
Enquanto a gripe não me pega de vez, indico pra vocês o passeio de carros antigos do próximo domingo, que marcará os cem anos da primeira corrida automobilística da América Latina, que percorreu mais ou menos o mesmo trajeto (Perdizes, naquela época, era zona rural).
O evento é patrocinado pelo Automóvel Club e a largada está prevista para as 9 horas, em frente ao Parque Antártica, e chegada no Pacaembu, passando pela Sumaré, avenida Paulo VI, avenida Brasil, Brigadeiro Luiz Antonio, São Carlos do Pinhal, Joaquim Eugenio de Lima, Paulista, Doutor Arnaldo, Major Natanael, Capivari e Praça Charles Miller. Nada que estafe uma fordeca.

Haverá de tudo: Desde um Peugeot 1908, um Packard 1923, o Simca-Chambord do Vigilante Rodoviário – dirigido pelo próprio, o ator Carlos Miranda -, até um Maverick Hollywood de 1975 (será que é o daquele câmbio ri-dí-cu-lo?). Ao todo, são trinta participantes, entre eles os ex-pilotos Artur Bragantini, Bird Clemente, Bob Sharp, Crispim, Emílio Zambello, Graziela Fernandes, Marinho, Toni Bianco e Toco.
Eu quero levar meus pais pra ver. Acabo de tomar uns dois Bufferin, pra paulada fazer efeito. Será que estarei viva até lá?
- Fotos: acima (como diz meu irmão, é melhor ser rico e com saúde do que pobre e doente): Santos-Dumont (assim mesmo, com hífen, reservado às famílias distintas), Sílvio Penteado, Prado Jr. e Armando Penteado, na corrida de 1908 em Sumpa. Abaixo, Carlos Miranda e seu inseparável amigo Lobo, estourando o estofado do chiquérrimo Simca (fui pesquisar o nome do cachorro, viu? O Vigilante não é do meu tempo!).
- Mais sobre a corrida de 1908, os primeiros lugares e curiosidades sobre o trânsito caótico da cidade na virada do século XX no site Enferrujado.com.br.



Nem nos mais loucos pesadelos um desses distintos cavalheiros imaginaria o caos que se tornaria o trânsito paulistano.
E pensar que 100 anos, em medidas históricas, não passa de um minuto.
Não entendo lhufas de carros mas acho que sei quem vai gostar.
Lembro com clareza a partir de 1983, e só flashes de 78 a 82…
A gente fica vendo tanto cinema que se confunde muito com o tempo. Por exemplo, os 50s foram ontem pra mim e eu nem tinha nascido! Os 30, 40 morro de saudades sei lá porque!
Xi, Miguel, eu também tenho disso! Meu pai costuma dizer que tenho um problema de reencarnação…
Da primeira metade da década de 70 eu lembro tudo, por exemplo, como foi a moda ano a ano. Dos anos 60 eu não lembro, mas assimilo bem na cabeça.
Essa clareza vai mais ou menos até os anos 80. Depois disso embrulhou tudo e, pra falar a verdade, pouco se me dá. Aí já entra a sem-gracice de quem está ficando velho e já viu tudo nessa vida.
Verdade! Odeio cada vez mais a obviedade… Vivo à base da surpresa, seja qualquer tipo de surpresa. E está cada vez mais difícil me surpreender com qualquer coisa.
E não sei se a coisa ficou sem-graça, ou se a gente é que vai ficando mais velho mesmo…