… sin perder la vergüenza jamás. Sempre achei essa historinha de assessoria de imprensa um tremendo copia-e-cola, desde os tempos do xerox e do gilette press. Você quer divulgar alguma coisa? Então larga de preguiça, procura várias fontes e monta alguma coisa consistente. E-di-ta. Faz copidesque. E dá uma revisadinha no final. É assim que procuro fazer, na medida do meu possível, já que a redação aqui é na base do eu sozinho, e isso aqui é um blog, e não um jornal.
Mas dessa vez não deu. Tenho a ligeira impressão que resolveram meus pobrema com a banda larga, mas nunca se sabe quando vai cair de novo. Por isso, reproduzo aqui matéria do Sergio Duran, no Estadão de hoje, sobre o desfecho da boníssima intenção de nossos nobres vereadores.
“O arquiteto e professor da USP José de Assis Lefèvre foi reeleito ontem presidente do Conselho Municipal de Defesa do Patrimônio Histórico (Conpresp), virando um jogo que, há um mês, era dado como perdido para defensores da preservação de bens históricos. O grupo teve como adversários vereadores, que, apoiados pelo mercado imobiliário, defendiam o esvaziamento do papel dos técnicos no órgão, ligado à Secretaria Municipal da Cultura. A ala pró-mercado acabou tendo de se contentar com uma saída honrosa proposta pelo prefeito Gilberto Kassab (DEM).
No discurso feito na cerimônia de posse dos novos conselheiros, ontem, Kassab afirmou que a tendência é de vetar o projeto da Câmara, aprovado quinta-feira, que tira poder de decisão do Conpresp, transformando-o em órgão consultivo. Mas disse que abrirá grupo de estudos para avaliar as reivindicações dos vereadores. Após a posse, os nove conselheiros foram para uma sala contígua ao auditório, com acesso restrito, para discutir a eleição do presidente.
O Estado apurou que o secretário de Cultura, Carlos Augusto Calil, abriu a sessão e perguntou quem se candidatava à presidência. Só Lefèvre se apresentou. Calil, que articulava a manutenção do viés preservacionista do conselho, ganhou o apoio do secretário de Estado da Cultura, João Sayad, e do governador José Serra na semana passada. Com isso, barrou a articulação da presidência da Câmara, que pretendia colocar na presidência o vereador Toninho Paiva (PR) – único conselheiro que não foi aplaudido na cerimônia de ontem. A polêmica começou quando o conselho limitou a altura de prédios em três regiões da cidade, frustrando projetos de construtoras.”



Repito o que sempre digo: VEREADOR É CARGO INÚTIL, não serve para nada que não seja esse tipo de troca a troca que a matéria deixa bem à mostra.
…e se dizem representantes do povo, são uns f… mesmo!
É, Fábio. Da maioria dos vereadores daqui, eu morro de vergonha. Você precisa achar com uma lupa aqueles que realmente se interessam de boa-fé pelos destinos da cidade.
O resto é cantor em decadência, dona de açougue na periferia e dirigente esportivo, o que não seria nada demais não fossem suas intenções.
Quando penso na Câmara, me vem logo à cabeça a cara do Agnaldo Timóteo, que esgotou no Rio e veio encher os pacovás aqui. Morro, morro de vergonha de ele ter sido eleito.
Dos 9 vereadores daqui onde vivo, 8 são semi-analfabetos e cassaram o prefeito, que lhes secou as tetas nos ultimos 3 anos. Inventaram uma denúncia, forjaramn provas e tocaram o prefeito para colocar no lugar o vice, um indivíduo conhecido por beber até não conseguir ficar de pé, mas simpático à causa dos edis, ou seja, à de usar o município em proveito próprio
Fábio
O exemplo vem de cima, olha só para Brasília.
Parabéns ao prof José de Assis Lefèvre, que ele continue defendendo o Patrimônio Histórico sem dar “bola”para especulações imobiliária.
E pensar que nos primórdios de Piratininga os vereadores tinham que ser “homens bons” (ainda que o conceito fosse questionável).
Mas não recebiam salário, apenas multavam os donos de animais soltos, cuidavam que se vedasse a grande muralha de taipa que protegia dos índios, mandavam prender os vagabundos e abandonavam a vila pra correr o sertão…
Mas nunca teve CPI, nem essa roubalheira de hoje.
Tsc, tsc…
Malu, tá certo que o pessoal do Patrimônio Histórico exagera um pouco. Mas, entre um lado e outro, fico com os preservadores.
Rick, será que naquele tempo era melhor? Sei não, acho que rola uma tradição secular nisso aí.