A garota Tok&Stok

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Existe um felômeno aqui em São Paulo que parte do povo frequentador deste blog, em seus estudos miúdos de sociologia, poderia chamar de “A garota Tok&Stok”.

Antes de adentrar a análise, faz-se necessária uma ressalva: a Tok&Stok é uma luma belíssima loja de móveis e acessórios pra casa, cada um mais lindo que o outro. Nosso raio de estudos não atinge a qualidade da loja, mas como ela bate e refrata no subconsciente coletivo da mulherada target X.

Outra explicação prévia: qualquer xóvem que atingiu um patamar razoável de rendimentos em Sumpa gostaria de ter um móvel Tok&Stok. Um acessorinho que seja. Eu mesma já comprei algumas coisetas por lá: descansos de prato meio indígenas que renderam um belo painel na cozinha. E uma bolsa de sisal com listras avermelhadas cuja tinta se esvaiu na primeira chuva. Mas… vamos lá.

A garota Tok&Stok não se contenta apenas com um objetinho bonito, ou um apenas um móvel de que precise ou que combine com seu ambiente. A casa dela é TODA Tok&Stok. Essa criatura aportou em sua vida profissional renunciando com amargor a todo um passado de recalques e cafonices materno-avoengas.

A garota Tok&Stok rejeita solenemente tudo o que tenha mais de um ano de vida ou coisas que não lhe sejam úteis. Sua composição genética é o aqui-agora. Ela não junta nem fotos de família, porque ocupa espaço. Ela quer, ela vai vencer! Ela faz de um tudo pra ser bacana e sofisticada, para que os amigos a admirem. Seu bungalow é estudadamente montado pensando no futuro, provável e certíssimo networking que lhe renderá oportunidades e parcerias – nunca se sabe quem pode aparecer.

A garota Tok&Stok quer um ambiente clean, arrojado, mas que carregue consigo certo toque de inteligência, algo que dê a dica ao visitante de que ela, ela sim, é uma pessoa especial e destinada à casta X, cuja conquista é questão de tempo, apenas.

“Estou provisoriamente num apê aconchegante, mas minha percepção, meu berço, meu bom gosto e meu toque pessoal resultaram nisto aqui” (e estende o braço para sua sala minimalista).

A garota Tok&Stok achou super-adequado pendurar flores febris e cansadíssimas, de um artista famoso cujas reproduções se encontram amiúde no mercado, bem no recanto de sua mesa de jantar, com tampo de vidro e design simples, porém avant-garde. Suas refeições não levam toalha (porque lembram  sua infância prosaica e sem gosto) e sim jogos americanos bacanérrimos comprados na… Tok&Stok. E com essa malária por testemunha de sua dieta firme e inclemente – afinal, a garota Tok&Stok não pode engordar um grama!

***

Nossa! Disse tudo isso só porque amanhã chegam dois móveis da casa da vovó. Um buffet, de madeira maciça, torneada, lindo de morrer, onde guardarei os discos dos dois avôs de maneira adequada. E uma estante anos 1940, com portas de vidro (duas folhas), em que finalmente acomodarei meus papéis e apetrechos de restauro aqui no escritório. A velhiquária cresce a olhos vistos aqui em casa… É a minha história e eu gosto.

  • Acima: graciosa escrivaninha Tok&Stok (notar o quadrinho que não compromete e o vasinho de flores neutro – a garota Tok&Stok reproduz tudo fielmente). É muito bonitinha, mas aqui em casa não serviria pra nada. Prefiro tralhas outras, d’appellation contrôlée. (Foto do site da Tok&Stok. Sem link. Isso aqui é um estudo sociológico, e não um jabaculê.)
  • Abaixo: Um dos “girassóis” de Van Gogh. Recorri a ele porque já vi um ambiente como o que descrevi. Gosto de Vincent, mas ele frequenta até parede de quilinho. Além de tudo, não dá pra comer olhando pra um quadro desses, sinceramente!
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15 Responses to A garota Tok&Stok

  1. malu campos says:

    Eu sempre gostei de comprar “complementos” nas Tok&Stok, tipo vaso, josgos americanos, almofadas, etc…agora moveis eu sou chegada em madeira macica. Os de vovo ainda estao com titia e com alguns irmaos e primos por motivos de logisticas sempre fiquei de fora da partilha.
    Meus moveis brasileirissimos de madeira “di verdade” fazem o maior sucesso por aqui.
    Parabens pela sua aquisicao, fico morrendo de inveja, das boas logico.
    Divirta-se.

