
Quando era pequena, esse “conjunto sonoro” do título fazia parte da minha rotina. Ao voltar para São Paulo, já adulta, depois de ter morado um tempo no Rio, achei no radinho – dessa vez voluntariamente -, e acho que foi aí que comecei a ponderar: “Puxa, fiquei quinze anos sem ouvir isso, e continua a mesma coisa… que BACANA!”.
O fato é que o Jornal da Manhã, da rádio Jovem Pan AM, é, desde há muito tempo, a cara da correria de São Paulo. O jornal é pontuado, nervosamente, por vários trechos da “Sinfonia Paulistana”, uma obra-prima de Billy Blanco feita especialmente para a cidade. Tem gente que simplesmente odeia o “Vambora, vambora, tá na hora, vambora, vambora” (este trecho está no finalzinho da faixa 10 desta página). Na mesma página há ainda a vinheta que abre a parte paulista do jornal, às 7:30 da manhã, na faixa 4). Inúmeras pessoas não podem nem pensar em ouvir isso, porque traz à memória a tortura de ter de levantar com sono, e ir pra escola ou pro trabalho. Mas outro tanto de gente liga o rádio todo santo dia pela manhã, para ouvir talvez mais que notícia: as musiquinhas dão até uma certa disposição. O jornal passou a fazer parte da vida, e ponto.
Outra característica que sempre me chamou a atenção é a interatividade entre os dois locutores (trabalho hoje feito por Franco Neto, Oliveira Junior, Roberto Müller e Antonio Freitas). Eles não falam rápido, mas sua entonação passa às vezes a sensação de que estão bravos, querendo chamar a atenção pra uma coisa que você não percebeu. Por vezes parecem até nervosos, e quando criança eu achava até uma falta de educação uma voz se sobrepor a outra, impaciente: São 7 horas e 30 minutos./ REPITA!/ São sete horas e 30 minutos.
Mas que raios esta foto está fazendo aí? Explico: Dos comentaristas do jornal, dou destaque ao Reali Jr., que está em Paris desde que foi convidado para ser correspondente da JP por lá, no início da década de 1970. Não há paulistano mais velho que não conheça seu bordão diário: “… às margens do Sena, junto à Maison de la Radio, os termômetros marcam … graus”.
Dizem por aí que seu melhor trabalho é a filha, Cristiana Reali. Dona de uma beleza acintosa, ela substituiu o rosto de Isabella Rossselini para a Lancôme, e faz um sólido sucesso no cinema, teatro e TV franceses. Procurei uma foto bem boa dela, na esperança de que um dia o gosto médio do brasileiro pare de achar Jennifer Aniston a última bolacha do pacote. Abaixo a caipirada! Chega de tintura loira! Abaixo a chapinha! Bonita é a Cristiana, pô!



O Reali pode gritar e bufar. Está perdoado por ser pai da Cristiana…
Cara Letícia,
Muito oportuna e bem feita a sua homenagem tripla: Ao jornal da JP, ao Paraense mais Paulistano do mundo (O Billy Blanco) e à filha do Reali (o pai merece).
Como paulistano também aprendi a “cair fora da cama” com o Vam bora. Fiquei “chateado” ao saber que tão belas homenagens a São Paulo não foram de Paulistanos, mas de um Paraense; mas valeu a pena.
Parabéns a você também, ora pois!
Ouvinte que sou do Jornal da Manhã, me divirto com eles, com as brincadeiras, com os puxões de orelha e os REPITA.
E amanhã, quando eles falarem o dia, certamente será assim: “Hoje, 31 de agosto. Ufa! Sexta-feira!” rsrs
Já chegou um novo dia, já volta quem ia, o tempo é de chegar!
CAntonio, fica chateado não! Billy Blanco fez trabalhos assim pro Rio de Janeiro também. Ele é onipresente, digamos assim. Não fosse, não faria uma obra tão a cara da cidade, não é?
Rick, pra te dizer a verdade, faz séculos que não acompanho o Jornal da Manhã. “No meu tempo” não tinha brincadeirinha, não. Qq. dia desses vou lembrar de sintonizar lá, pra conferir.
A Cristiana Reali não fica feia nem de bóbis e máscara facial… do que você tratou mesmo nesse post?
Hehe… Tratei de um jornal radiofônico, de um de seus correspondentes e de uma das filhas desse correpondente.
Não dava pra eu colocar uma fotinho do prédio onde fica a Jovem Pan, né, Fábio?
Ô Fabio, prestenção no post. Mas que a Cristiana é belíssima é.
Leticia, deverias lançar uma campanha: CHEGA DE GRINGA DE CARA LAMBUSA; CRISTIANA REALI É A NOSSA MUSA.
Forcei a rima? É licença poética. Se o Caê pódji eu também posso, uai!
Grande abraço
É isso aííí, CAntonio!! Vou achar algumas beldades, atuais ou antigas, pódexá!
bonita imagem.
Já que o assunto são as francesas… capriche numa foto da Catherine Deneuve… aposto que o CAntonio vai me apoiar!
Eu “detestava” na minha adolescência essa musiquinha: “Vambora, Vambora, olha hora, Vambora” não ouvia ela pelo rádio como ouvia minha irmã me chamando para ir para o colégio, beeem cedo.
A Cristiana Reali relamente é um “desaforo”de linda. O cabelo da Gisele Buinchen foi eleito o cabelo mais bonito entre as “estrelas” por uma revista especializada em cabelos, e nota maior ela recebeu justamente pelo “ondulado natural”.
Fábio, não faço idéia de caherine pisou em solo paulistano. Se sim, podeixar que eu faço. Se não, sem chance!
Sobre o depoimento-verdade de Malu, não falei? Não falei?
Lets, a Maria está de volta,
e conta a semana que passou no inferno.
Com plano de saúde dos bons e tudo…
Ôpa, vou lá!
Bonita mesmo, Lets. Mas ela me lembra aquela outra brasileira famosa (nunca me lembro o nome das peças!), aquela que fez o papel de Hilda Furacão, sempre belíssima e nunca loura!
Ana Paula Arósio. Outra desaforadíssima de bonita, que não sucumbiu ás tinturas neo-jecas e não botou peitos de plástico.
Mas a Cristiana é muito mais bonita… e leva a vantagem de não ser global…
Arósio, Isso aí. É outra estupidez de lindíssima.
Abraços,