Nossa inutilidade em Londres

Vocês lembram do rapazola que botou o dedo na cara de Andrea Matarazzo no Twitter tomando satisfação sobre “seu trabalho em Londres”?

Na época (semana passada), expricamos aqui que o phopho ouviu o galo cantar e só, como todo bom cidadão que espinafra uma gestão em busca de uns caraminguás na outra.

Na verdade, quem passou seis meses em Londres foi o Walter Feldman, deputado e, na ocasião, Secretário Especial de Organização de Grandes Eventos (Prefeitura de SP), estudando a preparação da cidade para a Olimpíada de 2012. Entregou seu relatório a Kassab em dezembro, e há cópia para Alckmin e Dilma. É um estudo abrangente, coisa de gente adulta, e não só segredinhos para São Paulo aproveitar a ocasião.

Pois bem. Enquanto cuspia em Andrea Matarazzo e falava mentiras sobre a desocupação do Pinheirinho, o adiposo rapaz deixou passar essa verdadeira pérola, saída da cabeça dos assessores do governo Dilma. Do Claudio Humberto de hoje:

Detalhe detalhudo: olha a pinta urbana do contorno de Primrose Hills, que catei quase aleatoriamente no GSV:

Pousé. A gloriosa Embratur quer transformar este bairro londrino numa espécie de Taubaté, enfiando no parque (à esquerda da foto) um Cristo Redentor calango, de 9 metros de altura, pra todo mundo tropeçar e não esquecer nunca que a ideia, ó, foi nossa!

Agora, eu gostei mesmo foi do nome do escritório contratado: See Me, Hear Me, Feel Me Ltd. Corporation Inc. Alude a uma música da ópera-rock Tommy, estou certa?

Nem página na internê o troço tem. A Embratur também não diz quanto vai custar a brejeirice.

Será que o dono desse escritório de design é inglês mesmo?

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O gosto amargo da crítica

Ontem à noite Globonews (“Jornal das Dez”) chateadinha com as palavras duras usadas na imprensa internacional sobre a tragédia no Rio.

Aqui, no texto de O Globo, um resumo dos vários jornais internacionais sentando a lenha na vecchiaia e na falta de manutenção das edificações do Rio.

Antes, uma reportagem sobre as maravilhas do recém-implantado Centro de Operações (apesar de os bombeiros terem chegado 15 minutos depois). E depois, pra compensar, uma estocadinha nos defeitos no controle urbanístico em Nova York.

Então, é algo assim: vejam como estamos nos esforçando, e vocês vendo tudo de fora, nos julgando cruelmente.

Acepipes para o Rio sentir na pele o que é se dispor a trabalhar por uma cidade melhor e ninguém reconhecer.

Imagine agora se o problema da imagem do Rio não fosse a Olimpíada ou a Copa: fosse apenas uma questão política, uma sanha furreca do partido do governo federal em arrombar na marra a cidade e o estado: eis aí a jaca em São Paulo. Tendeu?

Vamos combinar uma coisinha: Rio de Janeiro é uma cidade linda e cosmopolita; e São Paulo, também linda e cosmopolita, tem serviços públicos e particulares muito avançados em relação ao resto do país (inclusive diante do Rio).

No entanto, as duas únicas metrópoles – na acepção ampla da palavra – do Brasil estão no Brasil, ou seja, pertencem a um país ATRASADO, feito de pessoas atrasadas e ignorantes. Não é culpar A, B ou C. É um conjunto da obra malfeita, que atinge desde o desabrigado da chuva até o empreendedor inescrupuloso.

Prédios fortes, prédios mais ou menos (estruturas que vão rareando à medida que os andares se tornam mais altos – isso existe!), até os molambos sem fundação e os gloriosos prédios de areia da praia do Sérgio Naia, eis aí o resumo de nossa habitação.

Essas grandes reformas urbanas, os avanços que tentamos fazer aqui, abertura de grandes avenidas, retrofit, reformas educacionais, uso de sacolas compostáveis, revitalização de áreas centrais, pensar e executar o urbano e o social, e tal, isso a Europa já fazia nos séculos XVII e XVIII, seguida com discreto atraso pelos EUA.

Enquanto São Paulo, no século XIX, ainda se via às voltas com tropeiros e poeira, Paris e Londres, por exemplo, dedicavam os miolos a superar em luxo e beleza suas arcadas (centros de compras envidraçados, os avós dos shopping centers).

E imagina quantas vezes as cidades europeias pensaram e agiram em relação a suas condições de esgoto, limpeza de rios, fiação, edificações?

Sentiu o drama? A gente está sempre atrasado.

Com a agravante de que ninguém no Brasil precisou inventar a roda. Sempre tivemos à mão os exemplos bem-sucedidos de soluções em países mais desenvolvidos/antigos. Não temos nem o trabalho de pensar a partir do nada.