  2. Santa says:

    Letícia
    Excelente texto!
    Espero que o Natal tenha sido maravilhoso e o Reveillon cheio de alegrias!

    Bjs

  3. Raquel says:

    Leticia
    gosto demais de Vicent mas também não consigo gostar dos girassóis. Acho que tive uma crise de toque-e-estoque… eu quero essa mesinha, essa cadeirinha!

  4. Leticia says:

    Malu, o problema é que você mora nos EUA, aí complica, não? Eu tenho lá e cá móveis e objetos dos avós, dos outros avós e dos meus pais. Primeiro, são objetos carregados de memórias queridas. Segundo, a humanidade nasceu pra algo mais elevado do que fabricar móveis descartáveis. Terceiro, pra que venderia a um preço vil em qualquer loja de móveis usados, não é?

    Oi, Santa, obrigada e seja bem-vinda (ou benvinda, como escreveremos isso dagora em diante, Jisuis?)! Vi que você veio para São Paulo mas fiquei inibida em que chamar para um café. Se você ainda estiver por aqui… Feliz Ano Novo, tudo de bom!

    Raquel, Raquel… isso tava bom pra uma desplugada como Austen. Me diz que hora do dia você sentaria aí para elaborar correspondências, hein? Hein? Tá bom! Feitos os envelopes, você pegaria sua capinha e sairia na garoa pra colocar no correio, é? Sei!
    Mas que a escrivaninha é uma gracinha, é.

  5. Moema says:

    Lets,
    Meu PC e seu Blog estao de mal! Esta dificil conseguir entrar para comentar…como voce ja percebeu, tenho o mau habito de ter opiniao para tudo!
    Odeio estas casas que a gente entra e parece que nao vive ninguem ali. Casa sempre pronta para foto de revista de decoracao nao serve para mim!
    Ai que inveja dos moveis! Estou terminando a obra (ahahaha!!! nem eu acredito mais nisso!) e adoraria ter mais moveis para herdar. Adoro meveis que tenham historia. Bjkas com garoa da terra do sol escaldante!

  6. Ricardo says:

    Hum, tem gente que hoje está se esbaldando na arrumação, né? Depois quero ver!

  7. Cfe says:

    “É a minha história e eu gosto.”

    Se o texto fosse comida seria o caso para lamber os dedos de tão delicioso.

  8. Leticia says:

    Moema, aqui está frio. Frio e garoando. Pode? Mas é minha vingança, pelo tanto de trabalho que tenho.
    Quanto aos comentários, o Tambosi também reclama. Vou verificar, mas pode ser algo eventual, porque o demais estão conseguindo comentar.

    Ricardo, nada feito! O buffet já subiu. Sem chaves. Estão todas com a tia, ainda da mudança dela. A estante está na garagem e sobe hoje à tarde. Mas as prateleiras já estão subidas e limpas, e estão tinindo de poliflor.

    Obrigada, CFE. Um dia analiso a garota Tok&Stok e suas preferências gastronômicas.

  9. Fábio Max says:

    Feliz Ano Novo a todos.

    Bem, minha história com a Tok Stok é triste! Um dia, um dos meus sócios num escritório de advocacia chique que eu tinha no centro de Curitiba, resolveu purpurinar e eu fiquei com apenas uma sócia. Como o imóvel era dele (do retirante) resolvemos montar outro escritorio e eu GASTEI HORRORES, porque minha então sócia não era bem uma “garota Tok-Stok”, era uma “senhora Tok-Stok”, mas me atormentou para comprar parte da decoração lá.

