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	<title>Comments on: Neschling conta as mágoas</title>
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		<title>By: Leticia</title>
		<link>http://flanelapaulistana.com/2008/12/neschling-conta-as-magoas/comment-page-1/#comment-10372</link>
		<dc:creator>Leticia</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Dec 2008 10:17:35 +0000</pubDate>
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		<description>É isso tudo, resumido no último parágrafo do Paulo. Se um banqueiro, que é um banqueiro, tem uma mentalidade dessas, imagina quem vê o mundo com a ótica da administração pública?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>É isso tudo, resumido no último parágrafo do Paulo. Se um banqueiro, que é um banqueiro, tem uma mentalidade dessas, imagina quem vê o mundo com a ótica da administração pública?</p>
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		<title>By: Paulo Araújo</title>
		<link>http://flanelapaulistana.com/2008/12/neschling-conta-as-magoas/comment-page-1/#comment-10371</link>
		<dc:creator>Paulo Araújo</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 10 Dec 2008 04:15:42 +0000</pubDate>
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		<description>Lets

Existe uma pesquisa do professor José Arapiraca, já falecido, da Universidade Federal da Bahia (Fisiologismo Político e Qualidade da Educação, Ianama Ed. Salvador, 1988) que mostra existirem na Bahia umas trinta escolas com o nome &quot;Padre Vieira&quot;, enquanto o nome &quot;Antônio Carlos Magalhães&quot; identifica mais de trezentas e cinqüenta escolas. 

É a prova da predominãncia da ética botocuda de servir ao sinhozinho. Em SP a coisa só é mais sofistiqueide. Aqui, temos uma intelligentsia de alta plumagem que coloca para si mesma o padrão internacional e que convive as mil maravilhas com a casa-grande.

Como lembra o professor Roberto Romano, “o objeto mais flexível do universo é a espinha dorsal dos intelectuais. É infinita a capacidade que eles têm de se curvar diante do poder, seja ele fascista, seja socialista. Basta que seja poder.”

Então, fica claro porque a presença do maestro de espinha inflexível tornou-se insuportável. Ele não serve. 

Os políticos tratam o interesse público em conformidade com velhos costumes da Botocúndia. Comportam-se como os arrogantes sinhozinhos que não dispensam, mas exigem, o beija-mão: &quot;bença, padrinho&quot;.

Junte-se a isso a tosca mentalidade empresarial. Diz o maestro:

&quot;Ouvi do Pedro Moreira Salles que, em seu banco, um executivo que chega aos 60 anos precisa começar a pensar na sua saída. Não trabalho num banco!&quot;</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Lets</p>
<p>Existe uma pesquisa do professor José Arapiraca, já falecido, da Universidade Federal da Bahia (Fisiologismo Político e Qualidade da Educação, Ianama Ed. Salvador, 1988) que mostra existirem na Bahia umas trinta escolas com o nome &#8220;Padre Vieira&#8221;, enquanto o nome &#8220;Antônio Carlos Magalhães&#8221; identifica mais de trezentas e cinqüenta escolas. </p>
<p>É a prova da predominãncia da ética botocuda de servir ao sinhozinho. Em SP a coisa só é mais sofistiqueide. Aqui, temos uma intelligentsia de alta plumagem que coloca para si mesma o padrão internacional e que convive as mil maravilhas com a casa-grande.</p>
<p>Como lembra o professor Roberto Romano, “o objeto mais flexível do universo é a espinha dorsal dos intelectuais. É infinita a capacidade que eles têm de se curvar diante do poder, seja ele fascista, seja socialista. Basta que seja poder.”</p>
<p>Então, fica claro porque a presença do maestro de espinha inflexível tornou-se insuportável. Ele não serve. </p>
<p>Os políticos tratam o interesse público em conformidade com velhos costumes da Botocúndia. Comportam-se como os arrogantes sinhozinhos que não dispensam, mas exigem, o beija-mão: &#8220;bença, padrinho&#8221;.</p>
<p>Junte-se a isso a tosca mentalidade empresarial. Diz o maestro:</p>
<p>&#8220;Ouvi do Pedro Moreira Salles que, em seu banco, um executivo que chega aos 60 anos precisa começar a pensar na sua saída. Não trabalho num banco!&#8221;</p>
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		<title>By: Moema</title>
		<link>http://flanelapaulistana.com/2008/12/neschling-conta-as-magoas/comment-page-1/#comment-10369</link>
		<dc:creator>Moema</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Dec 2008 22:15:19 +0000</pubDate>
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		<description>Vamos combinar que o nome disso e´inveja. Na boa, ele pode ter parte da responsabilidade por nao ter sido politico e fazer a mudanca que queria de forma menos direta. Como ele tinha compromisso com metas (sejam pessoais ou impostas por contrato), nao devia nada a ninguem e como diz uma amiga, foi tirado do conforto do seu lar, ele se achou - nao sem razao - no dever de agir como bem entendesse. Enfim, desafetos a parte, ele cumpriu o que veio fazer. Resta saber se quem ocupar a batuta tera´a mesma capacidade e coragem.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Vamos combinar que o nome disso e´inveja. Na boa, ele pode ter parte da responsabilidade por nao ter sido politico e fazer a mudanca que queria de forma menos direta. Como ele tinha compromisso com metas (sejam pessoais ou impostas por contrato), nao devia nada a ninguem e como diz uma amiga, foi tirado do conforto do seu lar, ele se achou &#8211; nao sem razao &#8211; no dever de agir como bem entendesse. Enfim, desafetos a parte, ele cumpriu o que veio fazer. Resta saber se quem ocupar a batuta tera´a mesma capacidade e coragem.</p>
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		<title>By: Fábio Max</title>
		<link>http://flanelapaulistana.com/2008/12/neschling-conta-as-magoas/comment-page-1/#comment-10368</link>
		<dc:creator>Fábio Max</dc:creator>
		<pubDate>Tue, 09 Dec 2008 16:00:22 +0000</pubDate>
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		<description>A questão é que, para o brasileiro médio, competência e coisa pública são expressões que não cabem numa única frase. Se no Brasil, fazer sucesso já é crime, fazer sucesso dentro de uma instituição pública e eventualmente aparecer mais que os &quot;pulítico&quot; é delito sujeito a pena de morte.

Como eu sempre digo, MÉRITO no Brasil é ficção.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>A questão é que, para o brasileiro médio, competência e coisa pública são expressões que não cabem numa única frase. Se no Brasil, fazer sucesso já é crime, fazer sucesso dentro de uma instituição pública e eventualmente aparecer mais que os &#8220;pulítico&#8221; é delito sujeito a pena de morte.</p>
<p>Como eu sempre digo, MÉRITO no Brasil é ficção.</p>
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