Os problemas são os mesmos onde há grandes aglomerações não cuidadas. Isso não é vergonha, acontece com todo mundo. Para consertar, é só adaptar para a realidade brasileira o que deu certo.

Lembram do Joelma e do Andraus? Pois é, a gente é movido a cadáveres. Foi a partir dessas duas tragédias que implantamos, não só em São Paulo mas no Brasil todo, normas bem boinhas de segurança contra incêndios.

Tomara Deus que o Edifício Liberdade vire uma legenda e igualmente alavanque um movimento: que cada prefeitura e que cada proprietário/inquilino tome a peito e para si a tarefa de fiscalizar/zelar não só pelo seu espaço particular, mas pelo entorno, pelo comum, pelo coletivo.

Com Copa ou sem Copa, com Olimpíada ou não, com eleição ou não: pela gente mesmo.

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Tem de reagir, sim

O cara da construtora com uma série de comentários inadequados diante das reclamações dos recentes moradores de casas da CDHU em Ribeirão. Trechos da Folha:

[...] Em visita ao conjunto na manhã de ontem, Milton Vieira de Souza Leite, diretor regional da CDHU, disse que os problemas são possíveis reflexos de mau uso.

“A gente conhece o nível de educação [dos moradores]… O pessoal veio da favela. Não está acostumado a viver em casa”, afirmou.

Depois, questionado por telefone sobre a frase, ele disse que a adequação desses moradores no conjunto é uma questão complexa.

“Você não consegue mudar a educação delas [famílias] somente mudando de local.” Segundo ele, seria preciso um trabalho social a longo prazo para resolver isso. [...]

Sobre o caso de um morador que afirmou à reportagem, no início do mês, que a pia da cozinha havia caído depois de ele ter colocado uma cesta básica sobre ela, Leite ironizou o episódio.

“O que ele foi comer era outra coisa”, disse, insinuando que a pia caiu durante uma relação sexual.

A frase foi dita em entrevista gravada na frente de oito pessoas, entre elas funcionários da CDHU e da Croma [costrutora responsável pela obra].

Durante a visita, em duas casas havia moradores dormindo, fato também questionado por Leite. “Você viu? Não sei se eles estavam dormindo porque trabalharam à noite ou porque continuam sem fazer nada.”

Leite afirmou que todos os problemas apontados serão reparados pela construtora e que “o benefício está sendo muito maior que o sacrifício”.

Na casa de Lucimara Aparecida de Oliveira, 29, foi constatado o pior caso, de fissuras no entorno de portas e janelas. Elas estão abrindo “buracos” no entorno das portas dos quartos e da janela da sala.

Sobre isso, Leite disse que o problema pode ter sido causado por batidas repetidas das portas.

“Eu acho um absurdo. Aqui ninguém ganhou casa, está todo mundo pagando”, disse Lucimara.

Os beneficiários do programa pagam mensalidades que vão de R$ 50 a R$ 150.

A dona de casa Alessandra dos Santos Fernandes, 32, sofre com problemas de vazamentos nas pias do banheiro e da cozinha desde quando se mudou, em dezembro. “Já vieram arrumar, mas piorou. A casa fica sempre suja.” (p/ assinantes)

Bem, é claro que há problemas e que a CDHU, através da construtora,  tem de resolvê-los. Como também não é difícil imaginar que uma pessoa sem experiência veja um balcão de pia suspenso e ache por bem subir nele para fazer qualquer coisa (e não a piadinha grosseira que o cara achou de soltar).

É um tanto previsível ainda que, diante do kit de finalização (torneiras, sifões, etc.), entregue para instalação pelo próprio morador, haja problemas de instalação.

Até porque, em qualquer classe social, há gente com o que chamamos de mão pesada: não consegue avaliar a resistência dos materiais de acabamento, escangalha qualquer eletrodoméstico durante o uso e, acredite, acha supernormal meter a marreta em vigas e colunas.

Mas daí a generalizar, ainda mais dessa maneira, com direito a chistes, não dá.

Sai mais barato e rápido ir lá, consertar, orientar informalmente e calar a boca.

 

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Bas-fond para distrair

Realmente sou fascinada pela bela-arte da onomástica aplicada.

Matéria bafafá de Veja contando os podres da moça.

Nada, nada, nada disso me comove. Até porque,… né?, quem passou de certa idade vê o mundo e as soluções dentárias desastrosas com olhar sampaco.

Mas toda minha macaco-velhice se esvai e eu caio de joelhos ao ver seu nome de batismo.

Valdirene Aparecida.

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Cadê churrasco?

Coronel cobrando fuzuê dos indignados de ocasião.

