Einstein no Ibirapuera

Abre hoje no Ibirapuera a exposição de objetos pessoais, fotos, fac-símiles de cartas e manuscritos do físico Albert Einstein. A mostra, concebida pelo Museu Americano de História Natural de Nova York, vem ampliada para o Brasil, com máquinas interativas e todos aqueles quaisquaisquais que a gente adora.

Einstein no Brasil deve ser interessantíssimo, principalmente pra nós. Pra ele, em viagem no ano de 1925, foi menos que nada. Ele sofria certa perseguição na Europa por causa do engajamento na causa pacifista e de sua origem judaica. Por isso, de início, foram feitas mil sondagens pra saber se ele não queria vir morar na selva – inclusive com o estapafúrdio convite argentino de assumir uma cátedra na Universidade de Buenos Aires ou o título de doutor honoris causa. O físico agradeceu gentilmente, dizendo que suas ocupações o impediam de viajar. Trocando em miúdos, tinha mais o que fazer.

Quando finalmente lhe encheram os pacovás e ele veio, foi para cumprir um ciclo de palestras calorentas e tentar descolar uma grana entre os judeus ricos para a causa sionista. As poucas alusões que ele próprio ou seus biógrafos fizeram sobre a visita à América do Sul destacam a total falta de conhecimento nhambiquara sobre o babado e a palestra sobre relatividade no Clube de Engenharia, no RJ: um salão “superlotado de embaixadores, generais do exército, representantes dos ministros e engenheiros, muitos deles acompanhados de suas esposas e filhos”.

  • Fotos: Acima, imagem escaneada do Igy Törtent!, of course. Com gravatinha de crochê e tudo. Depois de pesquisinha rápida, imagino que a foto seja mezzo-inédita. Abaixo, foto mais comum: Einstein na reunião de tupperware no Clube de Engenharia do Rio. São Paulo ainda era botocudíssima naquela época, e graças a Deus ninguém teve a idéia de chamá-lo pra nada aqui.
  • Neste post antigo, comento a visita tão ruim ou pior de Stefan Zweig a São Paulo.
  • Mais informações sobre o safári de Einstein aqui.
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5 Responses to Einstein no Ibirapuera

  1. Raquel says:

    que criatura mais escabelada… seria a relativvidade capilar?

  2. Paulo Araújo says:

    Será que a palestra foi em alemão?

  3. Leticia says:

    A essa altura ele lá tinha largado de mão a rebeldia capilar, Raquel.

    Provavelmente, Paulo. A pergunta é: será que havia um tradutor simultâneo versado em teoria da relatividade?

  4. Ricardo says:

    Acho que foi ele quem lançou modo de ser fotografado com a língua espichada, a febre orkutiana.

    AAAAAHHHNNNNN!!!

  5. Fábio Max says:

    Eu imagino ele falando em alemão, sobre a relatividade, a massa, a velocidade, o contínuo espaço-tempo e o vácuo… teve gente que depois dele, nunca mais aceitou assistir nem apresentação infantil em dia da Independência!

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