
Engraçado como as coisas andam, não? Tudo começou ontem na Bienal, quando topamos com um stand da Bovespa. Acho que o pensamento geral foi: “tudo bem, estão captando investidores miúdos. Que mal tem? Até a Rede Record tem um mocozinho aqui…”. Daí ficamos olhando, e tal, quando percebemos, acima do logo da Bolsa, fazendo um conjunto inusitado, o topo de um cenário de papelão, em que um morenaço musculoso e sem camisa agarra uma donzela lânguida cujos cabelos anos 40 se esparramam por detrás das seteiras de um castelo medieval (vai lá que você vai entender).
Pára tudo! O que a Bovespa tem que ver com cenários desse jaez? Com raiva de nenhuma de nós ter trazido uma maquineta, fomos ver o que se escondia por detrás da Bovespa e… touché! Lá estava a editora das moçoilas pero no mucho. Fizemos o diabo pra saber onde encontrar aquele cenário – digitalmente falando. Conversamos com o povo de lá, pegamos mil fôlderes e papeluchos e promoções e tal.

Eles nos atenderam normalmente, e o rapaz que me ajudou até perguntou: “Quem, aquele saradão ali?”. As demais atendentes estavam com cara de nada: imbuídas de seu trabalho, fizeram toda a lição de casa, incluindo a explicação da promoção, apesar de saber exatamente o que estávamos fazendo ali.

Eis que acabamos encontrado a tal imagem em um marcador do kit-romance. Mas acontece que ela é muito pequenininha! Nem me dei o trabalho de escanear. Daí fui até o sáite da coisa e encontrei (não a imagem, mas…), além de luxuriosas capas, sinopses interessantíssimas do que poderíamos chamar de customized XVIIIth British novels for Merdilaine readings in her daily journey to Sapopemberley.

É cráááááááro que comecei a ver nisso uma oportunidade ímpar de encher os pacovás de Raquelucha e sua Jane Austen. Nesses casos, sou muito feliz: não perco a piada muito menos a amiga, que inxcrusive me ajuda na análise. O resultado é essa seleçã. As capas são mais pragmáticas que o miolo, é fato. São convincentes em seus sub-objetivos, mas isso não impede que tenham ares evocativos: um vestidinho aqui, uma tipologia alí, um cenariozinho acolá, tudo pode lembrar uma Jane Eyre sem que a infeliz leitora tenha o trabalhão de decompor a sintaxe. Num trem chacoalhando, seria pedir demais. Até a cor e a textura dos vestidos já vêm na ordem direta.

Mas eu gostcho mesmo é dos nomes das autoras! Jesuisinho Cristinho, que máximo isso! Cherie Claire! Regina Scott! Lorraine Heaffffffff! Vamos ver o que mais poderia ser: Katleen Stevenson; Pam MacIntyre; Fiona Blomingsdale! Eu mesma tenho codinomes para me esconder quando: 1) o trabalho final não vai prestar; 2) quando não tem jeito, para (argh!) revistas. Claro que não vou dizer aqui, mas também a fonética segue outra linha, e coisa e tal.

Por fim, Ventos Selvagens (da aclamadíssima Janelle Taylor, veja bem!), sugerindo as personagens de Emily Brontë se pegando na charneca.
Mas o que será que vem a ser charneca?
- Prometi a imagem escaneada pra minha ameeega, mas, como se vê, não deu. Mas continuarei procurando, ou tento escanear mais pesado.




Carma, deixa eu me organizá aqui que eu já fotografo e esculacho a papeluchaiada toda lá no brog, hehehehe.
E isso sobrevive à passagem do tempo! Ferozmente! Já leu algum, Letícia? Rola alguma sacanagem mesmo? Ou é só leitura do tipo letras grandes e palavras fáceis?
Gente, eu perdi isso in loco. Ainda bem. (=
(Oi, Letícia. Oi, Cris. Beijos)
Muitas, muitas risadas. Vc é impagável, Lets.
Cris, também ia me dedicar amiúde aqui, mas pintou um inesperado pro final de semana, e o dominó chegou ao trabalho, como sempre. Deixa estar. Vou enfiar isso na programação na marra.
Miguel, eu poderia dizer que lia isso quando era colonizada aos 15 anos. Mas seria mentira. Eu nunca tinha lido um troço desses até ter a brilhante idéia de imaginar que poderia virar uma JK Rowling dos trópicos. Daí eu li um. Até dá pra fazer com um esquema Zora Yonara, mas teria de fundar uma editora só pra isso. O que eu li, pelo menos (são váááárias séries…), a sacanagem não passa do amasso.
Ruy, saímos de lá às risadinhas, trocando as pernas e se trombando, como adolescentes. O pessoal do stand em “questã” deve ter achado um tanto ridículo. Mas foi divertido, pena que você não ficou.
E, Ricardo, pena que você não estava lá também.
Dear friend
eu já te disse que o melhor seria a linha “espírita” com muita sacanagem e castigos exemplares no final. A criatura teria prazer do início ao fim da leitura – deleitaria-se com pecados inconfessáveis e consolaria sua alminha sequiosa de salvação eterna nas últimas dez páginas.
PS: Diga a Jane… é quase um sacrilégio… humpf!
Tem esse “projeto” aí também, Raquel. Deixa estar, um dia faremos.
“Diga a Jane”, de Victoria Hinshaw, veja bem!
Na adolescencia cheguei a ler um ou dois (talvez mais, mas prefiro pensar que nao), quando iamos para Cb Frio e de noite meus pais nao me deixavam ir para o “bobodromo”. Ver novela nunca foi minha praia. Preferia ler. So´que muitas vezes os livros que levava – em geral presentes de Natal – acabavam antes das ferias! Mas olhando pra tras, eca! Intoleravel! Teria sido melhor ler lista telefonica!
Jamais li desses “obras” literárias… muito embora tenha arriscado uns Perry Rodham na minha época de adolescente…
Hehehehe… e eu que quase tropecei no rapaz vestido de “príncipe” (que mais parecia o Bela Lugosi com aquela capa de cetim vermelho) no stand da Nova Cultural, detentora dessas belezuras de livros?? rsrsrs
As criancinhas que passavam achavam mesmo que era o príncipe da Bela Adormecida… mal sabem eles das cenas calientes das histórias… hehehe
Moema, eu realmente nunca tinha lido, até que me deu ganas de escrever um por dia para ficar rica e poderosa e viver com meu marido Craig Stevens num rancho do Texas e passar os dias respondendo e-mails de leitoras em dilemas sentimentais. Mas os planos não duraram nem duas horas.
Nunca li Perry Rodham, Fábio, mas lembro de isso ter circulado aqui em casa. Talvez meu irmão…
O QUÊ??? Tinha PRÍNCIPE lá, Fabi? Essa nós perdemos, meninas!!!! Saudades, muié!