Vamos aos números? (De Monica Bergamo, Folha):

Chegaram a 137, até o início da tarde de ontem, as internações de usuários de drogas após a operação na cracolândia, deflagrada no dia 3. Todas foram voluntárias. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo, a taxa já supera a média mensal dos últimos 30 meses, de 96 encaminhamentos. Entre julho de 2009 e dezembro de 2011, houve 2.888 internações -182 involuntárias, das quais 85 foram de menores.

PRÓPRIAS PERNAS
A secretaria afirma ainda que também aumentou a busca espontânea por tratamento, sem encaminhamento de agentes de saúde. (para assinantes)

Daí bem se vê que:

1) Sim, a operação Cracolândia faz parte de um todo maior, constante e mais antigo, por parte do governo estadual e da Prefeitura.

2) Sim, o governo de Dilma pretendia atropelar, com fins eleitoreiros, o trabalho paulistano e paulista junto aos crackeiros para reinventar a pífia figura de Haddad na capital.

3) Sim, os indignados de ocasião estão pouco se lixando para drogados, sem-teto ou favelados. Apenas os usam quando são de utilidade política.

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Há malas que vão pra Belém

Duas vantagens com a tristeza da tragédia no Rio:

1) a Globonews se viu desobrigada de continuar falando das fofurices natalícias da cidade de São Paulo;

2) o Hemocentro do Rio pegou a oportunidade a laço: com menos de dez feridos, conseguiu armar uma grande campanha de doação de sangue. Livrar-se-á da rotina de penúria nos próximos três meses. Faz bem, faz bem.

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C.Q.D.

Andrés Sanches disse o que eu havia dito aqui desde o episódio das bundas: Adriano não tem emenda.

E olha que antes eu estava esperançosa, devido ao bom desfecho da operação salva-Ronaldo, o arrebatamento corinthiano para uma vida de glórias, essas coisas.

Em entrevista à revista GQ Brasil, Sanches disse disse que errou ao contratar o atacante, no ano passado. “Hoje ele não tem mais jeito. Investi, mas deu errado.”

Recentemente Adriano faltou a um treino (diz que foi pelo aniversário da mãe), levou multa e está afastado do time. Hoje, só volta se emagrecer e parar de dar desculpa idiota: ninguém falta a compromissos por causa de aniversário de mãe.

Na próxima rateada, o Corinthians pode até dispensá-lo por justa causa, antes mesmo do término do contrato, em junho.

Até hoje, Adriano pouco fez pelo time: participou de cinco jogos com apenas um gol. Não tem nem a vantagem da imagem pessoal, já que se comporta como um presidiário. (Informações da Folha)

  • O cara: gordo, sem a simpatia do público e rendendo zero. O problema de Adriano é, no fundo, psiquiátrico, sabe? Acho que o Corinthians poderia investir numas sessões de análise. Era para ele sair de Vila Cruzeiro, mas…
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Enquanto isso, no Sírio…

Tragédia no Rio, e ontem quase pitaqueei bobagem aqui. Ia falar de gás – algo sem dúvida útil, mas que deixo para a próxima.

Só tenho a dizer – correndo novamente o risco de falar bobagem - que agora pela manhã, já inteirada de análises mais concretas, lembrei da reformitcha na minha cozinha. Era uma cozinha, uma área de serviço, um banheiro e um quarto de empregada – paredes, portas, basculantes e batentes demais para meu gosto. Derrubei tudo e desloquei o banheiro, pra ficar mais amplo, mas mantive colunas e vigas, é claro.

Lembro quando pedi à administração do prédio um mapa dessas estruturas e…. não havia.

Isso é mais ou menos igual para todo o Brasil. De moradores a construtores, de usuários a pedreiros, aí está a essência de que somos feitos.

Mas estamos em São Paulo, então falemos da essência de Lula:

Tomo pela enésima vez as palavras de Reinaldo Azevedo, num trecho que resume pá-buf do verdadeiro quem é quem na feira de vaidades:

[...] Já notaram que jamais se estranhou isso na imprensa? Os leitores muito jovens — e os tenho aos montes, felizmente — talvez não se lembrem, mas uma das críticas em que a imprensa se fartava era a tal “vaidade” de FHC… A acusação era sempre ressentida, meio bucéfala, tentando demonstrar que era uma ilusão ele se achar superior aos demais políticos só porque era intelectual. Ele jamais havia se declarado assim, mas e daí? Imaginem se o tucano carregasse um fotógrafo pra cima e pra baixo… Ao contrário: FHC já declarou que gosta é de privacidade.

