Projeções para uma banana

Marcelo me manda essas coisas e confesso: tinha visto hoje de manhãzinha, mas passei batida porque já conheço meus miolos. Não queria ver, não queria ver, não queria ver!

Quando o livro acabar de vez (ou seja, daqui uns cinco anos), vou ter de me virar com outra coisa. Já pensei em fazer um concurso e passaria facilmente na redaçã, mas me funhecaria em direito constitucional e química.

Também não tenho penetraçã ideológica pra me enfronhar no mercado com alguma coisa feita com fuxico (parece que a moda não passa nunca – além de tudo não sei fazer fuxico).

Outra: não pertenço a nenhuma catchiguria que mereça a forcinha inicial de 100 mil, mais 20 mil mensais, por parte do governo do Estado. Isenção de ICMS, então, nem pensar! Afinal de contas, meu bisavó, meu avô, meu pai, etc. etc. levaram a vida de maneira tal que minha vida ficasse formatada de modo a que eu não pudesse fugir de pagar não só o ICMS, mas QUALQUER imposto – pode escolher.

E digo mais: sou tão azarada, meu destino é tão comum que nunca, jamé de la ví eu conseguiria vender uma bolsa de florona amarela, mas nem que oferecesse à Eskala pra vender na banca torra-torra a 5 reáu. Diriam pra mim: “esse preço de custo que você pede, de R$ 1,50, está muito caro”.

Já a havaiana forrada de fuxico não passa nem por questões mercadológicas. É algo que não conseguiria vender por razões de foto íntimo, que – vocês entendem – não vou abrir aqui.

Mas dou a maior força, dou mesmo! Não só à Daspre como a rascunhística Dospre. E a animação pra vender é sempre uma esperança, não? Só fico pensando no nome da minha futura grife: Dasbá? Dasbana? Dastrô? Dasô?

  • Foto (Hélvio Romero, AE): Daspre: bolsas de lona com florões e sandálias de fuxico: pra abalar Paris, Guarulhos e a 25 de Março. Mas só orrrrnam se o esmalte do pé for acetinado, viu, Marcelo?
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5 Responses to Projeções para uma banana

  1. Raquel says:

    How about… Dasfu?

  2. Leticia says:

    Oh yessss!!!! Além de tudo tá na moda!

  3. Marcelo Gomes says:

    Que tal “Daspé”? Assim você continua na “língua do pê”…
    Sabe o que mais me enche a paciência nessa história: o Estado finge que ensina um “ofício”, o detento finge que aprendeu uma nova “profissã”, a consciência da “Dona-Maria-crasse-média” fica em paz, afinal “ajudei-uma-pissoa-que-tá-quereno-se-recuperá” e, no final das contas, a “mudelo” que ostenta a “belíssima” bolsa “em forma de girassol transgênico”, quando sair da “detençã” e resolver colocar em prática seu “ofício”, vai perceber que a 25 está apinhocada de artigos i-dên-ti-cos ao que ela fabrica, inclusive com uma etiquetinha de marca para dar um charme a mais. A “ex-detenta” desiste da “profissã” e, das duas, uma: volta a delinquir ou, na melhor das hipóteses, vai implorar por uma bolsa família qualquer (sem girassóis, off course). Não é lindo o nosso sistema penitenciário?
    PS: depende do “mudelo” do fuxico, Lets… Se for de sobra de tecidos com “stress”, só o esmalte metálico será capaz de causar impacto…

  4. Tia Cris says:

    Fia, também não sei fazê fuxico (mas mamis sabe e faz como passatempo, depois dos caça-palavras). Vamo abrir a “Daspobre”?

  5. Leticia says:

    Marcelo, às vezes me penitencio por tanta maldade presente no meu âmago. Mas você, hein?! Fuxico de “stress” é ótimo!

    Cris, seguinte: você tem “penetraçã” no mercado? Alguém acharia nossa iniciativa superbacana? A gente ganharia matéria em jornal? Já abriria o negócio com postos de venda diferenciados em frente a faculdades patricinhas? Se for assim, por mim tudjo bem.

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