(Um parêntese)

Da Folha:

“É isso que fazem as ditaduras”, afirma Monica Serra

Mulher do tucano José Serra, a psicóloga Monica Serra duvida da inocência da petista Dilma Rousseff na violação do sigilo de sua filha, Veronica. Monica diz que não se conformará com a responsabilização de servidores.

Folha – Como reage à quebra do sigilo de Veronica?
Monica Serra -
Coisa de quem não tem família, um atentado à democracia que tanto custou aos brasileiros. Temos uma vida limpa, valores, princípios. E o governo deixa as portas abertas para essa quadrilha banalizando tudo. Todos têm que se sentir ameaçados. Já sofremos com duas ditaduras. [No Chile], vi meu filho, de nove meses, com um cano de arma na cabeça. É isso que fazem as ditaduras. Ameaçam os filhos. O que estão fazendo com a Veronica é para atingir o Zé, me atingir. Peço que deixem minha família em paz. (…) Isso é um crime. Não vou me conformar em dizer que é uma simples funcionária, coitada. Quem é o mandante?

E o argumento de que há um balcão de compra?
Desculpas estapafúrdias. Você acha que o povo é ingênuo? Estão tratando todo mundo como bobo.

Como havia notícias, nunca suspeitaram de violação?
Quando tem campanha, fazem esse tipo de coisa. Nunca tinha chegado tão longe. Havia ameaças, ouvir dizer. Mas eu não tinha visto.

Sente-se ameaçada?
Eu e o Brasil. As instituições não estão funcionando e querem culpar uma funcionária. Não levam em conta que está acontecendo só com pessoas ligadas ao PSDB. Querem que a gente acredite e dê atestado de quê? Quero respeito com minha família. Não admito uma coisa dessas. Já que as instituições não estão funcionando, vamos admitir que estamos numa ditadura disfarçada.

Acha que a Dilma sabe?
Você espera que se diga “eu não sabia de nada” mais uma vez? Tem que respeitar um pouco os neurônios que as pessoas têm.

Veronica está chateada?
Ela acha isso um absurdo. É vítima de um crime cometido pelo Estado. O Estado tem a posse dos dados dos cidadãos para mantê-los sob sigilo. Não vamos aceitar que banalizem a questão botando a culpa em duas ou três pessoas. Quero ir até o fim. Quero saber quem é o mandante. Isso é o que importa.

 

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Wait

… eventos explosivos na capital.

Como tem gente que quer porque quer que São Paulo se transforme num inferno pra provar que São Paulo é um inferno e quem sabe virar as eleições aqui,  um bando roubou hoje 2.350 kg de explosivos de um caminhão que entrava na cidade. Ele levava a carga, destinada aexplodir rochas, para pedreiras na capital e Santana do Parnaíba.

Cinco criaturas forçaram o motorista a parar no acostamento.  Ranilson Félix da Silva ficou em cativeiro por mais de seis horas. “Me levaram para uma casa, no meio de uma favela, tipo um cativeiro lá, tinha uma escada, aí na escada assim tinha tipo uma portinha de um meio metro e mandaram eu entrar lá dentro do buraco e eu fiquei lá sentado lá”, conta ele.

Já foram alertadas as Forças Armadas e as policias Civil e Militar de São Paulo. O motorista já foi ouvido no Deic. A polícia ainda não tem pistas da quadrilha.

São centenas de bananas de dinamite e sacos de um  explosivo em pó, todos com alto poder de destruição. A empresa fabricante trabalha de acordo com todas as exigências feitas pelo Exército e diz que o material roubado só pode ser manuseado por pessoas de alto conhecimento técnico.

Já viu na mão de bandido, não? Se eles não explodirem primeiro…

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Nova pesquisa Datafolha

A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos, tá?

Da Folha:

Por cem anos, que completa hoje, o Corinthians ganhou a fama de ter o torcedor mais fiel. É a pura verdade.

Pesquisa Datafolha que ouviu 1.261 torcedores paulistanos de todos os times traçou o perfil de corintianos e de rivais.

E confirmou que para os seguidores do clube do Parque São Jorge o time de futebol é um assunto mais sério do que para os adversários.

O Datafolha questionou os paulistanos, numa escala de 0 a 10, qual o grau de fanatismo pelo time de coração.
Entre os corintianos, 53% disseram que seu sentimento pelo clube era intenso e 42% médio – só 5% responderam leve. Números bem diferentes de seus principais rivais. Só 32% dos palmeirenses classificaram como grande seu fanatismo pelo clube. Entre os são-paulinos, esse índice ficou em 38%.