Não Lula! Com ele, até o câncer tem de ser um espetáculo e de render flashes. VOCÊS JÁ SE DERAM CONTA DO ABSURDO QUE É CARREGAR FOTÓGRAFO EM SESSÃO DE QUIMIOTERAPIA E RADIOTERAPIA??? Pra quê? Por quê? A única resposta possível é esta: POLÍTICA! Luiz Inácio Apedeuta da Silva usa o câncer para reforçar a mitologia. Se puder aparecer ao lado de um ator querido por muitos, que também leva adiante uma batalha e tanto, melhor!

[...] PS – Pior sorte teve Mário Covas. Doente de câncer, tomou bandeiradas na cabeça dos petistas, até sangrar. (íntegra)

O câncer ainda é, sim, um fantasma na cabeça da população. Porque o povo é ignorante, porque não tem acesso ao novo, ao novo-médio, ao novo-antigo. Grande parte dos brasileiros anda acha que câncer é sentença de morte. Daí ver Lula ainda vivo configura-se não no fato de ele ter acesso aos melhores tratamentos, mas num milagre emanado de sua essência divina.

Porteiro antigo do meu prédio me pegou ontem pra saber por que levou multa da Receita Federal.

- Porque seus rendimentos ultrapassaram o teto em 2010 e você não declarou, Oliveira! Você nunca fez declaração, Oliveira?

- Não.

- Então você está marcando touca, Oliveira! Olha só seu holerite, todo santo mês te descontam o imposto de renda retido na fonte. Se você não declara, não tem direito à devolução, Oliveira!

Oliveira passou esses anos todos deixando grana para o governo sem que um puto, um putinho da administração deste prédio orientasse o coitado. Coisa tão simples que poderia declarar para todos eles, pra ensinar, pelo menos no início. Ou um filho, um neto… Ninguém lhe valeu.

Imagina reforma em prédio. Imagina reforma de mitos…

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São Paulo 458 anos

Nunca antes na história deste blog postei “Sampa”. Já falei sobre, mas nunca postei, porque sou da turma que tem implicância com clichês. Os positivos e os negativos.

E nem acho, sinceramente, que Caetano nos espinafra quando fala da deselegância discreta de nossas meninas, até porque a maioria é deselegante mesmo. Mas vai saber se todas são nossas de fato…? Acho que non.

Enfim, apesar de batida e pertencente a um tempo, acho “Sampa” comovente. E não custa ouvir e reouvir para tentar entender realmente a letra. Se Caetano tivesse levado a cabo essa releitura de migrante…

E no mais, o que dizer? Amo minha cidade, que segue cada vez mais linda, cosmopolita e acolhedora.

Mil beijocas de marocas a São Paulo e a todos que a amam e defendem.

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Grande Goldman

Nota do presidente interino do PSDB Alberto Goldman sobre o uso eleitoreiro e ilegal, pelo governo federal, do episódio de reintegração de posse no Pinheirinho:

É deplorável a intromissão do governo federal, através do ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, no processo de reintegração de posse da área invadida do Pinheirinho, em São José dos Campos. Ao politizar um assunto que se transformou em drama que sensibiliza a todos nós, mas sobre o qual nunca procurou encontrar uma solução, o ministro
ignorou o princípio da separação entre os poderes e a autonomia dos entes federativos. Mais: ao dizer que o “método” do governo federal não é esse, sugeriu à nação que não se acatem decisões judiciais. Fato grave quando a atitude vem de um ministro que tem a obrigação de zelar pela Constituição.
O método do ministro e de seu governo é conhecido. O cumprimento da decisão judicial fez com que o PT  movimentasse todos seus tentáculos políticos e sua máquina de desinformação, com o intuito de atingir três metas: culpar o Governo do Estado pelo fato, caracterizar como de extrema violência a intervenção policial no local e se apresentar como paladino da justiça social, fazendo falsas promessas e criando expectativas irreais para os moradores do local.
Criaram, o ministro e seu partido, nos moradores do Pinheirinho, uma falsa expectativa, nunca concretizada, de resolver a questão. Ao invés de fazer proselitismo político, o Governo Federal poderia ter publicado decreto de desapropriação da área, mas não o fez.

É  temerário que, mal se tenha iniciado o processo eleitoral deste ano, o PT já disponha de uma fábrica tão ampla de mentiras. Pior ainda é ver esse projeto de poder ser traçado às custas da ordem democrática e do sofrimento de pessoas que os petistas, hipocritamente, fingem confortar.

O governo de São Paulo agiu em cumprimento de determinação do Judiciário, e a operação foi comandada diretamente pela Presidência do Tribunal de Justiça paulista. Enquanto o governo federal só agride, o governo paulista e a prefeitura do município providenciam a ajuda necessária para minorar o sofrimento das famílias desalojadas.

Brasília, 24 de Janeiro de 2012
ALBERTO GOLDMAN
Presidente Interino
Comissão Executiva Nacional

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