Parque Mário Covas

Já está em fase de implantação o Parque Mário Covas, na esquina da Paulista com Ministro Rocha Azevedo (lado esquerdo da foto). Ele fica bem ao lado do que chamam genericamente “castelinho” da Paulista, um casarão cujo antigo dono – o imóvel foi desapropriado recentemente pela Prefeitura – era um tipo bem nativo: queria ganhar muito dinheiro com aquilo mas não pagava o IPTU, sabe como é? Durante muito tempo, o imóvel foi subutilizado, com eventos meia-boca como feiras de animais improvisadas. O melhor que houve lá, nesse período, foi um sebo comandado por uma moça francesa, coisa chique no úrtimo. Foi quando finalmente pude entrar no casarão e apreciar (além dos livros usados) a arquitetura e decoração internas, com afrescos fantastiques.

Para falar a verdade, não consegui saber o que a Prefeitura fará no interior do castelinho. Na área verde anexa a ele haverá uma pérgula (cf. grafismo acima/Prefeitura de SP), bicicletário, sanitérious e um centro de informações sobre a cidade, além de acesso à internet digrátis.

O projeto complementará com espécies da flora nativa o tequinho de Mata Atlântica que ainda há no local: são duzentas árvores remanescentes do chamado Bosque do Caaguaçu, que ainda estão lá porque o terreno foi tombado em 1972. Desde então, foi adquirido pelo Banerj, que não sei por que cargas d’água alugou a área para estacionamento durante muitos anos.

Bem, tem gente chiando porque a área, com quase 5.400 metros quadrados, está sendo chamada de “Parque”, quando na verdade, por sua pequenez, é uma praça, e que isso faz parte de uma malandragem da Prefeitura e seu projeto “100 parques para São Paulo”. Bobagem da grossa. Alguém poderia me dizer a diferença abrangente entre praça e parque? O que vale? A metragem? A insolação? Ter um monte de prédios em volta como fazíamos com o Pequeno Engenheiro? Os benefícios das praças italianas, como a de São Marcos, devem ser os mesmos para o Brasil?

Bem, eu tenho certeza que o local será bem usado. Já pensou, um bicicletário protegido? E terminais de computadorestêm se mostrado uma garantia de boa freqüência. Além disso, a área será cuidada pelo pessoal do Parque Trianon, que fica ao lado e hoje leva com mão de ferro a administração do dito-cujo, que já serviu, no início dos anos 1990, de home office para michês e garotos de programa. Nunca mais ouvi falar de velho assassinado por lá. Nem de garotões nem de mendigos. E assim será no novo parque, se Deus quiser e o eleitor permitir.

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17 Responses to Parque Mário Covas

  1. Fábio Max says:

    Parque nunca é demais numa cidade como Sampa.

    Aliás, Sampa tem mais é que encher a cidade de áreas verdes, parques, jardins, praças e pracinhas. Eu vi que nas margens do Tietê já começa a aumentar a vegetação e sei que há projetos de parques para a cidade.

    Enfim, Sampa tem que deixar de ser selva de pedra, quando isso acontecer, a cidade toda melhora.

  2. Leticia says:

    Já pensou como vai ficar bonitinha a margem do Tietê daqui a alguns anos, Fábio? Isso se ninguém arrancar, é claro.

  3. Ricardo says:

    Esse casarão foi construído pelo Joaquim Franco de Mello, em 1905, e é a casa mais antiga a resistir na Avenida.

    O restante do terreno pertencia à Villa Fortunata, residência do escritor René Thiollier, construída em 1911. O palacete foi demolido nos anos 70, creio, mas como tinha muitas árvores nativas, não puderam construir nada.

    Que bom que vão tornar aquilo útil e tomara que o casarão entre no processo de recuperação também.

  4. Fã-da-casa-da-foto says:

    Gostaria de esclarecer aqui que a casa dos Franco de Mello foi projetada por António Fernandes Pinto em 1905; a já não mais existente do René Thiollier, a Villa Fortunata, foi projetada em 1903 por August Fried, que também foi o responsável por outra não existente e de singular beleza, a da família Von Bülow.

  5. josé says:

    o que difere praça de parque?

  6. cris says:

    oi tu do bem?sou fascinada por casaroes antigos sera que vc tem fotos do interior dessa mansao de franco de melo?se tiver poderia me mandar?adoraria sou do sul e fico fascinada pelos casaroes da paulista!!!!!

  7. Leticia says:

    Cris, não tenho, infelizmente. Da última vez que entrei lá – quando era esse sebo de que falei – não havia a maquineta digital, e não tive a chance de fotografar…

    Agora acho meio difícil, porque nunca mais vi as feiras de animais (nas quais nunca entrei). Mas é certo que, se aquele casarão virar um centro cultural ou algo parecido, fotografarei e postarei aqui.

  8. F says:

    Esta area deveria se chamar praça mesmo por causa de sua area.
    E Parque MARIO COVAS?!
    Nada contra o Covas e o que ele fez por SP (tirando o Banespa), mais idolatria a político ninguém merece! O antigo dono desse casarão financiou a Semana de Arte Moderna e seu nome é o que deveria constar!

  9. cris says:

    oi leticia nao esqueça se entrar no casarao de postar as fotos do interior da mansao!aguardo ansiosa!obrigada

  10. Leticia says:

    Oi, Cris! Outro dia passei por lá, havia guardas lá dentro mas os portões estavam fechados. Entretanto, a casa não parece ter sido incorporada ao parte. Continua velha, degradada, com aqueles bazares de sempre. Mas ficarei de olho. Se houver alguma mudança, pode ter certeza de que trarei fotos.

  11. Joana G says:

    Olá! Gostaria de saber se o parque tem site.

    Obrigada!

  12. Leticia says:

    Oi, Joana,

    Dei uma procurada por aí, inclusive no setor de parques no site da Prefeitura, e não encontrei. Talvez por ser novo, talvez por ser pequenininho.

    O negócio é ficar de olho nas notícias.

  13. Joana G says:

    Ah, brigadinha Leticia! =]

  14. Cibele says:

    Olá

    Eu sei que não é muito, mais eu achei pequenos pedaçinhos do interior da residencia Franco de Mello, espero que gostem…

    http://nokiablogs.typepad.com/meia/2007/04/residncia_joaqu.html

    Bjs

  15. Leticia says:

    Ah, as fotos são ótimas, Cibele, muito obrigada pela indicação. Eu entrei lá faz muito tempo, quando havia um sebo meio permanente, além de eventos. É uma pena que não possa passar por um restauro de vez e abrir ao público. Um dia, quem sabe…

  16. cecilia says:

    aos colegas da pagina que amam o parque e a casa……li esta seman no jornal que esta bela casa será demolida por uma construtora, será que não podemos fazer nada ???? que tal uma mobilização ?

  17. Leticia says:

    Cecilia, também não me agrada o fato de demolir o casarão, e espero que a Prefeitura encontre outra solução. Mas do jeito que estava…

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