Quando o Datafolha perguntou diretamente qual era o grau de importância dos clubes nas vidas dos torcedores, o corintiano também liderou na paixão.

A pesquisa do Datafolha, realizada entre os dias 20 e 23 de agosto passados, ainda confirmou o que muita gente dizia ser só clichê.

Como o que aponta a maior probabilidade de um corintiano transferir o clube do coração para o filho.

Entre os entrevistados paulistanos pelo Datafolha, 63% dos corintianos afirmaram que seus filhos têm o mesmo time de preferência que o pai. Entre os são-paulinos, o índice de “transferência” fica em 51%. Para os palmeirenses, fica em 37%. Nos santistas, não passa de 30%.

Mas a mais detalhada pesquisa já realizada sobre o mais popular clube paulista não se resume ao amor do corintiano pelo time alvinegro.

O Datafolha mostra como o corintiano vai ao estádio, quem são seus ídolos, como avaliam a direção do clube e a opinião sobre o estádio do Corinthians – a pesquisa foi feita antes do anúncio de que a arena em Itaquera será a casa corintiana e da Copa.

 

Que legal! Bem, nesse quadrinho aí, enquadramo-nos muito bem, eu e meus queridos familiares mais chegados. Mais roxos ou menos roxos. Mas corinthianos.

Parabéns, Timão! 

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Jabaculeidson

Antes fosse! Antes fosse jabaculê com os fabricantes de cadeirinhas! Seria um lampejo de inteligência (ixperta,  mas inteligência) no imbróglio legislativo geral.

Não! Eu também acho que a criançada deve ir protegida. Ainda mais com certos pais que andam por aí dirigindo igual à cara deles.

A única trozomba que irá acontecer aqui ém casa é o tira-e-põe da cadeirinha do Periquito (nem sei se aquilo ainda é “cadeirinha”. É um troço adequado à idade dele, vai…) de um carro pra outro.

Mas… e quando o menino vier de buzunga (sem cadeirinha, of course) de sua cidade pra cá? Como é que eu faço? Compro outra? Não sairemos?

Vamos de ônibus (sem cadeirinha)? De táxi (sem cadeirinha)? De Metrô (sem cadeirinha)?

  • Foto (Daniel Marenco, Folha Press): Êêêêê, beleza!!!!! Lei cheia de esparadrapo: carro com cinto em dois pontos não precisa colocar assento de elevação; e, no caso de descontrole demográfico, o maiorzinho pode ir no banco da frente, com cinto.
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Eike Batista

Rodrigo Constantino analisa o Roda viva de estreia de Marília Gabriela, que recebeu o empresário Eike Batista.

Vi alguns pedaços, apesar do novo cenário, hor-ro-ro-so! (o Roda viva SEMPRE se supera no quesito). Um verde-bordel, lamentável!

Não vou analisar ponto a ponto o que vi, mas, no geral, é aquilo de sempre do pensamento nacional: o cara é um grande empresário e contribui em vários setores, segundo suas concepções (poderia não fazê-lo, tb., porque não tem obrigação). Vai daí, na mente dos jornalistas, já que contribui, é obrigado a contribuir em TUDO que é setor da vida nacional. Quanto mais contribui, mas é cobrado, entende?

Estranhamento geral sobre o fato de ele recorrer a um empréstimo do BNDES pra fazer não sei o quê no Rio: Claro, se ele tem dinheiro, deve gastá-lo. É o velho alheamento brasileiro em relação às lides dinheirísticas. Se lhe é mais conveniente contrair um espréstimo, lícito e tudo, no BNDES, por que faria diferente?

Morri de vergonha com a reação dos entrevistadores quando ele disse o quanto pagou de imposto de renda ano passado (670 milhões, parece). Muitos “ohhh”,  risinhos nervosos. Ora, bolas! Queriam que ele pagasse quanto, sendo quem é? Sua fortuna está na casa dos 27 bilhões de dólares, então é só fazer as contas…). Pobre país de jecas, com aquele discurso do “não me deixo dominar”. Mas põe o cabra diante de um bilionário…

Quanto à análise de Rodrigo Constantino, muito me estranha: Eike Batista atua no Brasil. BRA-SIL! A autocensura, a que RC se refere no último parágrafo, é a mesma a que somos submetidos todos nós. Órgãos de comunicação por acaso  não se rendem às governices pra não perder patrocinador? Por que cobrar atitudes estoicas logo de um empresário?