    Uma coisa mais inútil que a outra, considerando que eu estava montando um escritório. Quando acabou a sociedade, vendi tudo para ela (a ex-sócia) por 1/10 do valor que paguei, mas valor de mercado da época… Tok Stok produz coisas que perdem valor rápido, pois os modelos vão e vem conforme modismos…

  10. Leticia says:

    Fábio, focê foltoooou!!!!

    Resultado: nunca mais faça sociedade com uma senhora Tok&Stok.

    Nem tudo lá é descartavel conforme a moda, Fábio. Tem coisas deles dos anos 80, p. ex., que são lindas até hoje e para todo o sempre amém. Mas a sua sócia…

  11. Marcelo Gomes says:

    No meu trabalho tem várias “garotas tokstok” e aquelas que “anseiam” em se tornar uma… Tem uma criatura que tem a capacidade de entrar no site da loja, “copiar” o “style” e comprar móveis parecidos, mas com “preço mais em conta”…
    Também não tenho nada contra a tokstok, ao contrário, tenho algumas quinquilharias da loja que dão um “toque” em minha residência… O bom mesmo da garota tokstok (e do garoto também, não vamos nos esquecer), é todo o “way of life” tão bem descrito por você, Leticia.
    Quanto a foto da mesinha, Lets, você notou que a lombada do livro ou agenda que está no escaninho da escrivaninha “orna” com a pintura da parede?

  12. paula says:

    Oi leticia,
    achei seu blog por engano, estava procurando matérias sobre a Tok&Stok “ter sido vítima de derivativos” (todas as matérias começam com esta frase) e acabei entrando aqui.
    Bom, tive uma experiência bem particular com a empresa. Primeiro porque fiz minha lista de casamento lá enquanto morava no Rio e assim que me mudei pra Porto Alegre, desempregada, achei uma boa idéia trabalhar na empresa. Foram 7 meses como vendedora-decoradora part time e tenho ótimas histórias.
    Eu concordo que exista essa tendência para “garota T&S”, eu mesma passei por essa fase, mas talvez seja mais interessante você focar no motivo causador desse fenômeno decorativo. A T&S não tem muitos concorrentes, o mais significativo é a Etna, de SP, que segue o mesmo conceito e que recém abriu uma loja no RJ. Vamos lembrar que a T&S já tem 31 anos de mercado e que durante todo esse tempo nenhuma marca foi capaz de desenvolver produtos diferenciados e clássicos do design a tão baixo custo.
    Basta você comparar o preço de uma mesa Tulip, do designer Eero Saarinen, na T&S com o de outra loja.
    Eu particularmente adoro antiguidades e não consegui garimpar nada que tenha pertencido a meus avós. No Rio é possível encontrar alguns móveis restaurados na rua do Lavradio mas custam mais caro que um novo. Acaba-se pagando mais pelo “ser original”. Resumindo onde quero chegar é que a loja, infelizmente, ainda é a única onde é possível encontrar praticamente tudo em todos os estilos a um preço acessível. Quanto a a casa ser “TODA T&S” acho que é mais problema de criatividade da pessoa do que da loja que simplesmente sugere combinações de produtos na exposição da loja.
    Você está fazendo um estudo sociológico? Se quiser discutir mais a respeito entre em contato pelo meu e-mail. Abs,

  13. Leticia says:

    Paula, acho que esse “fenômeno decorativo” é resultado de uma conjuntura maior: a criatura não tem raciocínio, identidade nem gosto próprio pra montar sua casa, daí recorre a concepções alheias.

    Deixei bem claro que acho lindos os artigos da Tok&Stok, e que eu mesma já comprei por lá. Mas o exagero na coisa se iguala ao de outros extratos, que montam sua casa em duzentas prestações com móveis horrorosos da loja X.

    E móvel antigo custa muito mesmo. O negócio é ir atrás de móvel velho.

    O estudo sociológico é brincadeira, Paula. Aqui as coisas não passam de conversa de botequim.

  14. paula says:

    huhu, beleza! Bom, pode ser conversa de botequim mas pode virar tema de estudo antropológico.
    Em todo caso, gostei de ler o blog :)

    Bjo

  15. Leticia says:

    Opa, se pode! Frequentemente fazemos isso com outros temas aqui.

    Volte sempre, seja bem-vinda!

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