Finalzinho de noite

Estou achando um loooooosho poder vadiar a essa hora por aqui. Minha rotina tem sido acordar cedíssimo, geralmente em jejum solidário, e ficar perambulando em unidades de diagnóstico, lendo folhetos de linguagem suave e didática enquanto espero. Mas a causa é justa, urgente, não passará de uma preocupação boba e tem-se mais é obrigação de agradecer de joelhos, porque há um ótimo plano de saúde e estamos na melhor, senão única cidade deste país sujinho em que o paciente é tratado a pão-de-ló demais da conta. Até em laboratório.

De vez em quando dou uma monitorada no andamento do blog, por curiosidade, porque não faço posts “chamativos”. Não que não devesse. Mas é meu feitio mesmo. Sou simplória. Ou escrevo ou fico pensando em marquetíngui. Como não curto marquetíngui, limito-me a escrever.

De fato, esses dias eleitorais trouxeram uma troca muito intensa. Eu perambulei bastante no domingo, com recíproca verdadeira. Por causas justas e urbanas e civis, por causa das eleições e tal. Todo mundo comemorando junto. Mas meu queixo cai a cada bisoiada na frequência do blog, quando comprovo que a procura por “vestidos” está na lista dos mais-mais não-ficção. Há SEMANAS. “Vestidos” e “Alexandre Herchcovitch”. O que que foi? O Herchcovitch morreu? Aquele apoio que ele deu a Marta foi do além? O que aconteceu?

O mundo acabando, investidores se jogando dos três andares da Bovespa, Balacobama quase lá, o PT com suas abóboras interpretativas, dona Osm prestes a devolver seu fogão de seis bocas porque o crédito acabou… e o povo preocupado com VESTIDOS?

Não que tenha algo contra vestidos. Muito pelo contrário, adoro, o que não necessariamente tem que ver com essa modinha Merdinaline-lantejoula que anda por aí. Eu gosto é desses das fotos que escolhi. Não são de ninguém de SP, óbvio, porque a tendência aqui sempre foram as estampas de oncinha. São do francês Paul Poiret, o primeiro costureiro famoso oficialmente conhecido, e o primeiro que transformou seu nobre ofício num negócio, no que fez muito bem.

Portanto, pra quem cai de pára-quedas nestas mal-traçadas, tome Poiret! Toma você, toma você e mais você! Biscoito fino para as massas! E vê se larga esse sutiã de espuma, esse jeans de cintura baixa que já foi, essa blusa horrível cheia de estampas, essa bolsa toda tacheada e essa chapinha (que também já foi). E esse beiço duro também, que ninguém aguenta mais.

Agora dá licença que vou desabar na cama.

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4 Responses to Finalzinho de noite

  1. Moema says:

    Oi Lets,
    Se houver algo que eu possa fazer para ajudar, e´so´berrar que eu escuto.
    Bjkas preocupadas,
    Moema

  2. Raquel says:

    FF
    Flanela “Flashion!

  3. Leticia says:

    Moema, obrigada pela preocupação, e qualquer dúvida pessoal eu te pergunto meeesmo. Sou da seguinte opinião: médicos são pessoas especiais, e a medicina pode quase tudo. Mas o paciente precisa fazer sua parte, se submetendo a exames, cuidando direitinho de sua saúde e fazer, sem chiliques, o que tem de ser feito. É claro que, como eu disse, um apoio de boa qualidade é preciso.
    Histórias escabrosas dos outros são sempre contadas pela metade. A pessoa só conta a desgraça, não o tempo todo que menosprezou cuidados que todo mundo deveria ter como obrigação. Se a pessoa se monitora sempre, geralmente doenças graves são detectadas no começo e têm cura, sim. Sou muito otimista quanto a isso, e se Deus quiser tudo vai dar certinho. Thanks, bjcas

    Raquel, gostou dos modelitos?

  4. Ricardo says:

    Crise? Que crise, gente!

    O grande molusco já disse que seria só uma marolinha.

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