Se ele agisse como um desmiolado, sem compromissos ou diplomacia empresarial e política, seu nome seria Levy Fidelix, e não Eike Batista. Simples assim.

Por que Batista, que venceu nesse ambiente provinciano, deveria inaugurar outro paradigma de comportamento? Por que seus negócios deveriam ser menos importantes do que preferir A ou B na presidência? Por que deveria se empenhar para se enquadrar nos nossos questionamentos? Não era ele o entrevistado? Pois é.

Augusto Nunes, da Veja, perguntou a Batista como se sentia com suas atividades epifânico-minerais no Maranhão, que teriam ajudado a família Sarney na perpetuação no poder. A pergunta é (e a resposta também foi): o que tem uma coisa que ver com a outra?

Outro trecho, que perdi mas andei lendo por aí, foi dedicado às licenças ambientais. Eu fico imaginando a preocupação dos entrevistadores com o meio ambiente, enquanto se dirigiam à emissora sozinhos, em seus carros…

Parece implicância minha, mas não é. Vivemos em um filme 3D, mas sem óculos. Parece que nos dividimos em quem tem de fazer e quem tem de esperar. Ativos e passivos. Não seria esse módipensar um mecanismo relacional meio gay? (aliás, injustiça com os gays. Nem eles agem assim, com papéis tão definidos…).

Portanto, senti vergonha. Isso vai além do nervosismo de uma mulherada que deveria ser tarimbada em comportamentos sociais diante de quem quer que seja. Até porque alguns jornalistas homens também estavam visivelmente excitados, no sentido geral do termo.

O que me constrangeu foi isso: o claro estremecimento diante do dinheiro e do poder. Natural? Pode ser. Mas não da parte de jornalistas que acham dinheiro e poder coisa do demo. Diariamente…

Os vídeos já estão disponíveis no Youtube (a sequência inicial deu chabu, mas da terceira parte em diante, está belê! 

 

 

 

 

 

 

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Piscando mole

Toda vez que vejo Marina Silva dando entrevista nas coberturas jornalísticas do tipo “o dia do candidato”, posso quase assegurar que ela está bêbada de sono, falando no piloto automático.

Sabe aquela aluna CDF, que estudou a noite inteira pra fazer uma apresentação na sala de aula?

Pois é. Marina anda piscando mole enquanto fala, fala, fala. Não sei se isso é dela mesmo, se é o formato dos olhos ou se está moída de cansaço.

Não quero me arvorar em pitonisa, mas foi cabal a equação do Alckmin nas eleições de 2006: comer em tudo que é boteco = piriri e internação.

Assim sendo, espero que Marina não tenha um piripaque até as eleições…

Uma coisa é certa: se ela travar, não será internada no Acre. Adivinha pra onde ela vem?

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Dorina Nowill

A pedagoga Dorina de Gouvêa Nowill morreu ontem, aos 91 anos, vítima de uma parada cardíaca.  Ela estava internada havia 15 dias devido a uma infecção. Casada havia 60 anos com o advogado Edward Hubert Alexander Nowill, ela deixa cinco filhos, 12 netos e três bisnetos.

O velório acontecerá das 8h às 16h na sede da Fundação Dorina Nowill (rua Doutor Diogo de Faria, 558, Vila Clementino). O enterro será ainda hoje no Cemitério da Consolação.

Nascida em São Paulo em 1919, e cega desde os 17 anos em decorrência de uma infecção ocular, Dorina foi a primeira aluna aluna cega a matricular-se em uma escola comum em São Paulo – a Caetano de Campos, e lá lutou para a implantação, em 1945, do primeiro curso de especialização de professores para o ensino de cegos.

Dorina criou em 1946 a Fundação para o Livro do Cego no Brasil, para produzir e distribuir livros em braille para que deficientes visuais pudessem estudar. Em 1991, merecidamente, a Fundação passou a carregar seu nome.

