa ia bem, mas começou a descambar, e barrei um monte de impropérios. Primeiro porque as pessoas enfiam uma coisa na cabeça e acham que dá pra transformar aquilo num trator. Segundo, não aceito comentários em MAIÚSCULAS RAIVOSAAAAAS, como diria Betina Botox. Terceiro que o blog é meu e nele eu escrevo o que quiser, como também diria BB.
Então: Bocelli não cantou o “Tico-tico no fubá”, mas mandou “Garota de Ipanema”, uma música que ele bem poderia cantar no travesseiro, mas não a plenos pulmões (sorry, minha opinião mais uma vez). Pois se a Bossa Nova veio pra suplantar essas proezas pulmonares, oras…
Mas achei muito bonitinho a dona Assunta (a dona Osm da Mooca, by Ricardo) e o seu Guiuseppe indo lá pra ver. Esses gostam mesmo e conhecem o repertório, desde o mais clássico até o “Funiculi Funiculá” desde crianças. Por causa de caras como esse aqui:
Portanto, foi um bálsamo pra comunidade italiana e para o próprio espírito de São Paulo (seguido da tradicional banana que sempre ofereço ao Brasil suadinho).
E ninguém me enche por causa do Nessun Dorma (mais conhecido aqui em casa como Nelson Dorme, adaptação pra escola de samba). Tenho esse trechinho no coração por meus queridos antepassados, que de italianos não tinham nada, mas gostavam à beça da coisa.
Foto: Evelson de Freitas, AE.



EU também gosto de André Bocelli (embora muiiiiito menos do que gosto de Plácido Domingo) mas… Garota de Ipanema já é ruim no original, que dizer em qualquer outra versão, ainda mais em voz de estrangeiro tentando falar o carioquês.
O grande Vinicius de MOrais que me desculpe, mas Garota de Ipanema é uma droga!
Ah, não é, não, Fábio… Eu não guento mais ouvir, mas é porque ficou foi muito batida, isso sim. Mas é muito bonitinha.
Nunca gostei de Garota de Ipanema… não ficou bom nem na voz de Frank Sinatra…
Não gosto de Andrea Bocelli (mil “perdãs” aos fãs do gajo)… E Garota de Ipanema cantada por gringos, parece coisa de colonizador querendo agradar os tapuias com colares e espelhos… Se quer fazer uma “homenagem” à pátria amada, salve, salve, tem outras canções tão bonitas e mais apropriadas para uma “versã” pop-lírica.
PS: concordo, Leticia, Garota de Ipanema é muito bonitinha, mas já deu pro gasto!
E doppo, tutti alla cantina!
Dona Assunta e Zio Anacleto, de chapéu á la Adoniran, isso aí. Como eles não conhecem esse círculo de Dante chamado Orkut, não corremos o risco de vê-los abraçados e desfocados, com suas línguas saburrosas à mostra, encimando a infame legenda: “É nóis vendo o Botchéli”
Gosto do Bocelli, mas acho que o cara deve cantar o que mais condiz com seu perfil, oras. Caso contrário, seria o Kiss cantando “Cara-caramba-caraô” pra agradar a patuléia, né?
Como vc bem disse, cada um no seu quadrado, e os que caírem de para-quedas aqui, leiam duas vezes o texto, e depois releiam; se não tiverem comentário decente, vão pro meio da estação Sé às 6 da tarde.
Que que a Ivete foi fazer lá? O Toquinho ainda vá, é paulistano, descendente de italiano e faz um bruta sucesso na Botinha, mas Ivete?!?
Isso sem falar que a avenida Dom Pedro I é conhecida aqui no Ipiranga como a Champs Eliseé Paulistana (guardadas as devidas e enormes proporções)… e como é tudo previsivelmente desorganizado, não tirei meus pés de casa pra ir nesta festa.
Quanto ao Bocelli… é bom ouvir uma vez só, no máximo de vez em quando…
Eu ouvi o Bocelli algumas vez pela TV acho que nunca ouvi ele cantando uma musica inteira, entonce…
Agora tenor cantando bossa nova!? Eh no minimo esquisito.