
Lideranças marromenos querem que a rua Frei Caneca leve oficialmente o título de “rua gay de São Paulo”. A idéia se configurou após um site do gênero abrir a votação, em que a Frei Caneca desbancou a Consolação e a Vieira de Carvalho.
Douglas Drummond, da Associação Casarão Brasil, idealizadora do projeto, diz que a iniciativa conta com o apoio os vereadores Soninha e Netinho, e da maioria dos comerciantes e moradores (eles dizem que “a rua já é gay mesmo…”). O projeto a ser apresentado à Câmara Municipal de São Paulo prevê um concurso que selecionará um projeto voltado à modernização da via, com calçadas mais largas e bancos.
A Associação Casarão Brasil está reformando um prédio no local que será sua sede, e o mais interessante: contará também com um abrigo para moradores de rua gays. “Um homossexual carente, seja homem ou mulher, já sofre discriminação nesses abrigos. Imagine, então, uma travesti que está nas ruas e precisa ir para um local desses. Lá, ela é obrigada a vestir roupas masculinas e ficar junto com os homens. É exatamente isso que queremos mudar. Dar mais dignidade a essas pessoas”, diz Douglas. A sede da Associação terá ainda um bistrô, uma floricultura e uma barbearia, que ajudarão a sustentar os projetos da associação. A Casarão Brasil ainda estuda fazer um asilo e um posto de saúde voltados para a comunidade GLS.
“Isso trará mais dinheiro para São Paulo. Tem gente que vai até São Francisco (nos EUA) só para ver ou viver essa liberdade, dos casais gays andando de mãos dadas nas ruas. Acho isso tão importante para a cidade quanto o Museu da Língua Portuguesa” – diz Drumond (menos, menos, Drumond!… Andar de mãos dadas aqui é normal, vai! É só dar um rolê pela cidade, a qualquer hora de qualquer dia da semana).
Eu acho ótimo criar abrigos e associações. Afinal de contas a vida não é mole para os gays. Mas criar um título desses, valha-me Deus! É querer isolar a catchiguria num bunker e gerar mais preconceito ainda.
- Foto (Portalflex): Shopping “Gay” Caneca.
PS: Escrevi este post ontem. Hoje vejo no Estadão que o apoio não é tão grande assim. Drumond, é claro, diz que é preconceito. As associações de moradores da região, entretanto, dizem que é justamente o contrário, e que do jeito que está está ótimo, com todo mundo circulando livremente, de mãos dadas ou não. Até o povo da Parada Gay acha a iniciativa uma besteira: “Nossa posição não é contrária, mas a de que não podemos aceitar mais guetos. Queremos ter o direito de ir e vir em qualquer lugar, como qualquer outro indivíduo. Não queremos uma zona de exclusão”, disse Alexandre Santos, presidente da Parada. Assino embaixo. Sou pela livre circulação de gays em todos os bairros da cidade, de Carapicuíba até São Miguel, passando por Cidade Ademar e pelo Morro Doce.



Para mim, compartimentar uma cidade é o primeiro passo para agravar o preconceito.
Melhorou da gripe?
Bobagem da grossa… E o pior são os projetos sociais pra dar credibilidade à maluquice! Precisam ser feitos em uma rua exclusiva? Tá me cheirando aquele papo do Mix Brasil que depois só servia pra cobrar dinheiro de qualquer veado desavisado.
Estou melhorando, Fábio. À base de levanta-defuntos, mas estou.
Também pensei nisso, Miguel. O cara pode estar a fim de descolar um ganha-pão, sabe?
Que a nossa grande sociedade e’ dividida em subsociedades, e’ uma verdade inegavel.
Mas dai’ a querer construir areas especificas, parece um jeito de aumentar a discriminacao. Quando estas areas surgem espontaneamente, como a Liberdade, e’ uma coisa. Mas ser criada, tenho a impressao que alguem quer se dar bem.
Alem disso, sempre aparece um maluco querendo ontruir mais um gueto. Jah nao bastassem os que temos. (condominios, torcidas ‘organizadas’ entre outros…)
Melhoras para o resfriado. Nao quero te desanimar, mas tive um professor de infecto que dizia que resfriado se resolve com 1semana sem tomar remedio e 7dias tomando. Bom final de semana.
bjs
Verdade, Moema. E em qualquer “gueto” tem sempre alguém achando que “esse pedaço é meu”. Já pensou?
Minhas gripes são assim: primeiro dia: semi-morte, e um esforço hercúleo pra destacar um Bufferin da cartela. Traduzindo: me deixem morrer só.
Segundo dia: nariz em caos + Bufferin.
Terceiro dia: rouquidão e gosto diferente do imbróglio todo (oba, tá passando!).
Quarto dia em diante: expectoração, vai fazer o quê? Mas aí o pior já passou.