Sempre admirei a Fundação Dorina Nowill pelo trabalho alentadíssimo de auxílio educacional a pessoas com deficiência visuais. Certa ocasião me ofereci no voluntariado, já que tenho alguma experiência em locução. Até passei no teste para gravação das revistas semanais, mas os horários, infelizmente, mostraram-se incompatíveis. Naquela ocasião, tive a oportunidade de visitar as dependências da Fundação e me encantei especialmente com a gráfica em braille, que imprimia  então o mais recente volume de Harry Potter.

Um dia, quem sabe um dia. Esse tipo de voluntariado ainda está nos meus planos. 

 

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Uma muxquinha às segundas

Hoje a minha homenagem é a minha amiga Moema. Poderia listar aqui dezenas de músicas de nosso tempinho de colégio, do misto-quente no shopping, das voltas ensolaradas pra casa, dos vestidos emendados de dona Inês e daquele cheiro típico de colégio. Mas uma – não necessariamente A uma, já simboliza bem nosso encontro semana passada, fortuito como sempre, mas engraçada e circunstancialmente in loco.

Foi um tempo bom. Tem coisas boas de que me recordo, apesar da estranheza das voltas que faço ao espaço, e consequentemente ao tempo. São sentimentos estranhíssimos, sobre os quais nem deu tempo de falar. Graças a Deus, porque a vida anda! Temos mais com o que nos entreter, coisas mais hodiernas a fofocar, oras! 

Um dia, Moema, aqui em SP, mais longamente, te alugo na psicanálise.

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Um paulista da gema

Tão bonitinho o Leonardo Villar na novelinha das 9, não? Uma origem escondida, um abandono no altar, um amor engrupido…

É bom deixar registrado que Leonardo Villar (naiscidcriado em Piracicaba) já foi O galã nacional. Pelo menos desde seu papel de Zé do Burro em O pagador de promessas (1962), único filme brasileiro a ganhar a Palma de Ouro em Cannes.

Bonitinho, não?

Aliás, ele manteve uma boa pinta senhoristica até bem pouco tempo atrás. Em uma novela do Manoel Carlos - Laços de Família? – ele era o revisor-capacho do editor vivido pelo Tony Ramos, numa livraria do Leblon. A colônia editorial riu muito de uma fala dele em que dizia precisar dar conta de QUATROCENTAS páginas em UMA noite varada! Ou era um revisor meia-boca ou estava desesperado. O Tony Ramos, aliás, devia pagar muito, muito mal, a julgar pela eterna pindaíba que obrigava sua filha Capitu a costurar pra fora.

Voltando – e muito – no tempo, Leonardo Villar está ligado a um dos momentos de terror da minha infância. Na foto acima, elenco da novela Primeiro Amor (1972) apresentando o ator como substituto no personagem de Sérgio Cardoso logo após sua morte. Eu nem precisava de foto pra lembrar dessa cena. A morte de Sérgio Cardoso foi medonha porque correu o boato – puro boato – de que ele sofria de catalepsia e fora enterrado vivo. Exumado dias depois, estaria de bruços, com o rosto todo arranhado.

Anos mais tarde, soube-se que essas informações saíram da mente louca de alguém – sabe-se lá quem – e não procediam. Mas aí Inês já era morta na cabeça de uma criança de 8 anos. Até porque eu já não dormia direito por causa de um caso especial – O médico e o monstro - em que Sérgio Cardoso se modificava em cena, virava esse ser horrível que você está vendo e matava a pobre da Elizângela.

Pode-se dizer que Sergio Cardoso – tadinho! – foi minha loura do banheiro, meu bebê-diabo, meu saci-pererê e meu negrinho do pastoreio. É por isso que até hoje, quando vejo gente enterrada viva em filmes, eu simplesmente mudo de canal.  

 

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A boazuda da Tijuca

Leio na Folha que a minissérie “As cariocas”, inspirada em livro de mesmo título de Sérgio Porto terá tudo, menos cariocas.

Até aí, belê! O que me atrai na produção é que foi mantido o charme do livro, com títulos fantásticos como A iludida de Copacabana (Alessandra Negrini), A desinibida do Grajaú (Grazi Massafera) e last but not least, A vingativa do Méier (Adriana Esteves, mas bem que poderia ser euzinha mesmo).

  • Foto (Ique Esteves, TV Grôbo, via Folha): Alinne Moraes, A noiva do Catete. Orrrrrrrrrnô, não é mesmo? No doce mundo dos estereótipos, ninguém diz que a menina é paulista… (E que filtrão azul é esse que invadiu até a areia?)
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