
Muito bonitinho, como sempre, o seu Mindlin explicando 1929 (que hoje fez exatamente 79 anos) e como aquela crise afetou o Brasil (embora saibamos de antemão que nada nos abala). Ele tinha 15 anos e era repórter do Estadão.
Umas coisas que me danam:
1) Botar um charleston ou um chorinho pra evocar dada época. Hirc! Nada contra os gêneros, mas não se ouvia outra coisa, não?
2) A falta de paciência do repórter (Hã… Sei… Hã… Tá…) com o ritmo de falar dos mais velhos. Mindlin fala mais devagar mas é extremamente encadeado e claro. Quem não tem paciência pra ouvir deve entrevistar adolescentes.
3) Milhares de vinhetas bobinhas pra disfarçar edição.
4) Tiraram o xerox do colo dele, e a edição escondeu alguma eventual liçença pra fazer isso.
- Foto: Fila da sopa em Chicago, na década de 1930. Coisa que não vai acontecer conosco, óbvio. Se filas houver, é pra comprar papai noel que rebola com a calça arriada, na 25 de Março.
- No vídeo, Mindlin faz referência à Fazenda São Martinho, em Ribeirão Preto, como a única muderna e mecanizada. Ela pertencia à elite perversa do país, a família Silva Prado. E refere-se também a Otto Niemeyer, a quem entrevistou, cujo contexto da visita ao Brasil pode ser visto em texto da FGV.



Sem comentários amaurysticos sobre Mindlin, Prados e crise de 29.
Pois é, entrevistam os velhos, mas não têm paciência. Ara, pq não fizeram uma entrevista com a Nayara, né?
Irritante o “Hã, tá, sei”…